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Brasil abre novos mercados para macadâmia, castanha de caju e carne suína em Turquia e Singapura

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Brasil amplia acesso a mercados internacionais

O Brasil avançou na abertura de novos mercados internacionais para produtos do agronegócio, com a liberação das exportações de macadâmia e castanha de caju para a Turquia e de carne suína resfriada para Singapura.

As negociações foram concluídas pelo governo brasileiro e fazem parte da estratégia de diversificação de destinos para os produtos nacionais, ampliando oportunidades comerciais no exterior.

Turquia amplia oportunidades para castanhas brasileiras

A autorização para exportação à Turquia representa um passo relevante, especialmente para o segmento de castanha de caju. O país está entre os principais importadores globais do produto, o que pode impulsionar as vendas brasileiras.

Além disso, a abertura também contempla a macadâmia, ampliando o portfólio de produtos exportados para o mercado turco.

De acordo com o governo, a medida tende a fortalecer os negócios para produtores nacionais. Em 2025, o Brasil já exportou mais de US$ 3,2 bilhões em produtos agropecuários para a Turquia, com destaque para soja em grãos, algodão e café.

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Singapura deve elevar valor agregado das exportações

No caso de Singapura, a liberação para exportação de carne suína resfriada abre espaço para produtos com maior valor agregado no portfólio brasileiro.

O mercado asiático é considerado estratégico, tanto pelo poder de compra quanto pela demanda por alimentos de maior qualidade e padrão sanitário.

Em 2025, Singapura importou mais de US$ 710 milhões em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para carnes, café e itens de origem vegetal.

Agronegócio soma mais de 500 aberturas de mercado

Com os novos acordos, o agronegócio brasileiro alcança a marca de 548 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Segundo o governo, esse avanço é resultado da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores, que têm intensificado as negociações internacionais para ampliar o acesso dos produtos brasileiros ao mercado global.

Estratégia reforça competitividade do agro brasileiro

A ampliação de mercados reforça a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário internacional, diversificando destinos e reduzindo a dependência de compradores tradicionais.

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A abertura para países como Turquia e Singapura também contribui para ampliar a presença do Brasil em regiões estratégicas, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cooperativas agrícolas ganham força no agronegócio e quase dobram participação no PIB do setor

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As cooperativas agrícolas brasileiras consolidaram sua posição como um dos principais pilares do agronegócio nacional. Mesmo em um cenário marcado pela retração dos preços de importantes commodities, essas organizações ampliaram sua participação na economia do setor e demonstraram maior capacidade de enfrentar os ciclos de mercado.

Levantamento da L.E.K. Consulting mostra que, entre 2019 e 2024, a participação das cooperativas no Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio passou de 8,1% para 15,4%, representando um crescimento de aproximadamente 90% no período. O desempenho reforça o papel estratégico do cooperativismo na produção, comercialização e industrialização agropecuária brasileira.

Cooperativas superam desaceleração do agronegócio

Segundo o estudo, o crescimento das cooperativas permaneceu acima da evolução do próprio PIB do agronegócio, mesmo diante da desaceleração observada nos últimos anos.

Após se beneficiarem do ciclo de alta das commodities agrícolas, essas organizações conseguiram manter resultados positivos durante a fase de queda dos preços, demonstrando maior resiliência financeira e capacidade de adaptação às oscilações do mercado.

Regionalmente, o Sul continua liderando em crescimento absoluto. Entretanto, Centro-Oeste e Sudeste aparecem como regiões com elevado potencial de expansão, impulsionadas pelo grande mercado consumidor e pela menor presença relativa de cooperativas.

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Modelo de negócios fortalece competitividade

O levantamento destaca que a solidez financeira, a visão de longo prazo e a diversificação das fontes de receita foram determinantes para que as cooperativas ampliassem sua participação durante a recente crise enfrentada pelo setor de distribuição de insumos.

Enquanto diversas revendas sofreram forte impacto após a queda dos preços da soja e do milho, empresas do segmento passaram por processos de recuperação judicial e extrajudicial, evidenciando a maior vulnerabilidade desse modelo de negócio.

Em contrapartida, cooperativas bem estruturadas mantiveram a oferta de crédito, preservaram sua atuação comercial e continuaram investindo em seus cooperados, fortalecendo sua posição no mercado.

O estudo também ressalta que organizações integradas, com atuação em diferentes etapas da cadeia produtiva, conseguem capturar margens em múltiplos segmentos, reduzindo os efeitos das oscilações dos preços agrícolas e aumentando sua competitividade.

Industrialização e biocombustíveis lideram nova fase de crescimento

A pesquisa aponta quatro grandes frentes que devem impulsionar a expansão das cooperativas agrícolas nos próximos anos.

A principal delas é a verticalização industrial, estratégia que amplia o processamento da produção agropecuária e permite agregar valor aos produtos, aumentar margens e reduzir a dependência de intermediários.

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Outro movimento relevante é o avanço no setor de biocombustíveis, aproveitando o crescimento da demanda por energias renováveis e a disponibilidade de matéria-prima produzida pelos próprios cooperados.

Além disso, as cooperativas vêm acelerando sua expansão geográfica, especialmente para estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e regiões do Sudeste, replicando modelos de sucesso e ampliando sua escala operacional.

O estudo também identifica oportunidades em processos de fusões e aquisições (M&A), com cooperativas capitalizadas adquirindo ativos de empresas em dificuldades financeiras, buscando ganhos de eficiência e consolidação do mercado.

Cooperativismo amplia protagonismo no agronegócio brasileiro

A análise da L.E.K. Consulting indica que o cooperativismo agrícola vive um novo ciclo de fortalecimento no Brasil. Com estrutura financeira mais robusta, foco em longo prazo e capacidade de investir mesmo em períodos adversos, as cooperativas ampliam seu protagonismo na cadeia agroindustrial.

A combinação entre industrialização, diversificação de receitas, expansão territorial e aproveitamento de oportunidades estratégicas coloca o modelo cooperativista em posição privilegiada para continuar crescendo e aumentar sua relevância na geração de valor do agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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