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Brasil bate recorde histórico de abate de suínos: 15,81 milhões de cabeças

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O setor suinícola brasileiro registrou um novo recorde no terceiro trimestre de 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram abatidas 15,81 milhões de cabeças, um avanço de 5,3% frente ao mesmo período de 2024 e de 4,8% em relação ao segundo trimestre deste ano. O volume confirma a trajetória de expansão do parque produtivo nacional e reforça o papel do Brasil como um dos principais fornecedores de proteína animal do mundo.

O peso acumulado das carcaças também cresceu. Somou 1,49 milhão de toneladas, alta de 6,1% na comparação anual e igualmente de 4,8% ante o trimestre imediatamente anterior. O incremento simultâneo em número de animais e peso médio evidencia melhora na produtividade e maior padronização dos lotes, reflexo direto de investimentos em genética, nutrição e manejo em polos produtores do Sul e do Centro-Oeste.

Embora o dado oficial divulgado nesta quinta-feira se restrinja ao abate trimestral, o resultado reforça a tendência de crescimento da produção nacional ao longo de 2025. Considerando o forte ritmo acumulado no ano — sustentado tanto pela demanda interna quanto pelo bom desempenho das exportações — técnicos do setor avaliam que o Brasil deve fechar 2025 novamente entre os três maiores produtores globais, posição que tradicionalmente disputa com a União Europeia e os Estados Unidos.

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No cenário global, o aumento da oferta brasileira se soma a uma conjuntura marcada por custos de produção mais baixos e por uma recomposição dos estoques mundiais. Segundo analistas, mesmo sem números consolidados de produção acumulada até novembro, os resultados parciais publicados ao longo do ano apontam para um ciclo de maior disponibilidade de carne suína no País, apoiado pela manutenção da competitividade do milho e do farelo de soja, itens essenciais na dieta dos animais.

O desempenho do terceiro trimestre também chega em um momento estratégico para o agro brasileiro. A oferta mais robusta amplia o poder de barganha nos embarques e ajuda a sustentar o fluxo exportador, sobretudo na Ásia, região que segue como destino prioritário das vendas externas do setor. Nos últimos meses, o apetite de países como China, Filipinas e Vietnã voltou a crescer, favorecendo os frigoríficos nacionais.

A avaliação de especialistas ouvidos pelo setor é de que o resultado trimestral deve servir de termômetro para o fechamento de 2025. A combinação de maior produção, estabilidade sanitária e manutenção dos mercados compradores reforça a posição do Brasil como um ator central na segurança alimentar global e consolida o segmento como um dos pilares do agronegócio nacional.

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Fonte: Pensar Agro

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Tarifas dos EUA devem voltar a gerar volatilidade e aumentar incertezas para importadores

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A política tarifária dos Estados Unidos deve continuar no centro das atenções do comércio internacional nos próximos meses. Após um período de relativa estabilidade, especialistas alertam que o cenário tende a ganhar nova volatilidade, impulsionado por mudanças regulatórias, disputas judiciais e possíveis revisões nas regras de importação norte-americanas.

O ambiente preocupa principalmente empresas que dependem da importação de máquinas, equipamentos e insumos para processamento de alimentos, segmentos diretamente impactados pelas tarifas aplicadas pelo governo dos Estados Unidos.

O tema foi debatido durante mais uma edição do BEMA-U Market Minute, série trimestral de webinars promovida pela Baking Equipment Manufacturers and Allieds. Na avaliação de Shawn Jarosz, fundadora e estrategista-chefe de comércio da TradeMoves, o mercado não deve interpretar o atual momento como um cenário definitivo de estabilidade.

Segundo a especialista, a calmaria observada nos últimos meses tende a ser temporária, exigindo das empresas maior preparo para possíveis oscilações tarifárias e novos custos sobre importações.

Suprema Corte dos EUA abre caminho para reembolsos bilionários

Um dos principais movimentos recentes ocorreu após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegal o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional como base para aplicação de tarifas.

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A medida abriu espaço para o início dos reembolsos a importadores afetados. De acordo com Jarosz, aproximadamente US$ 35 bilhões já foram devolvidos aos importadores registrados, de um total de US$ 175 bilhões arrecadados anteriormente por meio dessas tarifas.

Nesta etapa, podem ser protocolados pedidos relacionados a declarações de importação ainda não liquidadas ou com vencimento recente. Apenas importadores oficialmente registrados ou despachantes aduaneiros estão autorizados a solicitar os valores.

Governo Trump ainda pode recorrer da decisão

Apesar da abertura para os reembolsos, ainda existe incerteza jurídica sobre o alcance da decisão judicial.

O governo do presidente Donald Trump terá até 6 de junho para recorrer da abrangência do processo. O recurso poderá definir se os reembolsos serão destinados a todos os contribuintes afetados pelas tarifas ou somente aos autores identificados na ação judicial.

Diante desse cenário, especialistas recomendam que importadores e corretores aduaneiros acelerem os pedidos de restituição para evitar riscos de perda de prazo ou mudanças nas regras.

Nova tarifa de 10% já substitui medidas anteriores

Mesmo com a revogação das tarifas vinculadas à legislação anterior, os Estados Unidos adotaram uma nova cobrança temporária baseada na Seção 122.

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A medida estabeleceu uma tarifa de 10% sobre importações provenientes de praticamente todos os países, com exceção de produtos do Canadá e do México enquadrados nas regras do USMCA, acordo comercial da América do Norte.

A nova taxa terá validade de 150 dias, permanecendo em vigor até 24 de julho, e funciona como uma transição para possíveis futuras tarifas estruturadas nas seções 301 e 232 da legislação comercial norte-americana.

Empresas devem reforçar planejamento diante da volatilidade

O ambiente de incerteza reforça a necessidade de planejamento estratégico para empresas ligadas ao comércio exterior e às cadeias globais de suprimentos.

A expectativa é que o cenário tarifário dos Estados Unidos continue influenciando custos logísticos, competitividade industrial e decisões de investimento ao longo de 2026, especialmente em setores dependentes de importações industriais e tecnológicas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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