Agro News

Brasil busca novos mercados e oferece crédito a exportadores afetados por tarifas dos EUA

Publicado

Com a assinatura da Medida Provisória Brasil Soberano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os setores exportadores brasileiros afetados pelo aumento de 50% nas tarifas dos Estados Unidos recebem reforço do governo federal. A iniciativa foi anunciada nesta quarta-feira (13), em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença de ministros, parlamentares e representantes da indústria e do agronegócio.

Crédito acessível e extensão de benefícios fiscais para micro e pequenas empresas

O plano prevê a disponibilização de R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para crédito com condições favoráveis às empresas que sofreram perdas devido às tarifas americanas. Além disso, o governo estendeu o prazo de uso dos créditos tributários para empresas que atuam no regime especial Drawback, criado para isentar ou suspender tributos sobre insumos importados e nacionais vinculados a produtos destinados à exportação.

Busca por novos mercados e estratégias internacionais

A ApexBrasil será responsável por identificar novos mercados para produtos brasileiros, com atenção especial a micro e pequenas exportadoras. Jorge Viana, presidente da agência, afirmou que o objetivo é “trazer o mundo para o Brasil e levar o Brasil para o mundo”, buscando alternativas que minimizem os impactos do tarifaço e ampliem oportunidades comerciais globalmente. Escritórios da Apex em Miami e Washington, D.C., atuarão em parceria com a AMCHAM e setores americanos e brasileiros para negociar exclusões de produtos brasileiros da tarifação.

Leia mais:  Guilherme Campos é o novo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura
Presidentes reforçam negociações e laços bilaterais

O presidente Lula destacou a importância dos laços comerciais de mais de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos, reforçando o compromisso com o multilateralismo e o comércio justo. Ele elogiou o trabalho da ApexBrasil, do Sebrae e dos ministros, e destacou que agora cabe ao Legislativo apoiar as medidas, representado pelos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre.

Ministros detalham diálogo com setores produtivos e objetivos do plano

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, explicou que o plano foi formulado após consultas com representantes da indústria, agronegócio, mineração e empresas brasileiras e americanas com filiais no país. Segundo ele, as medidas visam proteger exportadores, preservar empregos, incentivar investimentos estratégicos e garantir o desenvolvimento econômico.

Monitoramento constante e abertura de novos mercados

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou que as medidas foram elaboradas após análise detalhada do impacto das tarifas e que o governo continuará atento a outros setores que possam ser afetados. “É imperativo abrir novos mercados e enfrentar esta crise com estratégias de longo prazo. Já superamos desafios similares e superaremos este também”, afirmou.

Leia mais:  Estado amplia isenção de licenciamento ambiental e facilita vida do produtor rural

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

Publicado

A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

Leia mais:  Estado amplia isenção de licenciamento ambiental e facilita vida do produtor rural

No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

Leia mais:  Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana