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Brasil deve exportar volume recorde de soja em 2025/26, com previsão de mais de 112 milhões de toneladas

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Exportações de soja podem ultrapassar 112 milhões de toneladas

O Brasil deverá bater um novo recorde de exportação de soja na safra 2025/26, segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expectativa é de que o país embarque 112,11 milhões de toneladas, um avanço de 5,5 milhões de toneladas em relação à safra anterior (2024/25).

O crescimento é sustentado pela redução das exportações dos Estados Unidos e pela forte oferta brasileira, estimada em 177,64 milhões de toneladas. Com isso, o Brasil segue consolidando sua posição de maior exportador global da oleaginosa.

Demanda por biodiesel e proteína vegetal impulsiona o esmagamento

Além do bom desempenho nas exportações, a demanda interna também deve crescer, puxada pelo aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel e pelo avanço do consumo de proteína vegetal.

A Conab estima que o volume de soja esmagada alcance 59,56 milhões de toneladas em 2026, representando uma alta de 1,62% sobre o ciclo anterior.

Estoques devem crescer mesmo com demanda aquecida

Mesmo com o forte apetite do mercado externo e o consumo doméstico estimado em 63 milhões de toneladas, a Conab prevê que os estoques finais da safra 2025/26 alcancem 13,4 milhões de toneladas.

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De acordo com o relatório, essa elevação dos estoques reflete a combinação entre produção elevada e estabilidade no ritmo de exportações e consumo.

Produção de farelo e óleo de soja também avança

A produção de derivados da soja deve acompanhar o ritmo de expansão da safra. A Conab projeta 45,93 milhões de toneladas de farelo e 11,94 milhões de toneladas de óleo de soja.

No mercado interno, a venda de farelo deve crescer 2,6%, enquanto o consumo de óleo de soja deve registrar alta de 1%, impulsionado tanto pela indústria alimentícia quanto pelo setor de biocombustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho pode perder o equivalente a 87 quilos de ureia por hectare

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Um estudo realizado durante duas safras de milho na Argentina mostrou que o uso de um inibidor de urease pode reduzir pela metade, ou até mais, a quantidade de nitrogênio perdida para a atmosfera depois da adubação. Nos ensaios, a ureia convencional perdeu até 20% do nutriente aplicado, enquanto a tratada com o inibidor limitou as perdas a, no máximo, 7%.

O trabalho foi conduzido em campo pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), na região argentina de Paraná, nas temporadas 2024/25 e 2025/26. O objetivo era comparar o comportamento da ureia comum com o de uma formulação tratada para retardar a volatilização de amônia.

A volatilização ocorre quando parte do nitrogênio presente na ureia se transforma em amônia e escapa para a atmosfera. Isso significa que uma parcela do fertilizante comprado, transportado e distribuído na lavoura deixa de estar disponível para as raízes do milho.

A urease é uma enzima naturalmente presente no solo e responsável por acelerar a transformação da ureia. O inibidor desacelera esse processo durante alguns dias, ampliando a possibilidade de o fertilizante ser incorporado ao solo pela chuva e reduzindo sua exposição na superfície.

Para fazer a comparação, os pesquisadores aplicaram doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de manter uma área sem adubação. As aplicações foram realizadas após chuvas de 24 a 39 milímetros, quando o solo ainda estava úmido e apresentava condições favoráveis à volatilização. As perdas foram acompanhadas nos dias seguintes.

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A maior liberação de amônia pela ureia convencional ocorreu entre o segundo e o terceiro dia depois da aplicação. Na safra 2024/25, entre 14% e 15% do nitrogênio aplicado com essa fonte foi perdido. Com o inibidor, o índice caiu para uma faixa de 6% a 7%.

Na temporada 2025/26, a diferença aumentou. A ureia convencional perdeu entre 13% e 20% do nitrogênio, enquanto a formulação tratada ficou entre 5% e 6%. Os resultados mostram que o inibidor não elimina a volatilização, mas reduz de maneira significativa o volume desperdiçado em situações de maior risco.

Na prática, o prejuízo pode ser expressivo. Em uma adubação de 200 quilos de nitrogênio por hectare, uma perda de 20% representa 40 quilos do nutriente. Como a ureia contém aproximadamente 46% de nitrogênio, isso equivale a cerca de 87 quilos do fertilizante por hectare.

Com o inibidor, a perda observada na mesma dose corresponderia a aproximadamente 22 a 30 quilos de ureia por hectare. Na maior diferença registrada pelo estudo, o tratamento preservou o equivalente a cerca de 65 quilos de ureia em cada hectare.

Se a tonelada do fertilizante custar R$ 3 mil, apenas para ilustrar o tamanho econômico do problema, a perda máxima identificada no estudo corresponderia a R$ 261 por hectare. Em uma lavoura de mil hectares, o desperdício chegaria a R$ 261 mil. O uso do inibidor poderia preservar até R$ 196 mil desse valor, antes de descontar o custo adicional do tratamento.

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O estudo, entretanto, não encontrou diferença estatística de produtividade entre a ureia convencional e a tratada. Os rendimentos variaram de 5.277 a 11.915 quilos de milho por hectare e responderam principalmente à quantidade de nitrogênio aplicada.

Isso significa que conservar mais nitrogênio no solo não garante, isoladamente, uma colheita maior. A resposta do milho também depende da disponibilidade de água, da fertilidade, do potencial da lavoura e do equilíbrio com os demais nutrientes. O benefício imediato demonstrado pela pesquisa foi a redução do desperdício, e não um aumento comprovado da produtividade.

Os resultados também não significam que o inibidor será economicamente vantajoso em todas as aplicações. A decisão depende da diferença de preço entre as duas fontes, do risco de volatilização, das condições do solo e da possibilidade de chuva suficiente para incorporar a ureia depois da adubação.

Embora tenha sido realizado na Argentina, o estudo ajuda a dimensionar um problema enfrentado pelos produtores brasileiros. Ele mostra que, sob condições favoráveis à volatilização, o prejuízo não está apenas na eventual perda de rendimento da lavoura, mas no fertilizante pago pelo produtor que desaparece antes de cumprir sua função.

Fonte: Pensar Agro

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