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Brasil e China avançam nos preparativos para o CBERS-6

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O desenvolvimento do CBERS-6, próximo satélite da cooperação espacial entre Brasil e China, avançou mais uma etapa. Em reuniões no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), especialistas brasileiros e chineses alinharam procedimentos técnicos que vão orientar a operação da missão, considerada um marco para o Programa CBERS por incorporar, pela primeira vez, uma carga útil com tecnologia de radar de abertura sintética (SAR). 

A missão permitirá a obtenção de imagens independentemente das condições meteorológicas e da cobertura de nuvens, ampliando a capacidade de monitoramento ambiental, territorial e de desastres naturais. 

As equipes do Inpe e do China Centre for Resources Satellite Data and Applications (Cresda) definiram os principais encaminhamentos relacionados ao desenvolvimento do CBERS-6. Entre eles estão a elaboração conjunta dos planos de calibração e validação do satélite, a preparação dos testes de comissionamento e a definição dos níveis de processamento e dos formatos dos dados que serão disponibilizados aos usuários da missão. 

As instituições também avançaram na construção da estratégia operacional da carga útil SAR, incluindo procedimentos para aquisição, processamento e distribuição das imagens produzidas pelo satélite. 

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A Cresda é uma agência chinesa responsável pelo gerenciamento, processamento e distribuição de dados de satélites de observação da Terra. A instituição, vinculada à Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China, atua na operação de dezenas de satélites e mantém parceria histórica com o Brasil no Programa CBERS, desenvolvido em conjunto pelo Inpe e pela China desde a década de 1980. 

Cooperação ampliada 

Os resultados das discussões foram consolidados em uma minuta assinada pelo diretor do Inpe, Antonio Miguel Vieira Monteiro, e pelo diretor-geral da Cresda, Chan Ming. O documento formaliza os principais compromissos assumidos pelas duas instituições para o desenvolvimento e futura operação do CBERS-6. 

Além da missão sino-brasileira, o acordo prevê o aprofundamento da cooperação em monitoramento ambiental. A Cresda manifestou interesse em disponibilizar ao Inpe dados dos satélites chineses Gaofen-1 e Gaofen-6 para apoiar sistemas brasileiros de monitoramento ambiental, como o Prodes e o Deter. 

Parceria de longa data 

A visita, que ocorreu em 19 e 20 de maio, também incluiu apresentações sobre plataformas e sistemas desenvolvidos pela instituição nacional para armazenamento, processamento e análise de dados geoespaciais, entre eles o Brazil Data Cube (BDC), a Base de Informações Georreferenciadas (BIG) e os sistemas de monitoramento ambiental utilizados pelo Programa BiomasBR. 

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As equipes também discutiram a campanha de calibração cruzada dos satélites CBERS-4, CBERS-4A e Amazonia-1, prevista para ocorrer no segundo semestre de 2026 no campo de calibração radiométrica de Dunhuang, na China. 

O que é o CBERS-6? 

O CBERS-6 será o primeiro satélite do programa sino-brasileiro equipado com radar de abertura sintética, tecnologia capaz de gerar imagens da superfície terrestre mesmo sob cobertura de nuvens ou durante a noite. A missão deve ampliar a capacidade de monitoramento ambiental e territorial dos dois países. 

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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11ª Olimpíada Nacional Ciências terá como tema mulheres e meninas na ciência

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Seguindo o mote da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), maior evento de divulgação científica do País, a 11ª edição da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) terá como tema Mulheres e Meninas nas Ciências. As inscrições para o desafio vão até 10 de agosto.

Anualmente, as meninas representam de 45 a 50% das participações na competição. “Com as meninas e mulheres no centro da SNCT e da ONC, nós fomentamos não apenas a participação das meninas na ciência, mas também o conhecimento geral sobre a produção científica produzida por cientistas”, afirma a secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social, Germana Coriolano.

Desde 2022, a ONU reconhece a ONC como uma das olimpíadas que mais premia meninas e, anualmente, entrega troféus e financia viagens das participantes para Brasília (DF). Em 2025, foram quase 2 milhões de meninas participantes e 13,9 mil premiadas no desafio.

De acordo com o coordenador nacional da ONC, Jean Carlo Catapreta, nesta edição, a expectativa é que a competição alcance 7 milhões de alunos inscritos. “O principal objetivo da ONC é a popularização da ciência. É fazer com que as pessoas entendam a ciência, vejam que ela é uma coisa simples e que todo mundo consegue entender”, disse o coordenador.

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Podem participar da competição alunos do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio de escolas públicas e particulares e da 4º série do ensino técnico. Em 2025, a ONC teve mais de 5 milhões de estudantes inscritos espalhados por mais de 5 mil municípios brasileiros.

A olimpíada se destaca por sua interdisciplinaridade, com questões que abrangem astronomia, biologia, física, história e química e está dividida em duas etapas: a primeira ocorrerá de 13 e 15 de agosto, e a segunda de 10 e 11 de setembro.

Além da ONU, a Petrobrás premia os alunos de escolas públicas mais bem colocados na competição.

Promovida desde 2016, a ONC é uma realização do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com a Universidade Federal do Piauí (UFPI).

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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