Tecnologia

Brasil e Nigéria ampliam parceria científica e tecnológica

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Os ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Luciana Santos, e da Nigéria, Uche Geoffrey Nnaji, assinaram, nesta segunda-feira (25), em Brasília, um memorando de entendimento em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). O ato aconteceu durante a visita de Estado do presidente nigeriano Bola Tinubu, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e ministros do governo federal.

“Hoje estamos firmando mais cinco acordos, nas áreas cultural, de serviços aéreos, de ciência e tecnologia e de diálogo político. Neste momento em que ressurgem o protecionismo e o unilateralismo, Nigéria e Brasil reafirmam sua aposta no livre comércio e na integração produtiva”, afirmou o presidente Lula.

Com a parceria, os países buscarão o desenvolvimento conjunto e a transferência de tecnologias nas áreas de biotecnologia e bioeconomia, ciências oceânicas, ecossistemas de inovação, energia, tecnologia espacial e transformação digital.

“Essa parceria é de extrema importância. As prioridades e visões dos ministérios são parecidas, como a ideia de que a ciência e tecnologia devem servir como alicerce para uma economia baseada em conhecimento e reduzir a dependência tecnológica de outros países, além de gerar empregos e ampliar a competitividade de produtos e tecnologias nacionais”, disse Luciana Santos.

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A cooperação bilateral poderá facilitar também a colaboração na área de Inteligência Artificial (IA), a ser inserida em um quadro mais amplo de ações conjuntas entre países africanos e da América Latina e do Caribe para pesquisa e desenvolvimento na área.

“Da mesma forma que o Brasil tem grande importância na América Latina, a Nigéria tem grande importância na África, e essa cooperação pode gerar impactos reais, sustentáveis e de longo prazo para nossa sociedade e para os dois continentes”, enfatizou a chefe da pasta.

Brasil e Nigéria

Iniciadas em 1961, as relações entre Brasil e Nigéria constituem um importante eixo estratégico entre os continentes. Em 2013, com a criação do Mecanismo de Diálogo Estratégico Brasil-Nigéria, instância que modernizou as bases da cooperação bilateral em comércio, defesa, energia, agricultura, saúde e inovação tecnológica, a parceria atingiu seu auge.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MCTI firma parceria para ampliar capacitação tecnológica de mulheres em situação de violência

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Na busca por ampliação dos direitos e proteção das meninas e mulheres brasileiras, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) assinou na quinta-feira (28) um protocolo de intenções com o Instituto Maria da Penha (IMP) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).  

A colaboração busca estabelecer cooperação institucional para promover a autonomia econômica, a inclusão produtiva e a qualificação tecnológica de vítimas de violência doméstica e familiar. 

O acordo abre espaço para a construção científica nessa luta e cria uma base de cooperação entre as três instituições, destacando iniciativas relacionadas à formação em competências digitais, tecnologia da informação, inteligência artificial, inovação social, empreendedorismo e inserção produtiva. O protocolo também poderá subsidiar a estruturação do Programa Resgata Digital, proposta institucional de capacitação tecnológica e fortalecimento da autonomia financeira desse público. 

Durante a assinatura, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, ressaltou que a ciência e a tecnologia também devem contribuir para ampliar direitos e criar oportunidades para meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade.  

“Com essa parceria, vamos avançar em pesquisas que aprofundem a compreensão sobre a inserção de mulheres vítimas de violência no mercado de trabalho e desenvolver programas concretos de capacitação tecnológica, por meio da Lei de Informática, para garantir oportunidades e caminhos reais de emancipação e dignidade. A autonomia financeira é um dos passos para o enfrentamento do ciclo da violência”, concluiu a ministra. 

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O protocolo prevê a articulação entre as instituições para compartilhar conhecimentos, viabilizar estudos e diagnósticos, promover diálogos técnicos e identificar oportunidades para outras ações de cooperação relacionadas à inclusão produtiva, qualificação profissional e desenvolvimento de competências tecnológicas.  

Além de dialogar com legislações sobre inovação e enfrentamento da violência contra a mulher, o documento tem entre seus fundamentos o Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, firmado em fevereiro de 2026. O documento reforça a necessidade de estratégias articuladas entre Poder Público e sociedade civil para ampliar a proteção, a autonomia e a garantia de direitos das mulheres. 

Pelo acordo, cada instituição contribuirá conforme suas competências. O MCTI atuará com sua expertise em ciência, tecnologia, inovação, transformação digital e desenvolvimento social. O Instituto Maria da Penha aportará sua experiência na promoção da conscientização, do empoderamento feminino e no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. Já o IFCE contribuirá com sua atuação em educação profissional, científica e tecnológica, pesquisa aplicada, extensão e formação de recursos humanos.  

O documento tem vigência de 24 meses e não prevê transferência de recursos financeiros nem execução imediata de projetos. Seu objetivo é formalizar a cooperação entre as instituições e criar as condições para o desenvolvimento de futuras iniciativas de qualificação tecnológica e inclusão produtiva de mulheres em situação de violência doméstica e familiar. 

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SNCT 2026

A assinatura do acordo conversa diretamente com o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) de 2026, que ocorrerá de 26 de outubro a 1º de novembro: Ciência Delas. Além disso, soma às demais prioridades da pasta em torno da valorização e reparação do espaço e da proteção dados às meninas e mulheres durante a trajetória história do País. 

A iniciativa reforça a centralidade de jornadas que demonstram como a produção científica liderada por elas amplia o impacto social da ciência, une conhecimento às necessidades da população e contribui para a construção de um sistema científico mais diverso, representativo e conectado com a realidade. 

Instituída em 2004 por decreto do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a SNCT ocorre anualmente e é promovida pelo MCTI em parceria com universidades, instituições de pesquisa, agências de fomento, escolas, museus, governos locais, empresas e entidades da sociedade civil.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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