Educação

Brasil e Rússia dialogam sobre intercâmbio acadêmico

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O Ministério da Educação (MEC) participou, nesta segunda-feira, 25 de maio, da 13ª Reunião da Comissão Intergovernamental Brasil-Rússia de Cooperação Econômica, Comercial, Científica e Tecnológica (CIC), realizada no Ministério das Relações Exteriores (MRE), em Brasília. O encontro reuniu autoridades dos dois países para discutir avanços e novas iniciativas de cooperação bilateral em áreas estratégicas, entre elas educação, ciência e tecnologia. 

Instituída em 1981, a CIC funciona como mecanismo bilateral de alto nível para transformar diretrizes políticas em projetos e acordos concretos entre Brasil e Rússia. A reunião foi copresidida pela secretária-geral das Relações Exteriores do Brasil, embaixadora Maria Laura da Rocha, e pelo ministro do Desenvolvimento Econômico da Federação Russa, Maxim Gennadievich Reshetnikov. 

Representando o MEC, o secretário-executivo adjunto, Angelo Vinicius Roda, destacou o avanço da cooperação educacional e universitária entre os dois países e o interesse do Brasil em ampliar as iniciativas conjuntas. “O Ministério da Educação entende que há espaço para aprofundarmos o intercâmbio acadêmico e para fortalecermos as parcerias entre universidades brasileiras e russas, de modo a contribuir com o desenvolvimento científico e educacional dos dois países”, afirmou. 

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Roda também ressaltou que Brasil e Rússia mantêm acordo de cooperação educacional desde 1997, afirmando o interesse brasileiro em contar com a participação de estudantes russos no Programa de Estudantes-Convênio (PEC), iniciativa que oferece vagas gratuitas em instituições brasileiras de educação superior. 

Outro ponto enfatizado foi a atuação da Liga de Universidades do Brasil, Rússia e Belarus, que realizou um encontro no ano passado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), promovendo articulações acadêmicas e assinatura de acordos interinstitucionais. 

Cooperação universitária – A reunião levantou ainda os avanços registrados na 13ª Reunião do Grupo de Trabalho Brasileiro-Russo de Cooperação Educacional, Científica e Tecnológica, realizada em fevereiro deste ano, no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro. O encontro foi coordenado conjuntamente pelo MEC, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo Ministério da Ciência e Educação Superior da Rússia. 

Na ocasião, foram firmados novos acordos entre universidades federais brasileiras e instituições russas parceiras. Participaram das assinaturas a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em áreas como biologia marinha, agroquímica e outros temas estratégicos. 

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Além da educação superior, os países identificaram um potencial de cooperação na educação básica, no ensino de idiomas e na educação profissional e tecnológica, com foco na troca de boas práticas e no desenvolvimento de soluções inovadoras para os sistemas educacionais. 

Integração – A XIII CIC ocorre na sequência da 8ª reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação (CAN), realizada em fevereiro deste ano e copresidida pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e pelo primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin. O encontro reforçou o compromisso dos dois países com a ampliação da cooperação bilateral em áreas estratégicas. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria Internacional e do Ministério das Relações Exteriores 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC e MinC abrem edital para difundir saberes tradicionais

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O Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Cultura (MinC) apresentaram, na terça-feira, 22 de setembro, o edital de Ciclos de Saberes de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e das Artes. A divulgação ocorreu durante a reunião do pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em Brasília. Na ocasião, também foi anunciado o Observatório de Políticas e Gestão de Cultura nas instituições públicas de ensino superior (Ipes). As inscrições para a chamada pública começarão na sexta-feira, 25 de setembro.

A seleção destina-se a projetos de instituições federais de ensino superior (Ifes) voltados à implementação do Programa Ciclos de Saberes e Conhecimentos Tradicionais e Populares. A iniciativa visa aproximar universidades, escolas públicas e comunidades regionais, promovendo a circulação, a valorização e a transmissão intergeracional de conhecimentos. No MEC, a ação é coordenada pela Secretaria de Educação Superior (Sesu); no MinC, a gestão é realizada pela Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura (Sefli) em articulação com a Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC).

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O edital articula política cultural, educação superior, educação básica e extensão universitária, criando um circuito de formação contínua entre a universidade, o território e a escola pública. Ao integrar mestras e mestres como detentores e transmissores de saberes e combinar remuneração, reconhecimento do notório saber, inserção curricular e transmissão intergeracional, a proposta busca fortalecer a diversidade cultural e promover uma relação horizontal entre o conhecimento acadêmico e os saberes tradicionais.

Entre os objetivos da seleção estão a promoção e difusão dos fazeres das culturas populares brasileiras articulados ao ensino, à pesquisa e à extensão universitária; o fortalecimento do diálogo entre as instituições de ensino, as comunidades regionais e as escolas públicas; e a ampliação do reconhecimento de mestras e mestres como agentes de formação cultural.

Observatório – Na mesma solenidade, foi anunciado o Observatório de Políticas e Gestão de Cultura nas Ipes, fruto de parceria entre a Sefli, a Sesu e o Fórum de Gestão Cultural das Instituições Públicas de Ensino Superior Brasileiras (Forcult). O observatório tem como finalidade produzir dados, indicadores e evidências para qualificar as políticas culturais nas universidades e demais instituições públicas de ensino superior. As metas incluem o mapeamento de grupos artísticos, espaços culturais e cursos de formação na área, além da realização de pesquisas sobre planos institucionais de cultura.

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Programa Ciclos de Saberes – O Programa Ciclos de Saberes e Conhecimentos Tradicionais e Populares com Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e das Artes conecta a educação superior, a educação básica e os saberes populares. A ação fomenta a inserção de mestras e mestres das culturas tradicionais em atividades acadêmicas de ensino e extensão nas universidades federais, assegurando a remuneração, o reconhecimento do notório saber e a preservação do patrimônio cultural imaterial brasileiro.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu

Fonte: Ministério da Educação

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