Tecnologia

Brasil e Uruguai firmam acordo para ampliar pesquisas em ciências da vida e inovação tecnológica

Publicado

Brasil e Uruguai deram um passo estratégico para fortalecer a cooperação científica ao assinarem nesta quarta-feira (28), em Montevidéu, um memorando de entendimento que institui o Centro Brasil-Uruguai de Pesquisa e Inovação em Ciências da Vida. O acordo estabelece uma estrutura conjunta voltada ao desenvolvimento de pesquisas, inovação tecnológica, formação de recursos humanos e troca de conhecimento, com benefícios diretos para áreas como saúde, biotecnologia e desenvolvimento sustentável nos dois países. 

O memorando foi assinado durante a visita oficial da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, ao Uruguai. Pelo lado brasileiro, o instrumento envolve o MCTI e o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Já o Uruguai é representado pelo Ministério da Educação e Cultura e pelo Instituto de Pesquisas Biológicas Clemente Estable (IIBCE). A cerimônia ocorreu no Auditório da Torre Executiva, com a presença do presidente uruguaio, Yamandú Orsi. 

Durante o evento, a ministra destacou o papel da parceria para inaugurar uma nova etapa na relação bilateral. “Considero a assinatura do memorando de entendimento um marco para esse novo momento que pretendemos iniciar. Vamos traduzir a amizade entre os nossos povos e o nosso alinhamento político em ações práticas, tendo a pesquisa e a inovação como impulsionadores do desenvolvimento conjunto”, afirmou Luciana Santos. 

Leia mais:  Brasil apresenta ao Brics projeto do primeiro hospital do SUS que utilizará a inteligência artificial no atendimento à população

O Centro Brasil-Uruguai de Pesquisa e Inovação em Ciências da Vida será implementado pelo IIBCE, no Uruguai, e pelo CNPEM, no Brasil. A iniciativa prevê a definição de áreas prioritárias, a execução de projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, além de ações de capacitação, intercâmbio de pesquisadores e estudantes, organização de eventos científicos e uso compartilhado de infraestrutura de pesquisa. O acordo também estabelece uma governança binacional, responsável pela orientação estratégica e pela tomada de decisões. 

A missão oficial da ministra também tem como objetivo a assinatura de um segundo memorando de entendimento, voltado à cooperação entre parques tecnológicos do Brasil e o Parque Tecnológico Industrial do Cerro. O acordo será firmado entre o MCTI e a Intendência de Montevidéu e integra a Política Nacional de Incentivo aos Ambientes Promotores da Inovação. 

Luciana Santos também participou, em Montevidéu, de uma reunião bilateral com o ministro da Educação e Cultura, José Carlos Mahía; e de um encontro com a ministra de Industria, Energía y Minería, Fernanda Cardona. O objetivo foi tratar de novas possibilidades de cooperação em ciência, tecnologia, inovação e desenvolvimento produtivo. 

Leia mais:  Edital do Centelha 3 no Acre está aberto até 16 de abril

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook
publicidade

Tecnologia

Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

Publicado

Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

Leia mais:  MCTI e Finep lançam na COP30 três editais para pesquisas em sustentabilidade
  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

Leia mais:  Estudo aponta extensa e preocupante contaminação por plásticos na Amazônia

O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana