Educação

Brasil encerra Presidência Pro Tempore com balanço de ações

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O Ministério da Educação (MEC) realizou nesta quarta-feira, 22 de outubro, a 67ª reunião ordinária de Ministros de Educação (RME), com a presença das delegações do Paraguai e do Uruguai, e a participação por videoconferência da delegação da Argentina. As autoridades discutiram as ações realizadas e os resultados atingidos durante a Presidência Pro Tempore do Brasil, assumida durante o segundo semestre de 2025.

Representando o ministro de Estado da Educação, Camilo Santana, o secretário-executivo da pasta, Leonardo Barchini, destacou que o MEC focou sua gestão à frente do bloco em três temas. “O Brasil propôs uma agenda educacional que articulou três eixos fundamentais: a educação nas regiões de fronteira como instrumento de integração regional; a alimentação escolar sustentável como política de permanência e saúde; e as ações voltadas à primeira infância e à alfabetização como base para a justiça social”, explicou Barchini.

Ele afirmou que, ao longo do semestre, o Brasil realizou mais de 30 reuniões entre especialistas dos países-membros nas áreas de educação básica; educação profissional e tecnológica; educação superior; formação docente; terminologia; e avaliação e indicadores.

O secretário-executivo apontou que o Programa Escolas Interculturais de Fronteira (Peif) tem sido uma referência. Presente em municípios brasileiros que fazem fronteira com Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, o Peif promove práticas pedagógicas bilíngues e interculturais, aproximando estudantes e professores de diferentes nacionalidades. “A proposta é que essas escolas se tornem espaços de convivência, respeito à diversidade e construção de uma identidade regional compartilhada”, afirmou.

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Barchini enfatizou também que o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), referência internacional, garante refeições diárias a mais de 40 milhões de estudantes e destina pelo menos 30% dos recursos à compra de alimentos da agricultura familiar. Ele lembrou que a experiência brasileira tem sido compartilhada por meio da Rede de Alimentação Escolar Sustentável (Raes), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), e pode servir de base para uma agenda regional que articule alimentação escolar, sustentabilidade e soberania alimentar.

Para a primeira infância e alfabetização, o representante da pasta detalhou o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, lançado pelo Brasil em 2023, com investimento de R$ 2 bilhões até 2026. “A meta é garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas até o final do 2º ano do ensino fundamental”. Ele ainda destacou outras iniciativas do MEC, como o programa Escola em Tempo Integral, o programa Pé-de-Meia, a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec).

Além disso, Leonardo Barchini também destacou a realização do Parlamento Juvenil do Mercosul (PJM) como estratégia de integração regional. “A integração regional em educação não é apenas uma aspiração: é uma necessidade histórica. Que possamos, juntos, construir políticas que respeitem nossas diversidades, enfrentem nossas desigualdades e fortaleçam nossa identidade comum”.

Brasil encerra Presidência Pro Tempore com balanço de ações
MEC faz balanço de agenda educacional proposta durante Presidência Pro Tempore do Brasil. Foto: Fábio Nakakura/MEC
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Participaram da reunião o ministro de Educação do Chile, Nicolás Cataldo; o vice-ministro de Educação Superior e Ciências do Paraguai, David Velázquez Seiferheld; a subsecretária de Educação e Cultura do Uruguai, Gabriela Verde; e a conselheira e vice-presidente da Administración Nacional de Educación Pública (ANEP) Uruguai, Elbia Marinelly Lucas.

Comitê Coordenador Regional – Antecedendo a reunião de ministros, foi realizado o encontro do Comitê Coordenador Regional (CCR), nos dias 20 e 21 de outubro, com as delegações do Brasil, Paraguai, Uruguai e a participação por videoconferência da delegação da Argentina. A instância é responsável pela coordenação geral das atividades do Setor Educacional e pela preparação da 67° Reunião de Ministros da Educação (RME).

O MEC foi representado no evento pelo coordenador de Integração Regional da Assessoria de Assuntos Internacionais, Gustavo Servilha. Na ocasião, foram revisadas as atas de cada comissão e negociados eventuais pontos a serem levados à consideração dos ministros. O término da CCR compilou os resultados das instâncias que compõem o Setor Educacional do Mercosul.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria Executiva e da Assessoria de Assuntos Internacionais

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Cadernos de Gestão reúnem orientações para as redes de ensino

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G estores das redes estaduais, distrital e municipais de educação podem consultar seis Cadernos de Gestão com informações sobre políticas educacionais voltadas a diferentes modalidades da Educação Básica. As publicações reúnem marcos normativos, conteúdos e orientações relacionadas à gestão educacional e ao direito de acesso, permanência e aprendizagem dos estudantes. O material foi produzido pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi).

A iniciativa tem como objetivo contribuir para o debate público e oferecer apoio às redes de ensino na formulação, implementação e monitoramento de políticas, programas, processos e práticas de gestão voltados à promoção da equidade educacional. 

Para isso, estão disponíveis seis cadernos, com foco na educação básica, correspondentes às seguintes modalidades: 

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Os cadernos foram estruturados de forma a conectar saberes teóricos e marcos normativos, considerando os desafios e as especificidades presentes no cotidiano da gestão educacional. Os conteúdos e recomendações apresentados nas publicações buscam contemplar a diversidade de contextos dos diferentes entes federativos, enquanto as edições estão organizadas em capítulos que oferecem subsídios sobre sete dimensões, sendo elas: 

  • Relações federativas; 
  • Planejamento; 
  • Financiamento; 
  • Matrícula e composição de turmas; 
  • Alocação de profissionais; 
  • Formação de profissionais; 
  • Avaliação e monitoramento da educação. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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