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Brasil garante rota alternativa via Turquia para exportações agropecuárias e evita impacto logístico

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Acordo assegura continuidade das exportações brasileiras

O Brasil garantiu a manutenção de uma rota alternativa via Turquia para o escoamento de exportações agropecuárias, diante das restrições no Estreito de Ormuz. A solução foi negociada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com o objetivo de evitar impactos no fluxo comercial.

Com a medida, cargas destinadas ao Oriente Médio e à Ásia Central podem seguir viagem sem a necessidade de transitar pelo Golfo Pérsico, reduzindo riscos logísticos e atrasos.

Turquia se consolida como rota estratégica para o agro

A estrutura portuária turca permanece como uma alternativa relevante para exportadores brasileiros. Embora essa rota já fosse utilizada, sua importância aumentou diante do cenário de instabilidade nas rotas internacionais.

A opção amplia a flexibilidade logística e reduz a dependência de regiões com restrições operacionais, garantindo maior eficiência no transporte das mercadorias.

Certificado sanitário viabiliza trânsito e armazenagem

Durante o processo de negociação, a Turquia passou a exigir novas regras sanitárias para produtos sujeitos ao controle veterinário oficial, especialmente os de origem animal.

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Para atender à exigência, foi estabelecido o Certificado Veterinário Sanitário para Produtos Sujeitos a Controles Veterinários em Trânsito Direto pela República da Turquia ou para Armazenamento Temporário com Destino à Expedição para outro País/Navio.

Na prática, o documento permite:

  • O trânsito de produtos brasileiros pelo território turco
  • O armazenamento temporário das cargas antes do envio ao destino final
Medida garante segurança e previsibilidade ao exportador

A adoção do certificado sanitário assegura maior previsibilidade às operações de comércio exterior, evitando interrupções e prejuízos decorrentes de exigências sanitárias internacionais.

A iniciativa fortalece a segurança jurídica e operacional das exportações agropecuárias brasileiras em um momento de instabilidade global.

Estratégia reforça competitividade do agro brasileiro

A ação conduzida pelo Mapa reforça a estratégia do governo federal de manter o funcionamento do comércio agropecuário, mesmo diante de desafios logísticos internacionais.

Com a garantia de rotas alternativas, o Brasil consolida sua posição como fornecedor confiável no mercado global, assegurando o abastecimento de importantes mercados consumidores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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