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Brasil mantém liderança global na exportação de algodão em 2024/25

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País exporta volume recorde de pluma

O Brasil consolidou sua posição como maior exportador mundial de algodão na safra 2024/25, alcançando um novo recorde histórico. Entre agosto de 2024 e julho de 2025, foram embarcadas 2,83 milhões de toneladas de pluma, volume 6% superior às 2,68 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior.

O desempenho reafirma a efetividade do programa Cotton Brazil, criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

Estratégia internacional fortalece presença do algodão brasileiro

O Cotton Brazil tem investido em missões técnicas, rodadas de negócios e intercâmbios com foco nos principais países compradores. Em 2024, foram realizadas nove missões internacionais: cinco na Ásia, três na Europa e uma no Brasil, a chamada Missão Compradores, que trouxe importadores para conhecer de perto a produção nacional.

Ao todo, a agenda percorreu 16 países, incluindo China, Índia, Vietnã, Turquia, Egito e Bangladesh. Além disso, a presença em feiras e encontros setoriais consolidou a relação com indústrias têxteis, varejistas e representantes governamentais.

“Crescemos em praticamente todos os países prioritários, o que mostra que a estratégia adotada vem gerando resultados concretos”, afirmou Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa.

Índia e Egito ampliam participação

Entre os países compradores, a Índia foi a nação que mais expandiu as importações de algodão brasileiro no ciclo 2024/25, com aumento de 1.777% em relação ao período anterior. O Egito, que começou a adquirir pluma do Brasil apenas em 2023, elevou suas compras em 332%, enquanto o Paquistão registrou alta de 200%.

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A China, por outro lado, reduziu em 65% suas importações totais de algodão, incluindo do Brasil, reflexo da boa safra doméstica no país asiático.

Principais destinos e faturamento

O Vietnã liderou as importações, adquirindo 532,5 mil toneladas, equivalente a 19% do total exportado. Em seguida vieram o Paquistão (494,1 mil toneladas; 17%) e a China (458,9 mil toneladas; 16%).

No ano comercial, as exportações brasileiras movimentaram US$ 4,8 bilhões, valor 6% menor que em 2023/24, mas ainda acima do patamar histórico de US$ 4 bilhões.

“O resultado é expressivo, principalmente em um cenário de preços em queda no mercado global”, destacou Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Abrapa e coordenador do Cotton Brazil em Singapura.

Logística em destaque

Um dos marcos do período foi o volume exportado em janeiro de 2025, quando o Brasil embarcou 416 mil toneladas de algodão, mais que o dobro da média mensal de 200 mil toneladas.

“Esse resultado mostra a evolução do sistema logístico nacional e transmite maior segurança e confiabilidade aos importadores”, avaliou Duarte.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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