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Brasil participa de fórum econômico em Nova York e avança em negociações em Washington

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) realizou, nos dias 25 e 26, missão oficial aos Estados Unidos, com agendas em Nova York e Washington. A comitiva foi liderada pelo Secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, acompanhado pela adida agrícola do Brasil nos EUA, Ana Viana.

Em Nova York, a delegação participou da sessão da First Movers Coalition for Food, organizada pelo Fórum Econômico Mundial. O encontro reuniu representantes de governos, organizações não governamentais e empresas para discutir inovação e sustentabilidade nos sistemas alimentares.

Na ocasião, o secretário apresentou as experiências brasileiras em produção agropecuária sustentável e destacou que o país reúne condições para oferecer ao mercado global qualidade, quantidade, sanidade, estabilidade e sustentabilidade.

“Num mundo cada vez mais marcado por narrativas, transmitir a mensagem correta e verdadeira é fundamental. O Brasil está aberto ao diálogo e pronto para avançar”, afirmou Rua.

Em Washington, a delegação se reuniu com a Embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, para tratar do cenário comercial e das prioridades nas negociações sanitárias e fitossanitárias.

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A agenda incluiu ainda uma mesa-redonda na U.S. Chamber of Commerce, com a participação de empresas multinacionais brasileiras e norte-americanas dos setores de alimentos, energia, saúde animal e biotecnologia. O encontro abordou oportunidades de investimento, comércio, sustentabilidade e cooperação empresarial.

Em 2024, os Estados Unidos foram o segundo principal destino das exportações brasileiras do agronegócio, que somaram US$ 7,95 bilhões. Os principais produtos exportados foram café, suco de laranja e carne bovina in natura.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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