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BRQ Brasilquímica cresce 64% no semestre e mira expansão acima de 40% com foco em soluções biológicas

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A BRQ Brasilquímica, empresa nacional especializada na produção de insumos para nutrição de plantas, registrou aumento de 64% no faturamento no primeiro semestre de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024. Com esse desempenho, a companhia projeta encerrar o ano com crescimento superior a 46%, atingindo faturamento acima de R$ 300 milhões.

Segundo o CEO Renan Cardoso, o resultado é fruto de um planejamento estruturado, com estoques estratégicos e investimento contínuo em equipes técnicas e comerciais.

“Retiramos o lucro do status de protagonista da gestão e o colocamos como consequência de um propósito maior: a nossa participação responsável no sucesso produtivo da agricultura”, afirma Cardoso.

Estratégia de fornecedores e estrutura organizacional fortalecem operação

Apesar dos desafios do setor agropecuário, a BRQ investiu no fortalecimento do relacionamento com fornecedores nacionais e internacionais, garantindo matérias-primas de alta qualidade que potencializam a produtividade da empresa.

Além disso, a companhia acelera investimentos em estrutura organizacional e cultura centrada nas pessoas, fortalecendo sua capacidade de execução e inovação.

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Pesquisa e desenvolvimento orienta inovação e sustentabilidade

O investimento em P&D atua como ponte entre o conhecimento científico e as demandas do campo, gerando soluções inovadoras para o produtor. O planejamento estratégico de cinco anos da BRQ também orienta os objetivos da empresa, reforçando a evolução contínua e o foco em resultados sustentáveis.

“O investimento em pesquisa e desenvolvimento orienta o futuro da BRQ e fortalece nosso compromisso com a inovação sustentável no agronegócio”, destaca Cardoso.

Expansão do portfólio de produtos biológicos e novas soluções

Um dos principais motores de crescimento da empresa é o portfólio de produtos biológicos e bioestimulantes, que inclui as linhas AminoSpeed, QualyBio, QualyFix e Bacil Mix. Novos lançamentos estão previstos, incluindo dois inseticidas e um fungicida de solo, ampliando a atuação da BRQ em soluções sustentáveis.

“Essas soluções ajudam a enfrentar crises hídricas, resistência de pragas, oscilações de mercado e atendem à demanda crescente por alimentos mais saudáveis”, afirma Cardoso, destacando também a importância da equipe da empresa no avanço do negócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro lidera retomada em 2026 e sustenta reação da economia gaúcha

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A economia do Rio Grande do Sul iniciou 2026 com sinais distintos entre os setores. A agropecuária dá sinais claros de recuperação após as perdas climáticas recentes, enquanto indústria, comércio e serviços seguem em retração, limitando o ritmo de retomada do Estado.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a produção agrícola voltou a ganhar tração, com expectativa de safra mais robusta de soja e milho. No caso da soja, a estimativa aponta para 18,3 milhões de toneladas, forte recuperação frente ao ciclo anterior, marcado por quebra relevante. O milho também apresenta avanço, consolidando a recomposição da produção de grãos no Estado.

O movimento já vinha sendo observado no fim de 2025, quando a agropecuária cresceu 16,7% no quarto trimestre, segundo o Departamento de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (DEE-RS). Esse desempenho marca a virada após um período de retração provocado por eventos climáticos adversos, que comprometeram produtividade e renda no campo.

Apesar da reação na produção, os efeitos sobre o comércio exterior ainda são desiguais. No primeiro trimestre, as exportações totais do Estado somaram US$ 4,4 bilhões (cerca de R$ 23,1 bilhões), queda de 7,5% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi influenciado pela retração da agropecuária (-15,1%) e da indústria (-5,8%), com destaque para a forte redução nos embarques de soja no período.

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Por outro lado, segmentos ligados à cadeia de alimentos mostraram desempenho positivo. As exportações desses produtos cresceram 16,1% no trimestre, alcançando US$ 1,3 bilhão (aproximadamente R$ 6,8 bilhões), indicando maior valor agregado e diversificação da pauta.

Fora do campo, os indicadores seguem pressionados. A produção industrial caiu 3% no primeiro bimestre na comparação anual, afetando setores como veículos, máquinas e equipamentos e celulose. No comércio varejista ampliado, as vendas recuaram 4,7%, enquanto o setor de serviços registrou queda de 2,1%, refletindo o impacto de juros elevados e do endividamento das famílias.

O mercado de trabalho, por sua vez, mantém resiliência. A taxa de desocupação fechou o quarto trimestre de 2025 em 3,7%, o menor nível da série histórica da Pnad Contínua. Já o Novo Caged registrou a criação de 4.733 vagas formais no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, com contribuição relevante da agropecuária, impulsionada pelas atividades de colheita.

Na arrecadação, o sinal é de desaceleração. A receita real de ICMS somou R$ 13,2 bilhões no primeiro trimestre, queda de 2,1% na comparação anual, pressionada pelo desempenho mais fraco da indústria e do comércio.

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A leitura do início de 2026 é de uma recuperação ainda parcial e concentrada. O campo volta a crescer e tende a recompor parte das perdas recentes, mas a fraqueza dos demais setores mantém o ambiente econômico mais restritivo no curto prazo.

Fonte: Pensar Agro

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