Agro News

C.Vale bate recorde histórico de produção e amplia participação na safra nacional de grãos

Publicado

Produção recorde consolida crescimento da cooperativa

A C.Vale encerrou o ano de 2025 com o maior volume de produção de sua história, consolidando seu protagonismo entre as principais cooperativas agroindustriais do Brasil.

Durante a Assembleia Geral Ordinária, realizada em 6 de fevereiro de 2026 na Asfuca de Palotina (PR), a direção apresentou os resultados do exercício anterior, que apontaram 6.560.771 toneladas recebidas, o equivalente a 109,3 milhões de sacas de 60 quilos. O volume representa crescimento de 26,8% em relação a 2024 e corresponde a 2% de toda a safra nacional de grãos.

O desempenho expressivo confirma a eficiência produtiva, o investimento em tecnologia e a ampliação das áreas de cultivo promovidas pela cooperativa nos últimos anos.

Soja mantém liderança e cresce 18,4%

A soja foi o principal destaque da produção da C.Vale em 2025, com 3.225.880 toneladas entregues, equivalentes a 53,7 milhões de sacas. O resultado representa alta de 18,4% em relação a 2024 e corresponde a 1,88% da safra brasileira do ciclo 2024/25.

Esse avanço reflete o bom desempenho das lavouras, favorecidas por condições climáticas adequadas, uso de sementes de alto rendimento e gestão técnica eficiente das áreas de produção.

Leia mais:  Caminho Verde Brasil é destaque em painel sobre recuperação de pastagens na COP30

Com isso, a C.Vale reforça sua relevância como um dos principais polos produtores de soja do país, com forte atuação na região Sul e crescente participação em outros estados.

Milho registra maior alta e impulsiona resultados gerais

O milho também apresentou desempenho recorde, com 3.012.299 toneladas recebidas, o que equivale a 50,2 milhões de sacas. O número representa crescimento de 37,08% em comparação ao ano anterior e posiciona a cooperativa como responsável por 2,14% da safra nacional de milho.

A alta expressiva está relacionada ao incremento na produtividade e ao uso de tecnologias de precisão, que vêm elevando a eficiência das lavouras nas regiões atendidas pela C.Vale.

O resultado reforça o protagonismo do milho como segunda principal cultura da cooperativa, contribuindo para a diversificação das receitas e o fortalecimento da cadeia de grãos.

Outros grãos complementam o desempenho positivo

Além da soja e do milho, a cooperativa também recebeu 174.170 toneladas de trigo, 9.482 toneladas de sorgo e 138.940 toneladas de mandioca, consolidando um portfólio diversificado de culturas.

Esses números demonstram a capacidade da C.Vale em atender diferentes cadeias produtivas, contribuindo para o abastecimento interno e para o equilíbrio das exportações brasileiras de grãos e derivados.

Leia mais:  Soja fecha novembro com preços firmes em Chicago, mas vendas seguem lentas no Brasil
C.Vale reforça papel estratégico no agronegócio nacional

Com os resultados alcançados, a C.Vale consolida-se como uma das maiores cooperativas agroindustriais do Brasil, com ampla presença no agronegócio paranaense e nacional.

A cooperativa atua de forma integrada em toda a cadeia produtiva, desde o fornecimento de insumos e assistência técnica até o processamento e a comercialização dos produtos agrícolas.

O avanço registrado em 2025 confirma a eficiência do modelo cooperativista, o investimento contínuo em inovação tecnológica e sustentabilidade, e a contribuição da C.Vale para o desenvolvimento socioeconômico das regiões produtoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Itália acelera importação de frutas tropicais e entra na disputa global por manga e abacate

Publicado

Mercado de frutas tropicais cresce e impulsiona nova estratégia agrícola na Itália

O crescimento do mercado global de frutas tropicais vem redesenhando a dinâmica do agronegócio europeu e posicionando a Itália como um dos principais polos emergentes de consumo e importação de manga e abacate. O movimento ganhou destaque durante o último dia da Macfrut 2026, realizada em Rimini, onde especialistas, varejistas e pesquisadores discutiram o avanço dessas culturas.

O interesse crescente do consumidor europeu e o aumento dos investimentos ao longo da cadeia produtiva têm ampliado as oportunidades para países produtores e também para regiões italianas, especialmente o Sul do país, que avalia a expansão do cultivo em meio às mudanças climáticas.

Importações crescem mais de 400% e consolidam novo padrão de consumo

Durante o seminário “Mango and Avocado Explosion”, o diretor da Fruitimprese, Pietro Mauro, apresentou dados que evidenciam a forte expansão do mercado italiano.

A Itália já ocupa a 7ª posição entre os maiores importadores de manga da Europa, com crescimento de 412% em volume entre 2011 e 2025 e alta de 556% em valor no mesmo período. Nos últimos cinco anos, o avanço foi de 80% em volume e 67% em valor.

Leia mais:  Caminho Verde Brasil é destaque em painel sobre recuperação de pastagens na COP30

No caso do abacate, o país figura como o 5º maior importador europeu, com expansão de 367% em volume nos últimos 15 anos e salto de 700% em valor. Entre 2020 e 2025, o crescimento foi de 142% em volume e 144% em valor.

Consumo interno confirma tendência de expansão

O aumento da demanda também se reflete no comportamento do consumidor italiano. Entre 2024 e 2025, as compras de manga cresceram 67% em volume e 60% em valor, mesmo com leve queda de 4% nos preços.

Já o abacate apresentou desempenho ainda mais expressivo, com alta de 39% em volume e 40% em valor, enquanto os preços permaneceram praticamente estáveis, indicando maior acessibilidade e consolidação do produto no mercado.

Produção no Sul da Itália pode ganhar força com clima favorável

Segundo o professor Paolo Inglese, do Departamento de Ciências Agrárias, Alimentares e Florestais da Universidade de Palermo, o avanço das culturas tropicais na Itália — especialmente na Sicília — pode estruturar uma cadeia produtiva mais competitiva.

A estratégia estaria baseada em três pilares: qualidade, cadeias curtas de distribuição e sustentação de preços. No entanto, o especialista alerta que o setor ainda enfrenta desafios relacionados à mudança climática e à adaptação das culturas tropicais ao ambiente mediterrâneo.

Leia mais:  Expodireto Cotrijal deve ser termômetro do investimento rural em 2026
Varejo amplia participação de manga e abacate nas gôndolas

No setor de varejo, o crescimento das frutas tropicais também já é evidente. Representantes da Coop e da Conad destacaram a forte expansão das vendas.

Segundo Fabio Ferrari, responsável nacional pelo setor de frutas e importação da Coop, o abacate registrou crescimento de 60% em volume nos últimos quatro anos.

Já Nicola Buoso, comprador sênior de frutas exóticas da Conad, destacou que o abacate já ultrapassou o abacaxi em faturamento dentro da categoria de frutas exóticas, consolidando sua posição como um dos produtos mais relevantes do segmento.

Tendência global reforça nova fronteira do agronegócio

Os dados apresentados na Macfrut 2026 reforçam que manga e abacate deixaram de ser produtos de nicho na Europa e passaram a integrar um mercado em plena expansão.

Com o avanço do consumo, o crescimento das importações e o interesse em produção local, a Itália se consolida como um dos novos centros estratégicos da cadeia global de frutas tropicais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana