Política Nacional

CAE vota autorizações para operações de crédito externo

Publicado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deve votar na terça-feira (26), às 10h, três autorizações de contratação de operações de crédito externo com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), com garantia da União. A quarta autorização envolve recursos do Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (FONPLATA).

O maior valor, com empréstimo de até US$ 300 milhões do Bird, também conhecido como Banco Mundial, MSF 50/2025, vai ajudar Santa Catarina a financiar parcialmente o Programa de Recuperação e Manutenção Segura e Resiliente de Rodovias Estaduais (Estrada Boa). A relatoria está sob responsabilidade do senador Esperidião Amin (PP-SC).

O governo catarinense também foi autorizado a contratar com garantia da União outros US$ 120 milhões do Banco Mundial, MSF 49/2025, para o seu Programa de Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Familiar de Santa Catarina, com foco em resiliência ambiental, inovação e inclusão social no espaço rural. O relator também é o senador Esperidião Amin.

A terceira operação com o Banco Mundial, no valor de US$ 53,6 milhões, garantida pela União, MSF 48/2025, é com o governo de Sergipe. Os recursos destinam-se ao financiamento parcial do Programa Sergipe Digital, Conectado e Sustentável (Conect). O relator da proposta é o senador Rogério Carvalho (PT-SE). Um dos objetivos do programa é melhorar a qualidade de acesso à internet em todo o estado, inclusive em áreas remotas, 

Leia mais:  CE: projeto reconhece Parafusos de Lagarto como manifestação da cultura nacional

A CAE também vai analisar uma operação de crédito externo com aval do Tesouro, no montante de US$ 40 milhões do FONPLATA, MSF 54/2025, para o município de Arapiraca, em Alagoas. Os recursos serão destinados ao Programa de Mobilidade e Desenvolvimento Sócio-Ambiental do município. O relator é o senador Fernando Farias (MDB-AL).

LDO

Na mesma reunião, os integrantes da CAE devem deliberar sobre emendas da comissão ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2026 (PLDO 2026 – PLN 2/2025). A LDO estabelece normas para elaboração e execução do orçamento do próximo exercício. O relator na CAE é o senador Eduardo Braga (MDB-AM).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Comentários Facebook
publicidade

Política Nacional

Comissão aprova penas mais rígidas para exploração de recursos naturais em terras indígenas

Publicado

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou proposta que endurece as penas para quem explorar matéria-prima em terras tradicionalmente ocupadas por povos indígenas.

O texto altera a lei de crimes contra a ordem econômica e prevê pena de reclusão, de dois a dez anos, e multa para o crime contra o patrimônio da União, em caso de exploração ilegal de matérias-primas em terras indígenas.

O texto aprovado é a versão da deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) ao Projeto de Lei 959/22, do ex-deputado Leo de Brito (AC). O projeto inicial aumenta de um a cinco anos de detenção para dois a seis anos.

Segundo Xakriabá, a aprovação representa um avanço no combate à exploração ilegal de recursos em terras indígenas, e também um ato de “justiça histórica e de reafirmação da dignidade da pessoa humana como fundamento da República”, consagrando os povos originários como sujeitos de direitos e aliados indispensáveis na preservação da vida e do meio ambiente.

Leia mais:  Comissão especial vota nesta quarta parecer sobre PEC do Fundo da Igualdade Racial

Xakriabá afirmou que a proteção das terras indígenas guarda relevância estratégica para o Brasil e para o mundo. “Nós, povos originários, desempenhamos papel essencial na preservação ambiental, utilizando conhecimentos ancestrais e práticas sustentáveis que assegurem a integridade de biomas cruciais”, disse, ao defender a defesa dos direitos indígenas como política de enfrentamento da crise climática e da perda de biodiversidade.

Crimes ambientais
A proposta também altera a Lei dos Crimes Ambientais para aplicar a mesma pena (6 meses a 1 ano de detenção) dos que extraem irregularmente recursos minerais para quem:

  • colocar em risco a vida ou saúde de pessoas;
  • causar significativo impacto ambiental;
  • utilizar máquinas ou equipamentos pesados de mineração; ou
  • realizar a atividade mediante ameaça ou com emprego de arma.

Caso o crime seja praticado em terras indígenas, a pena será aumentada até o dobro. Quem financiar esse tipo de ação poderá ter até três anos de detenção.

Próximos passos
O projeto será analisado ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois, seguirá para o Plenário. Para virar lei, precisa ser aprovado por Câmara e Senado.

Leia mais:  Senado autoriza empréstimo externo de US$ 110 milhões para SP

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana