Agro News

Café mineiro se consagra novamente como o melhor do mundo

Publicado

A qualidade do café produzido em Minas Gerais voltou a ganhar destaque mundial. Pelo segundo ano consecutivo, a Fazenda Serra do Boné, localizada em Araponga, na Zona da Mata mineira, foi reconhecida com o prêmio Best of the Best, no Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy. Este reconhecimento reafirma a excelência do café mineiro, resultado de práticas de cultivo cuidadosas e sustentáveis que refletem o compromisso dos produtores da região em entregar uma bebida de alta qualidade.

O prêmio foi concedido por um júri internacional composto por chefs, provadores e jornalistas, que descreveram o café da Serra do Boné como cremoso e encorpado, com notas de caramelo, açúcar mascavo e um final que remete ao chocolate e ao jasmim. A fazenda mineira destacou-se pelo cuidado com a saúde do solo e a biodiversidade, utilizando técnicas como fertilização orgânica, controle biológico de pragas e reaproveitamento de resíduos do café. Segundo Andrea Illy, presidente da illycaffè, a vitória brasileira reforça a importância da agricultura regenerativa na busca por uma produção que alie qualidade e sustentabilidade.

Leia mais:  Natal molhado em quase todo país é o que prevê o Inmet

O reconhecimento da Serra do Boné reflete uma tradição cafeeira que coloca Minas Gerais como referência mundial, com condições climáticas e geográficas ideais para a produção de grãos excepcionais. Além do título principal, o evento promove discussões sobre o papel de técnicas sustentáveis na preservação do meio ambiente, temas de grande importância para o setor cafeeiro mineiro, que se destaca cada vez mais pela inovação e pelo compromisso com a qualidade.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Seguro rural ganha protagonismo no agronegócio em 2026 e se torna ferramenta estratégica para gestão de riscos

Publicado

O seguro rural deve assumir posição ainda mais estratégica no agronegócio brasileiro ao longo do segundo semestre de 2026. O aumento da frequência de eventos climáticos extremos, aliado à maior exigência das instituições financeiras na concessão de crédito e à crescente profissionalização da gestão das propriedades, fortalece a busca por mecanismos capazes de reduzir riscos e preservar a estabilidade financeira da atividade rural.

Especialistas avaliam que o seguro deixou de ser apenas uma proteção contra perdas na produção para integrar o planejamento econômico das fazendas, oferecendo maior segurança para produtores, cooperativas, bancos e seguradoras.

Seguro rural deixa de ser custo e passa a ser investimento

De acordo com os advogados Ricardo Dosso e Ana Franco Toledo, sócios do escritório Dosso Toledo Advogados, o cenário atual exige que o produtor rural incorpore o gerenciamento de riscos à administração do negócio.

Segundo Ricardo Dosso, fatores como secas prolongadas, geadas, incêndios, chuvas intensas e outros eventos climáticos extremos aumentam a vulnerabilidade da produção agrícola e tornam o seguro uma importante ferramenta para garantir a continuidade da atividade.

Na avaliação do especialista, além de proteger o patrimônio, a contratação da apólice proporciona maior previsibilidade financeira e reduz os impactos econômicos provocados por perdas significativas nas lavouras.

Leia mais:  Embrapa usa inteligência artificial para monitorar reprodução e bem-estar do pirarucu
Seguro fortalece acesso ao crédito rural

Outro fator que impulsiona o mercado de seguros é sua crescente relevância nas operações de financiamento.

Segundo Dosso, instituições financeiras vêm ampliando a análise dos mecanismos de gestão de riscos antes da liberação de recursos para produtores rurais. Nesse contexto, a contratação do seguro demonstra planejamento financeiro, responsabilidade na condução da atividade e reduz a exposição das operações de crédito.

A tendência acompanha a evolução do sistema financeiro voltado ao agronegócio, que busca ampliar a segurança das operações diante da maior volatilidade climática e econômica.

Atenção às cláusulas evita problemas nas indenizações

Embora o mercado apresente forte potencial de crescimento, especialistas alertam que a contratação do seguro exige atenção aos detalhes contratuais.

A advogada Ana Franco Toledo destaca que o produtor deve conhecer detalhadamente as coberturas previstas, as situações excluídas da apólice, as obrigações durante a vigência do contrato e os procedimentos necessários para comunicar eventuais sinistros.

Segundo ela, boa parte dos conflitos envolvendo seguros rurais ocorre justamente por falhas na interpretação das cláusulas ou pela ausência de documentação adequada no momento do pedido de indenização.

A orientação é que a análise preventiva do contrato seja realizada antes da assinatura, reduzindo riscos jurídicos e aumentando a segurança do produtor em caso de perdas.

Leia mais:  Brasil deve aumentar a produção de açúcar na safra 25/26
Tecnologia amplia novas modalidades de cobertura

A modernização do agronegócio também vem transformando o mercado segurador.

Além da proteção das lavouras, as seguradoras ampliam a oferta de coberturas para equipamentos agrícolas de alto valor, sistemas de irrigação, estruturas de armazenagem, tecnologias de agricultura de precisão e até responsabilidades civis relacionadas à atividade rural.

Essa diversificação acompanha os investimentos realizados pelas propriedades rurais em inovação, mecanização e digitalização dos processos produtivos.

Gestão de riscos será diferencial competitivo

Para os especialistas, a tendência é que o seguro rural deixe definitivamente de ocupar um papel secundário na administração das propriedades.

À medida que o agronegócio brasileiro avança em produtividade, tecnologia e profissionalização, cresce também a necessidade de instrumentos capazes de proteger investimentos cada vez maiores.

Nesse cenário, o seguro rural consolida-se como uma ferramenta estratégica de gestão de riscos, contribuindo para a sustentabilidade financeira das propriedades, ampliando a segurança das operações de crédito e fortalecendo a competitividade do agronegócio brasileiro diante dos desafios climáticos e econômicos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana