Agro News

Calor intenso aumenta risco de doenças no pimentão e pressiona preços no Rio Grande do Sul

Publicado

Produção de pimentão segue estável, mas calor preocupa produtores

O mais recente Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar indica que a produção de pimentão mantém ritmo regular na região administrativa de Lajeado. Em São Sebastião do Caí, os técnicos destacam que as lavouras apresentam bom desenvolvimento, mas o calor excessivo nos cultivos protegidos tem elevado o risco de doenças e infestações de pragas.

Entre os principais problemas observados estão casos de podridão-mole, além da incidência localizada de mosca-branca e ácaros, o que exige monitoramento constante e manejo integrado de pragas para evitar perdas na produção.

Oferta crescente deve pressionar valores de mercado

De acordo com o boletim da Emater, a oferta regional de pimentão deve aumentar nas próximas semanas, impulsionada pela entrada de produtos provenientes da Serra e pela expansão das áreas plantadas.

Com isso, o mercado pode enfrentar pressão sobre os preços, especialmente nas categorias mais comuns. Atualmente, a caixa de 10 quilos de pimentão colorido (amarelo ou vermelho) é vendida entre R$ 60,00 e R$ 140,00, dependendo da qualidade e da origem. Já o pimentão verde varia de R$ 40,00 a R$ 50,00, enquanto os frutos de menor calibre são comercializados entre R$ 30,00 e R$ 40,00.

Leia mais:  Investimentos em etanol de milho atingem R$ 23 bilhões, revela mapeamento do Itaú BBA
Bom Princípio registra boa colheita e baixa incidência de pragas

No município de Bom Princípio, a colheita de pimentão está em pleno andamento, e os produtores relatam bom desenvolvimento dos frutos e baixo índice de pragas e doenças, segundo o informativo da Emater.

Na região, a caixa de 10 quilos do produto é vendida entre R$ 40,00 e R$ 45,00, com boa aceitação no mercado local.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Mercado de milho trava no Brasil com produtores retraídos e clima pressionando decisões da safrinha

Publicado

O mercado brasileiro de milho encerrou a semana com negociações travadas e pouca fluidez nos negócios, refletindo a combinação entre incertezas climáticas, retração dos produtores e pressão do câmbio sobre a competitividade das exportações.

Segundo análise da Safras Consultoria, as preocupações com o clima mais seco previsto para importantes regiões da segunda safra, especialmente em Goiás e Minas Gerais, levaram produtores a segurarem novas fixações de venda, reduzindo a oferta disponível no mercado.

O movimento ocorre em um momento decisivo para o desenvolvimento da safrinha, fator que mantém compradores e vendedores cautelosos diante das perspectivas para a produtividade das lavouras.

Oferta aumenta em parte do Sul e Sudeste

Enquanto produtores de Goiás e Minas Gerais adotam postura mais retraída, em estados como São Paulo e Paraná houve aumento na oferta de milho ao longo da semana.

Mesmo assim, o mercado segue sem grande movimentação. Consumidores continuam pouco ativos na aquisição de novos lotes, o que limita pressões mais intensas de baixa sobre as cotações internas.

O cenário reflete um mercado equilibrado entre a cautela dos vendedores e a postura defensiva dos compradores, em meio à volatilidade dos fatores climáticos e financeiros.

Dólar enfraquecido limita exportações

Outro fator que impactou o mercado foi a desvalorização do dólar frente ao real. O câmbio mais fraco reduziu novamente a paridade de exportação nos portos brasileiros, diminuindo a competitividade do milho nacional no mercado externo e limitando o fechamento de novos negócios.

Leia mais:  Mercado da Soja em Ajuste: Oferta Recorde, Clima e Pressão Cambial Ditam o Ritmo das Cotações

No cenário internacional, os preços também perderam força na Bolsa de Chicago. O mercado acompanhou a queda do petróleo e o avanço das negociações diplomáticas envolvendo o conflito no Oriente Médio, fatores que contribuíram para um movimento mais baixista entre as commodities.

Mercado aguarda relatório do USDA

As atenções do setor agora se voltam para o relatório de oferta e demanda de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), considerado um dos principais direcionadores do mercado global de grãos.

O documento deve trazer as primeiras projeções oficiais para a safra norte-americana e mundial de milho no ciclo 2026/27, podendo influenciar diretamente o comportamento das cotações internacionais nas próximas semanas.

Preços do milho recuam em importantes praças

O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 62,42 no dia 7 de maio, registrando queda de 0,70% frente aos R$ 62,86 observados no encerramento da semana anterior.

Entre as principais regiões acompanhadas pelo mercado, Cascavel (PR) registrou recuo de 1,59%, com a saca passando de R$ 63,00 para R$ 62,00.

Em Campinas (SP), referência para o mercado CIF, os preços permaneceram estáveis em R$ 70,00 por saca. Na região da Mogiana paulista, a cotação também ficou inalterada em R$ 65,00.

Leia mais:  Abertura de mercado para produtos agropecuários do Brasil no Japão

No Centro-Oeste, Rondonópolis (MT) apresentou queda de 1,89%, com a saca recuando para R$ 52,00. Já em Rio Verde (GO), os preços caíram 3,33%, encerrando a semana em R$ 58,00.

Em Uberlândia (MG), a retração também foi de 3,33%, com a saca passando de R$ 60,00 para R$ 58,00. No Sul do país, Erechim (RS) manteve estabilidade, com o milho negociado a R$ 68,00.

Exportações de milho avançam em abril

Apesar da lentidão no mercado interno, as exportações brasileiras de milho apresentaram crescimento expressivo em abril.

A receita obtida com os embarques do cereal somou US$ 120,813 milhões nos 20 dias úteis do mês, com média diária de US$ 6,040 milhões.

O volume exportado atingiu 473,875 mil toneladas, com média diária de 23,693 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 254,90.

Na comparação com abril de 2025, houve alta de 149% no valor médio diário exportado e avanço de 165,7% no volume médio embarcado. Por outro lado, o preço médio da tonelada registrou desvalorização de 6,3% no período.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana