Educação

Câmara analisa aplicação da lei para apoio psicológico nas escolas

Publicado

Nesta quinta, 14 de agosto, o Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase), participou de audiência pública da Comissão Especial do novo Plano Nacional de Educação (PNE) – 2024-2034 para debater a implementação de serviços de psicologia e serviço social em escolas públicas. O encontro faz parte da série de debates que a Câmara dos Deputados tem promovido para analisar o PNE.

A pasta foi representada pela diretora de Articulação com os Sistemas de Ensino, Maria Selma Rocha. Segundo ela, o Conselho Nacional de Educação (CNE) está discutindo diretrizes para o trabalho de psicólogos e assistentes sociais, e estas diretrizes devem estar prontas em novembro. “Quero dizer que uma das grandes perspectivas que marcou a nossa formulação no Plano Nacional de Educação é, justamente, o trabalho intersetorial. Então, essa é uma perspectiva necessária para a garantia do cumprimento do Plano Nacional e para que a educação tenha, de fato, um lugar estratégico no projeto de desenvolvimento do país”, afirmou.

Leia mais:  CNIJMA: conferências estaduais destacam protagonismo juvenil

Durante sua fala, a diretora ainda explicou que o PNE possui uma série de estratégias que têm relação com o aporte e o apoio desses profissionais no desenvolvimento do trabalho pedagógico das escolas. “O cumprimento da lei será tanto mais eficaz na medida em que as escolas estejam juntas pensando os seus problemas com a mediação de profissionais como os assistentes sociais e os psicólogos”, concluiu.

Participantes – A audiência, presidida pelo deputado Tarcísio Motta (PSOL-RJ), também contou com as participações de Raquel Souza Lobo Guzzo, do Conselho Federal de Psicologia (CFP); Marciângela Gonçalves, conselheira vice-presidente do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS); e Luiz Miguel Martins Garcia, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sase

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
publicidade

Educação

Equidade racial cresce e fortalece inclusão nas escolas

Publicado

Os dados do Diagnóstico de Equidade Racial de 2026, elaborado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), do Ministério da Educação (MEC), mostram avanços na superação das desigualdades étnico-raciais e no enfrentamento ao racismo nos ambientes de ensino. 

O documento aponta que o percentual de redes municipais de ensino que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial passou de 48,1%, em 2024, para 69,2%, em 2026.  

O aumento de 21,1 pontos percentuais nas ações de formação sobre Educação para as Relações Étnico-raciais (Erer) demonstra o avanço de iniciativas voltadas à promoção da equidade racial e à redução das desigualdades, além de contribuir para a valorização da diversidade no ambiente escolar. 

Na prática, o Diagnóstico Equidade mapeia a implementação da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) nas redes de ensino. A Pneerq regulamenta a Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas brasileiras. A legislação foi posteriormente ampliada pela Lei nº 11.645/2008, que incluiu a temática indígena. 

O ensino das culturas afro-brasileira, africana e indígena conecta o aprendizado escolar às vivências, histórias e identidades culturais dos estudantes, tornando o processo de ensino mais significativo e inclusivo. 

Leia mais:  MEC investiu mais de R$ 44,4 milhões em EPT na Paraíba

A presença de referências culturais diversas em sala de aula pode ampliar as possibilidades de identificação dos estudantes com o conhecimento e contribuir para uma educação que reconheça diferentes trajetórias e experiências. Há também a disponibilização de materiais como o Protocolo de Identificação e Resposta ao Racismo para apoiar a implementação de ações de enfrentamento ao racismo nas instituições de ensino.  

Nesse contexto, a Pneerq tem o objetivo de implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola. 

A implementação da Pneerq nas redes de ensino contribui para que as redes públicas contem com o Valor Aluno Ano por Resultado (VAAR), que é uma das modalidades de complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb)

O VAAR destina recursos adicionais às redes públicas de ensino que cumprem cinco condicionalidades relacionadas à gestão e apresentam evolução em indicadores de atendimento e aprendizagem, com redução das desigualdades educacionais.

Leia mais:  Conheça recursos do MEC Idiomas para aprender nova língua

Enfrentar barreiras – As políticas de equidade buscam enfrentar barreiras que afetam a aprendizagem e que ainda estão presentes nas redes públicas de ensino. A amazonense Lorena Castro, mulher negra e formada em Economia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), afirma que enfrentou situações de racismo durante a educação básica. Aos 30 anos, ela carrega uma experiência que ainda marca sua trajetória: durante a vida escolar, enfrentou o isolamento por ser negra. 

“Nas periferias, o ensino é feito pensando que as pessoas devem aprender apenas o básico para sobreviver, e não que elas podem ter um futuro a partir do estudo”, disse. 

O afastamento dos colegas não aconteceu por uma escolha dela, mas em um ambiente em que a cor da pele se tornou motivo de exclusão. Para Lorena, o avanço das políticas de equidade no ensino básico é fundamental para que mais pessoas negras tenham oportunidades de ocupar espaços de maior prestígio e renda na sociedade. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi   

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana