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Câmara aprova criação da CPR-SIM para ampliar acesso ao crédito da agricultura familiar

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A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (26) o Projeto de Lei 2913/2025, que cria a Cédula de Produto Rural Simplificada (CPR-SIM), voltada exclusivamente para agricultores familiares. A proposta, de autoria do deputado Nelson Barbudo (PL-MT), teve relatório favorável do deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT), integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Nova modalidade de CPR busca simplificar o crédito rural

A CPR-SIM tem como objetivo facilitar o acesso ao crédito e reduzir custos burocráticos enfrentados por pequenos produtores. De acordo com o texto aprovado, o instrumento poderá ser emitido em formato físico ou digital, com procedimentos simplificados de registro e isenção de custas e taxas cartoriais.

A medida pretende democratizar o uso da Cédula de Produto Rural (CPR) — título amplamente utilizado por grandes produtores —, estendendo seus benefícios à agricultura familiar, que ainda enfrenta barreiras para acessar linhas de financiamento.

Instituições financeiras deverão reconhecer o novo título

O projeto também determina que instituições financeiras e agentes de fomento reconheçam a CPR-SIM como título hábil à concessão de crédito rural, ampliando as possibilidades de investimento, capitalização e planejamento dos pequenos produtores.

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O texto prevê ainda que o Poder Executivo terá até 120 dias após a sanção da lei para regulamentar os procedimentos operacionais e integrar o novo título ao Sistema de Registro de Ativos Financeiros, bem como a plataformas digitais públicas de apoio ao produtor rural.

Deputados destacam impacto positivo para pequenos produtores

Para o relator Rodrigo da Zaeli, a simplificação da CPR representa um avanço importante para o fortalecimento da agricultura familiar e para a redução das desigualdades no campo.

“A instituição da CPR-SIM democratiza o acesso dos produtores familiares a essa forma de crédito com segurança jurídica. Além disso, a isenção de taxas e a simplificação do processo de emissão e registro contribuem para a eficiência e modernização do crédito rural”, destacou Zaeli.

O autor do projeto, deputado Nelson Barbudo, reforçou que a iniciativa visa conectar o pequeno produtor aos avanços tecnológicos e financeiros do agronegócio brasileiro.

“Com a criação da CPR-SIM, buscamos democratizar o crédito e oferecer maior acessibilidade e segurança jurídica aos agricultores familiares. O projeto está em sintonia com os princípios da função social da terra, da valorização do trabalho rural e do desenvolvimento sustentável”, afirmou.

Próximos passos da proposta

Após aprovação na Comissão de Agricultura, o PL 2913/2025 seguirá para análise nas Comissões de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), antes de ser levado à votação no Plenário da Câmara dos Deputados.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Uva Merlot de Monte Belo do Sul conquista prêmios internacionais e reforça excelência da vitivinicultura da Serra Gaúcha

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A uva Merlot, uma das castas mais emblemáticas da vitivinicultura mundial, tem consolidado no Brasil um desempenho de alto nível, especialmente na região de Monte Belo do Sul (RS), na Serra Gaúcha. O município, reconhecido como o maior produtor per capita de uvas viníferas da América Latina, vem ampliando sua presença no cenário nacional e internacional por meio da qualidade crescente de seus vinhos premiados.

Originária de Bordeaux, na França, a variedade encontrou no Sul do Brasil condições ideais de adaptação, tornando-se uma das principais bases da produção de vinhos finos nacionais. No país, a Merlot se destaca pelo equilíbrio entre fruta, acidez, maciez de taninos e potencial de guarda, atributos que contribuíram para sua consolidação como uma das castas mais importantes do setor.

Monte Belo do Sul se consolida como terroir de excelência para a Merlot

A adaptação da Merlot em Monte Belo do Sul está diretamente ligada às condições naturais da região. O município integra a Indicação de Procedência Monte Belo e parte da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, reunindo fatores como altitude, boa drenagem do solo e elevada amplitude térmica, que favorecem a maturação lenta e equilibrada das uvas.

Essas características são fundamentais para a qualidade da variedade, que é sensível ao excesso de umidade e ao vigor vegetativo, especialmente no período próximo à colheita. Em regiões com alta incidência de chuvas, a uva pode perder concentração e comprometer a maturação fenólica, o que reforça a importância de terroirs bem estruturados.

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Casa Marques Pereira se destaca com vinhos premiados

Nesse cenário, a vinícola Casa Marques Pereira vem ganhando destaque no mercado nacional e em premiações do setor. Localizada na propriedade Quinta da Orada, no coração da Indicação de Procedência Monte Belo, a área conta com 15 hectares de vinhedos situados entre 466 e 543 metros de altitude.

O relevo da região favorece a produção de uvas de alta qualidade, com encostas bem definidas, solos pedregosos e constante circulação de ar, fatores que contribuem para melhor drenagem e redução da umidade nos vinhedos.

Segundo o vinhateiro e proprietário da vinícola, Felipe Marques Pereira, as características do solo e do clima são determinantes para o desempenho da Merlot na região.

“O solo basáltico e semi argiloso propicia melhor absorção de nutrientes e maior profundidade das raízes. Somado à altitude e à brisa constante, conseguimos conduzir o amadurecimento das uvas com alta qualidade e baixo risco climático”, afirma.

Microterroirs e condições climáticas favorecem alta concentração da uva

Um dos destaques da propriedade é a parcela conhecida como “Cru Jerivás”, localizada na parte mais elevada do vinhedo. A área apresenta maior exposição solar, ventilação constante e subsolo rico em minerais como ágatas, ametistas e cristais de quartzo, que afloram naturalmente no terreno.

Essas condições contribuem para a formação de microterroirs diferenciados, refletidos diretamente na concentração e complexidade das uvas produzidas.

A safra de 2026 reforçou esse potencial, com registros de até 27 °Brix em algumas parcelas, um nível considerado elevado para a maturação da Merlot no Brasil.

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Segundo especialistas, o resultado é consequência de um ciclo climático favorável, com inverno mais frio — essencial para a dormência das videiras — seguido por período de chuvas regulares na fase inicial e baixa precipitação durante a maturação, condição ideal para a sanidade e concentração das uvas.

Premiações reforçam qualidade dos vinhos da Serra Gaúcha

O reconhecimento da qualidade da Merlot de Monte Belo do Sul também vem sendo confirmado em concursos especializados. Na edição de 2026 da Grande Prova Vinhos do Brasil, uma das principais avaliações às cegas do país, a Casa Marques Pereira conquistou oito medalhas de ouro.

Entre os destaques está o rótulo Casa Marques Pereira Merlot Reserva 2022, premiado com medalha de ouro, reforçando o avanço técnico da produção local e o posicionamento da Serra Gaúcha como referência na produção de vinhos finos no Brasil.

Vitivinicultura brasileira avança com valorização de terroir e tecnologia

O desempenho da Merlot em Monte Belo do Sul evidencia a evolução da vitivinicultura brasileira, que vem combinando conhecimento técnico, manejo especializado e valorização do terroir para alcançar padrões cada vez mais elevados de qualidade.

Com resultados consistentes em safras recentes e crescente reconhecimento em premiações nacionais, a região reforça sua posição como um dos principais polos produtores de vinhos finos do país, ampliando a presença do Brasil no mercado vitivinícola de alta qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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