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Câmara aprova Política Nacional de Turismo Rural para fortalecer agricultura familiar e renda no campo

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (7), o Projeto de Lei nº 4.395/2020, que cria a Política Nacional de Fomento ao Turismo Rural. A proposta, de autoria dos deputados Evair Vieira de Melo (PP-ES) e Greyce Elias (Avante-MG), recebeu parecer favorável da relatora Fernanda Pessoa (União-CE) e segue agora para análise no Senado Federal.

Segundo a deputada Fernanda Pessoa, o projeto estabelece um marco legal para o desenvolvimento e fortalecimento do turismo em áreas rurais, com foco na valorização de produtos e serviços do campo, geração de renda e fortalecimento da agricultura familiar.

Definição e princípios da nova política

O texto define turismo rural como o conjunto de atividades realizadas em propriedades rurais que envolvem hospedagem, alimentação, recreação, ações pedagógicas e visitação, sempre respeitando o modo de vida e as tradições locais.

A proposta também reforça princípios como a preservação ambiental, a sustentabilidade e a integração entre o meio urbano e o rural, buscando promover uma convivência equilibrada entre desenvolvimento econômico e conservação dos recursos naturais.

Entre os eixos centrais da política estão:

  • Valorização da atividade agrícola e das tradições regionais;
  • Diversificação das fontes de renda no campo;
  • Adoção de selos de qualidade e origem para produtos rurais;
  • Estímulo ao empreendedorismo sustentável no meio rural.
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Turismo rural como vetor de desenvolvimento

A relatora Fernanda Pessoa destacou que o turismo rural deve ser reconhecido como um vetor estratégico de desenvolvimento econômico e social, capaz de preservar o patrimônio cultural e natural do país, ao mesmo tempo em que gera emprego e renda no interior.

Para os autores da proposta, o turismo rural é uma alternativa promissora para pequenos produtores, especialmente em regiões com forte presença da agricultura familiar.

“A nova política representa um passo decisivo para integrar o campo às oportunidades econômicas do turismo sustentável”, afirmou Evair Vieira de Melo.

Apoio público e planejamento de longo prazo

O projeto também prevê apoio governamental ao setor, por meio de linhas de crédito, assistência técnica e programas de extensão rural.

Além disso, será criado o Plano Nacional para o Turismo Rural, com vigência de cinco anos, que deverá definir metas, prioridades e instrumentos de execução da política pública.

A deputada Greyce Elias ressaltou que a medida “garante segurança jurídica e incentivos concretos para que produtores rurais diversifiquem suas atividades e encontrem no turismo uma nova fonte de renda sustentável”.

Fórum Nacional de Pesquisa e Inovação do Turismo Rural

Outro ponto importante do projeto é a criação do Fórum Nacional de Pesquisa e Inovação do Turismo Rural, de caráter permanente e consultivo.

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O espaço reunirá representantes de órgãos públicos, universidades, instituições de pesquisa e entidades de classe ligadas ao turismo, à agricultura, ao meio ambiente e à cultura. O objetivo é promover o diálogo, o intercâmbio de informações e o desenvolvimento de novas tecnologias voltadas ao turismo no campo.

Próximos passos

Com a aprovação na CCJ, o texto segue para o Senado Federal, onde será analisado pelas comissões competentes antes de ir à sanção presidencial. Caso aprovado, o Brasil passará a contar com uma política nacional estruturada para o turismo rural, reforçando o papel das comunidades agrícolas na promoção do desenvolvimento sustentável e da economia local.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tucunaré: o guardião dos filhotes nas águas brasileiras

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Encontrado em rios, lagos e áreas alagadas de diferentes regiões do Brasil, o tucunaré é um dos peixes de água doce mais conhecidos do país. Além da coloração marcante, que varia entre tons de amarelo, verde, azul e vermelho, a espécie também se destaca por um comportamento pouco comum no mundo dos peixes: o cuidado com os filhotes.

Após a reprodução, o casal constrói ninhos e permanece próximo aos ovos e aos alevinos, protegendo a prole contra possíveis predadores. Esse cuidado parental aumenta as chances de sobrevivência dos filhotes e faz do tucunaré uma exceção entre muitas espécies de peixes de água doce.

Existem 16 espécies de tucunaré identificadas, sendo 14 delas encontradas no Brasil. Cada uma apresenta padrões diferentes de cores e manchas, mas todas compartilham uma característica marcante: uma mancha arredondada próxima à cauda, conhecida como ocelo, que ajuda na identificação da espécie.

Com hábitos diurnos, o tucunaré vive principalmente em lagos, lagoas e áreas de remanso dos rios, onde caça peixes menores e camarões. Sua combinação de cores vibrantes, comportamento protetor e diversidade faz do tucunaré um dos grandes símbolos da biodiversidade dos rios brasileiros.

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O Tucunaré está na lista das espécies-alvo da pesca amadora e esportiva de acordo com o banco de dados da União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (UICN).

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected] 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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