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Campeonato dos Feirantes do Mercado do Porto inicia 19ª edição com apoio de Botelho em Cuiabá

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Foto: VANDERSON FERRAZ SANTOS

A 19ª edição do tradicional Campeonato dos Feirantes do Mercado do Porto teve sua abertura realizada nesta segunda-feira (18), no Campo do Bode, em Cuiabá. Considerado um dos maiores campeonatos da cultura esportiva da Baixada Cuiabana, o evento conta com o apoio do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), por meio da destinação de emenda parlamentar no valor de R$ 70 mil.

A competição terá premiação total de R$ 15 mil, distribuída entre os três primeiros colocados. Os recursos provenientes da emenda parlamentar e de patrocínios também garantem toda a estrutura necessária para a realização do campeonato, incluindo organização das partidas, arbitragem e custeio do corpo técnico responsável pela condução da competição.

O campeonato seguirá ao longo de 15 segundas-feiras consecutivas no Campo do Bode. A grande final está prevista para o dia 24 de agosto, na semana que antecede o Dia dos Feirantes, celebrado em 25 de agosto.

Durante a abertura, o deputado Eduardo Botelho destacou a importância da competição para os trabalhadores da Feira do Porto e para a tradição esportiva da capital.

“Estamos nessa segunda-feira fazendo a abertura do campeonato mais falado do país. Não é o Brasileirão, não é a Copa do Brasil, é o Campeonato dos Feirantes do Mercado do Porto, que já é destaque nacional. Todos os feirantes aí mais uma vez. Nós estamos há quase 15 anos participando e apoiando esse campeonato. Então é uma satisfação e uma alegria muito grande ver essa competição virar tradição aqui”, afirmou Botelho.

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O presidente da comissão organizadora do campeonato, Régis Souza, ressaltou o valor do evento como espaço de lazer, integração e confraternização para os trabalhadores da feira.

“Esse é um campeonato que está no sangue. Ontem, domingo, trabalhamos até às 16h. O nosso domingo é hoje, na segunda-feira, e nós temos esse lazer aqui. Quero agradecer todas as autoridades presentes que apoiam esse momento, o deputado estadual Botelho, o deputado federal Coronel Assis (PL), os vereadores Kássio Coelho (Podemos), Baixinha Giraldeli (Republicanos) e Tenente-Coronel Dias (Cidadania), todos por acreditarem e apostarem nesse lazer para os feirantes e para toda a comunidade”, declarou.

Régis também destacou o apoio contínuo de Botelho às demandas da Feira do Porto e convidou a população da Baixada Cuiabana para acompanhar a competição.

“Agradecemos a parceria de todos os apoiadores e do deputado Botelho, que sempre está presente na Feira do Porto, lutando pelas nossas causas e destinando emendas. Aproveito para convidar toda a Baixada Cuiabana para participar desse momento de alegria e confraternização. Tenho certeza de que o público vai assistir a grandes jogos”, acrescentou.

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O vice-presidente do campeonato, Diego Gatto, reforçou o agradecimento aos apoiadores pelo caráter comunitário da competição.

“Esse é o 19º Campeonato dos Feirantes, realizado aqui no nosso campo. Quero agradecer todos os apoiadores, o deputado Botelho, o deputado federal Coronel Assis e os vereadores que acreditam no nosso trabalho para desenvolver esse grande evento das famílias dos feirantes e de toda a Baixada Cuiabana”, afirmou.

Dinâmica da competição – Ao todo, 10 equipes participam da disputa. Na primeira fase, todos os times jogam entre si. Os seis primeiros colocados avançam diretamente para a próxima etapa, enquanto os quatro últimos disputam a repescagem. Dela, duas equipes seguem na competição e duas são eliminadas, formando assim as oito equipes classificadas para as quartas de final até a grande decisão.

Além do deputado Botelho, a abertura do campeonato contou com a presença do deputado federal Coronel Assis e dos vereadores Baixinha Giraldeli e Tenente-Coronel Dias, que também apoiaram a realização do evento. Consolidado como um dos principais eventos esportivos comunitários da região, o Campeonato dos Feirantes reafirma, a cada edição, seu papel na promoção do esporte amador, da integração social e da valorização dos trabalhadores da Feira do Porto.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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