Agro News

Campeonatos Brasileiros de Barismo 2025 Serão Realizados em Belo Horizonte Durante a SIC

Publicado

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) promoverá, entre 5 e 7 de novembro, três categorias dos Campeonatos Brasileiros de Barismo em Belo Horizonte (MG), durante a Semana Internacional do Café (SIC) 2025.

Ao todo, 42 competidores da comunidade do café especial disputarão títulos nas modalidades Barista, Latte Art e Coffee in Good Spirits, com os campeões garantindo vaga para representar o Brasil nos campeonatos mundiais de cada categoria.

Segundo Vinicius Estrela, diretor executivo da BSCA, realizar os campeonatos durante a SIC é estratégico, oferecendo alta visibilidade, oportunidades de negócios e networking, além de destacar os profissionais brasileiros em um dos maiores eventos do setor no mundo.

“Os campeonatos são uma vitrine para a excelência dos profissionais que atuam com café especial no Brasil, reforçando a valorização da origem do nosso produto e o talento de quem transforma o café na melhor experiência para o consumidor”, afirma Estrela.

Campeonato Brasileiro de Barista

A competição mais tradicional do país exige que cada participante prepare quatro espressos, quatro bebidas com leite vaporizado e quatro drinques de assinatura em 15 minutos. Os critérios de avaliação incluem sabor, qualidade da crema, harmonia café-leite, criatividade e técnica profissional.

Leia mais:  Após 17 anos, Governo do Brasil aprova novo Plano Clima e fixa caminho para cumprir meta do Acordo de Paris

O vencedor representará o Brasil no World Barista Championship 2026, no Panamá.

Alguns dos competidores:

  • Anderson Mena (SP)
  • Bruno Brasilino (PR)
  • Daniel Vaz (RJ)
  • Elis Bambil (SP)
  • Hugo Silva (SP)
  • Vitor Coelho (PR)
Campeonato Brasileiro de Latte Art

Nesta modalidade, os baristas apresentam desenhos em leite e café, sendo avaliados por critérios visuais e técnicos. Cada competidor tem 8 minutos para executar dois pares de desenhos, baseando-se em fotos previamente enviadas. A bebida não é degustada; o foco é criatividade e precisão artística.

O campeão participará do mundial da categoria em abril de 2026, nos Estados Unidos.

Alguns competidores:

  • Eduardo Olímpio (SP)
  • Elves Albino (PB)
  • Gabriel Zanotelli (RS)
  • Isis Correa (RS)
  • Tiago Gonçalves da Rocha (PR)
  • Wesley da Silva Oliveira (RS)
Campeonato Brasileiro de Coffee in Good Spirits

Esta competição avalia as habilidades de mixologia com café, onde cada barista tem 10 minutos para apresentar drinques alcoólicos, quentes ou frios, tendo o café como base. O campeão representará o Brasil no mundial da modalidade, que será realizado na Bélgica em junho de 2026.

Leia mais:  Dependência do Brasil do mercado chinês pressiona custos dos insumos agrícolas

Alguns competidores:

  • Bruno Brasilino (PR)
  • Danilo Tabenne (PR)
  • Emerson Nascimento (RJ)
  • Gabriel Guimarães (MG)
  • Lucas Almeida (PE)
  • Marcel Brito Ribeiro (SP)
BSCA e World Coffee Events: integração nacional e internacional

As competições são sancionadas pela World Coffee Events (WCE), organizadora do World Barista Championship e responsável pelos direitos da competição global. Como National Body no Brasil, a BSCA conduz as etapas qualificatórias, levando os campeões nacionais para os certames internacionais em sete modalidades:

  • Barista
  • Latte Art
  • Brewers (preparo de café)
  • Coffee in Good Spirits
  • Cup Tasters (degustadores de café)
  • Roasters (torrefação)
  • Cezve/Ibrik (café turco)

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Tarifas dos EUA sobre açúcar e etanol preocupam setor, mas impacto para usinas brasileiras deve ser limitado

Publicado

A proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros acendeu o alerta em importantes segmentos do agronegócio nacional. Entre os itens potencialmente afetados estão açúcar, etanol, café solúvel, tilápia e uva, embora especialistas avaliem que os impactos diretos para as usinas sucroenergéticas tendem a ser limitados no curto prazo.

A medida faz parte das investigações conduzidas pelo governo norte-americano com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos e ainda está em fase de discussão. O prazo para eventual adoção de medidas corretivas foi estabelecido para 15 de julho.

Açúcar pode perder competitividade no mercado americano

O principal efeito para o setor sucroenergético seria a redução da competitividade do açúcar brasileiro exportado dentro da cota preferencial dos Estados Unidos, atualmente um mercado importante para usinas do Norte e Nordeste.

Com a eventual cobrança adicional, o produto brasileiro passaria a competir em condições menos favoráveis com fornecedores de outros países que também participam do sistema de cotas.

Apesar disso, representantes do setor avaliam que a medida não altera significativamente o planejamento produtivo da próxima safra.

A existência de mercados alternativos, especialmente na Europa e na Ásia, reduz a dependência das exportações destinadas aos Estados Unidos e limita os impactos sobre a receita das empresas exportadoras.

Produção de etanol pode ganhar espaço no Nordeste

A possível taxação também pode provocar mudanças no mix de produção das usinas nordestinas.

Analistas avaliam que parte das unidades poderá direcionar mais cana para a fabricação de etanol caso a rentabilidade do açúcar destinado ao mercado americano seja reduzida.

Esse movimento teria reflexos sobre a oferta regional de biocombustível, aumentando a disponibilidade no Nordeste e reduzindo a necessidade de compras de etanol produzido em estados do Centro-Oeste, especialmente Goiás.

Leia mais:  Banco do Brasil projeta R$ 3 bilhões em propostas na Agrishow 2026 e reforça liderança no crédito ao agro

Como consequência, o mercado poderia enfrentar um excedente de oferta em regiões produtoras, pressionando os preços do combustível.

Setor teme redução da tarifa para etanol americano

Mais do que a possível tarifa sobre produtos brasileiros, a principal preocupação das usinas está relacionada a uma eventual flexibilização da política comercial brasileira para o etanol importado dos Estados Unidos.

Atualmente, o biocombustível norte-americano está sujeito à Tarifa Externa Comum do Mercosul, de 18%.

Representantes do setor alertam que uma eventual redução dessa alíquota poderia ampliar a entrada do produto americano justamente em um momento de elevada oferta global, aumentando a concorrência e pressionando ainda mais os preços internos.

Em posicionamento conjunto, entidades representativas da bioenergia defenderam que eventuais divergências comerciais sejam solucionadas por meio do diálogo e da negociação, preservando a cooperação entre os dois países no desenvolvimento dos biocombustíveis e da transição energética.

Café solúvel busca exclusão da lista de tarifas

Enquanto o café verde foi incluído na lista de exceções proposta pelos Estados Unidos, o café solúvel permaneceu entre os produtos que podem ser afetados pela nova taxação.

O setor acompanha as negociações com preocupação e busca sensibilizar as autoridades norte-americanas sobre a importância da manutenção do livre fluxo comercial.

Representantes da indústria destacam que restrições ao comércio podem gerar impactos ao longo de toda a cadeia produtiva do café brasileiro, um dos principais produtos do agronegócio nacional.

Exportações de tilápia podem ser fortemente afetadas

Entre os segmentos mais vulneráveis está a piscicultura.

Os Estados Unidos respondem por mais de 90% das exportações brasileiras de filé fresco de tilápia, tornando o mercado extremamente dependente do consumidor norte-americano.

Leia mais:  Soja recua em Chicago após frustração com China e avanço da safra sul-americana pressiona mercado global

Diante desse cenário, lideranças do setor defendem a busca urgente por novos destinos comerciais e pedem esclarecimentos sobre os critérios que serão utilizados para definir os produtos efetivamente sujeitos às novas tarifas.

A preocupação é que a medida comprometa a competitividade da tilápia brasileira justamente em um momento de crescimento das exportações.

Setor de frutas acompanha negociações

No segmento de frutas, a maior parte dos produtos brasileiros foi incluída na lista de exceções, mas a uva permaneceu fora da relação preliminar divulgada pelas autoridades americanas.

O setor prefere aguardar o avanço das negociações antes de avaliar os possíveis impactos econômicos da medida.

A expectativa é que a audiência prevista para julho contribua para esclarecer quais produtos serão efetivamente atingidos e quais poderão ser retirados da proposta tarifária.

Negociações serão decisivas para o agronegócio brasileiro

Embora a proposta norte-americana tenha gerado preocupação em diversos segmentos do agronegócio, especialistas avaliam que os impactos mais relevantes dependerão do resultado das negociações entre os dois países nas próximas semanas.

Para o setor sucroenergético, o principal risco não está apenas na eventual taxação do açúcar, mas na possibilidade de mudanças nas regras de importação de etanol, fator que poderia alterar significativamente a dinâmica de oferta e demanda no mercado brasileiro.

Enquanto isso, cadeias como café solúvel, tilápia e uva seguem acompanhando atentamente as discussões, na expectativa de que os produtos brasileiros sejam excluídos das medidas tarifárias e mantenham acesso competitivo ao mercado dos Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana