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Cana-de-açúcar no Brasil: tecnologia e inovação transformam produção e geram bioenergia

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O Brasil segue como maior produtor mundial de cana-de-açúcar, com mais de 670 milhões de toneladas colhidas na safra 2024/25, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Nos últimos 20 anos, a área de cultivo dobrou, atingindo 10 milhões de hectares, conforme a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

A cultura é estratégica para a produção de açúcar, etanol e bioenergia, reforçando o protagonismo do país no mercado global de combustíveis renováveis e energia limpa.

Inovação e mecanização impulsionam o setor

Para atender à demanda crescente e manter sua posição de destaque, o setor sucroenergético investe fortemente em mecanização e soluções sustentáveis. A Massey Ferguson, referência em máquinas agrícolas, oferece um portfólio completo para toda a cadeia produtiva da cana, do preparo do solo ao manejo da palha pós-colheita.

Entre os equipamentos em destaque estão:

  • Tratores MF 6700: ideais para cultivo e adubação, com motor AGCO Power de quatro cilindros, gerenciamento eletrônico e até 10% de economia de combustível.
  • MF 7300: otimiza o transbordo da cana, reduzindo compactação do solo, com transmissão Dyna-3 PowerShift e até 11% de economia de combustível.
  • Série MF 7700: indicada para preparo do solo, plantio e operações de transbordo com cargas pesadas, trabalhando até 15% mais hectares por hora e oferecendo 15% de economia de combustível.
  • MF 8S: robusto para implementos de preparo do solo, com potências de 245 cv a 305 cv e design Protect-U, que isola cabine do motor, reduzindo ruídos e calor.
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Pulverização inteligente para manejo fitossanitário

No manejo fitossanitário, o pulverizador MF 500R se destaca pela barra de 24 metros dobrável, que permite aplicações direcionadas, reduzindo desperdícios e impactos ambientais. O sistema LiquidLogic® recupera o produto após a aplicação, otimizando o uso de defensivos.

Palha da cana como fonte de bioenergia

A enfardadora MF 2234 transforma a palha deixada após a colheita mecanizada em biomassa para geração de energia limpa. Com capacidade de compactar fardos de até 3 metros, o equipamento facilita transporte, armazenamento e aproveitamento da palha, beneficiando tanto usinas sucroenergéticas quanto a rede elétrica nacional.

Segundo Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson:

“A enfardadora MF 2234 é essencial para reaproveitar a biomassa da cana, promovendo energia renovável e contribuindo para a conservação do solo durante a colheita.”

Além do uso industrial, o equipamento também atende à produção de feno em larga escala, representando uma solução estratégica para pecuaristas em regiões como Mato Grosso e Sul do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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IAC orienta produtores rurais para enfrentar alta dos fertilizantes e reforçar eficiência no campo

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A escalada nos preços dos fertilizantes, impulsionada por tensões geopolíticas e pela instabilidade nas cadeias globais de suprimento, acende um alerta para o agronegócio brasileiro. Com projeções de novos recordes de preços, produtores rurais precisam adotar estratégias mais eficientes para garantir rentabilidade e sustentabilidade das lavouras.

Diante desse cenário, o Instituto Agronômico (IAC), de Campinas (SP), vinculado à APTA da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, divulgou recomendações técnicas voltadas ao uso racional de insumos e à melhoria da eficiência produtiva no campo.

Uso eficiente de fertilizantes é prioridade em cenário de crise global

Segundo o pesquisador da área de solos e vice-coordenador do IAC, Heitor Cantarella, o momento exige decisões mais técnicas e estratégicas dentro da porteira.

“Nosso objetivo é orientar os agricultores diante da provável alta dos fertilizantes, resultado de conflitos internacionais que afetam rotas logísticas e a própria produção de insumos”, explica o especialista.

O cenário é agravado pela dependência brasileira: cerca de 80% dos fertilizantes utilizados no país são importados, muitos deles transportados por rotas estratégicas afetadas por instabilidades geopolíticas.

3 recomendações do IAC para reduzir custos e aumentar eficiência no campo

O Instituto Agronômico destaca três medidas centrais que podem ajudar o produtor rural a enfrentar o aumento dos custos sem comprometer a produtividade.

1. Análise de solo como base da adubação racional

A primeira orientação é a realização de análise de solo detalhada. A prática permite identificar com precisão as necessidades nutricionais da área, evitando desperdícios e aplicações desnecessárias.

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Com base nesse diagnóstico, o produtor consegue aplicar o fertilizante correto, na dose adequada e no local apropriado, otimizando o investimento.

2. Calagem melhora aproveitamento dos nutrientes e reduz custos

A segunda recomendação é a adoção da calagem, prática que corrige a acidez do solo e melhora a eficiência da adubação.

O calcário, insumo abundante e de produção nacional, contribui para:

    • Correção da acidez do solo
    • Neutralização da toxidez por alumínio
    • Maior desenvolvimento radicular das plantas
    • Aumento da disponibilidade de fósforo e outros nutrientes
    • Fornecimento de cálcio e magnésio

Além dos benefícios agronômicos, a calagem apresenta custo relativamente baixo quando comparada aos fertilizantes importados, tornando-se uma alternativa estratégica em períodos de alta nos insumos.

3. Boas práticas agrícolas e conceito 4C de manejo

O IAC também reforça a importância da adoção das boas práticas agrícolas, baseadas no conceito conhecido como 4C:

    • Dose certa
    • Fonte certa
    • Época certa
    • Local certo

Esses princípios são fundamentais para aumentar a eficiência do uso de fertilizantes e evitar perdas econômicas.

Além disso, o instituto destaca a importância da economia circular no campo, com o aproveitamento de resíduos orgânicos como estercos e compostos produzidos na própria propriedade.

Cenário internacional pressiona preços e amplia incertezas

A instabilidade no mercado global de fertilizantes tem impacto direto sobre o Brasil. A guerra entre Estados Unidos e Irã afetou rotas comerciais estratégicas e elevou custos logísticos e de produção.

Um dos principais pontos críticos é o Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte de petróleo e matérias-primas usadas na produção de fertilizantes nitrogenados.

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De acordo com o IAC, o preço do enxofre — insumo fundamental para fertilizantes fosfatados — já registrou altas entre 300% e 400% desde o início do conflito.

Impactos podem atingir cadeia produtiva e inflação

A elevação dos custos de produção gera efeitos em cadeia. Caso o aumento seja repassado ao consumidor, há risco de pressão inflacionária. Por outro lado, se o produtor não conseguir repassar os custos, a rentabilidade da atividade agrícola pode ser comprometida, ampliando o endividamento no campo.

Outro fator de preocupação é o momento de baixa nos preços das commodities agrícolas, o que reduz ainda mais as margens do produtor rural.

IAC reforça papel estratégico da pesquisa no apoio ao produtor

Para o Instituto Agronômico, o cenário atual reforça a importância da pesquisa aplicada na agricultura.

Segundo Cantarella, instituições como o IAC têm papel fundamental ao traduzir conhecimento técnico em soluções práticas para o campo, especialmente em momentos de instabilidade global.

“O uso de tecnologias já consolidadas é essencial para orientar o produtor e ajudá-lo a atravessar períodos de crise com maior segurança”, destaca o pesquisador.

Conclusão

Em meio à volatilidade dos preços dos fertilizantes e às incertezas do mercado internacional, o IAC reforça que eficiência agronômica, manejo adequado do solo e uso racional de insumos são os principais caminhos para manter a competitividade da agricultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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