Agro News

Cana-de-açúcar no Centro-Sul registra queda de produtividade em julho, aponta CTC

Publicado

Em julho, os canaviais da região Centro-Sul apresentaram desempenho abaixo do registrado na safra anterior. Segundo a Plataforma de Benchmarking do CTC, a produtividade média foi de 81,3 toneladas por hectare, inferior às 86,1 t/ha observadas no mesmo período de 2024.

A qualidade da cana, medida pelo teor de ATR (Açúcares Totais Recuperáveis), também caiu, passando de 140 kg/t para 133,7 kg/t, uma redução de 4,8%. No acumulado da safra, a produtividade média ficou em 79,8 t/ha, ante 88,4 t/ha do ciclo anterior, enquanto o ATR médio acumulado caiu de 129,3 kg ATR/t para 125,2 kg ATR/t.

Impacto das geadas e importância do manejo integrado

Após os episódios de geadas recentes, especialistas reforçam que práticas integradas de manejo são essenciais para preservar o desempenho e a qualidade dos canaviais.

Fernando Amstalden, consultor de manejo do CTC, explica:

“Esse momento exige respostas rápidas e tecnicamente embasadas. A redução da cobertura vegetal, a rebrota irregular e o término do residual dos herbicidas demandam atenção para evitar a reinfestação de plantas daninhas.”

A escolha adequada de produtos, atenção às variações climáticas e o manejo correto da palha são decisivos para manter a produtividade e reduzir riscos de perdas futuras.

Leia mais:  Inscrições abertas para o 8º Encontro Enoconexão em Louveira/SP
Manual do CTC oferece orientações práticas aos produtores

Para auxiliar técnicos e produtores, o CTC lançou um manual específico com recomendações de manejo de plantas daninhas em áreas afetadas por geadas. O material reúne orientações validadas em pesquisa e em campo, adaptadas a diferentes condições e cenários climáticos, visando garantir eficiência no controle e sustentabilidade do cultivo.

Manual do CTC

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Mercado de laranja ganha ritmo com avanço das negociações, enquanto chuvas atrasam colheita em São Paulo

Publicado

As negociações entre citricultores e a indústria de processamento da safra de laranja 2026/27 ganharam força nos últimos dias, impulsionando o mercado de citros no Brasil. De acordo com levantamentos do Cepea, as renegociações de contratos avançaram de forma mais consistente, acompanhadas pelas primeiras compras mais frequentes de frutas destinadas ao processamento industrial.

O movimento sinaliza maior dinamismo nas relações comerciais entre produtores e indústrias, em um momento estratégico para o planejamento da nova temporada.

Indústria amplia contratos e operações no mercado spot

Segundo pesquisadores do Cepea, a indústria ampliou tanto a formalização de contratos de curto prazo para a safra atual quanto as aquisições no mercado spot. Apesar do crescimento das negociações imediatas, os preços praticados nesse segmento continuam inferiores aos valores estabelecidos nos contratos previamente firmados.

Esse cenário demonstra que as indústrias buscam garantir matéria-prima para o processamento, enquanto produtores acompanham atentamente as condições de oferta antes de definir novos negócios.

Chuvas reduzem ritmo da colheita

Enquanto as negociações evoluem, as condições climáticas passaram a representar um importante desafio para a colheita da laranja.

Leia mais:  Usinas ligadas a esquema do PCC processam 2,5% da cana do Centro-Sul, aponta BTG

As chuvas registradas ao longo da semana nas principais regiões citrícolas do estado de São Paulo reduziram significativamente o ritmo das operações no campo. Além de dificultarem o acesso às áreas de produção, as precipitações podem continuar impactando os trabalhos nos próximos dias, especialmente nas localidades que receberam maiores volumes de chuva.

Oferta limitada faz produtores adiarem entregas

Outro fator que influencia o mercado é a disponibilidade restrita de frutas em condições ideais para a colheita. Conforme o Cepea, muitos produtores ainda avaliam que a parcela de laranjas aptas à colheita permanece limitada.

Diante desse cenário, parte dos citricultores tem optado por adiar tanto a colheita quanto a definição das entregas para a indústria, aguardando melhores condições climáticas e maior disponibilidade de frutos.

Perspectiva para o mercado de citros

A combinação entre avanço das negociações comerciais e limitações impostas pelo clima mantém o mercado da laranja em um momento de atenção. Caso as chuvas persistam nas principais regiões produtoras, a oferta de frutas poderá continuar restrita no curto prazo, influenciando o ritmo de abastecimento das indústrias e a evolução das negociações ao longo da safra 2026/27.

Leia mais:  Açúcar reage com leve alta nas bolsas internacionais, impulsionado por valorização do real e incertezas na oferta global

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana