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Capal Cooperativa bate recorde de faturamento e registra R$ 5,4 bilhões em 2025

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A Capal Cooperativa Agroindustrial, com sede em Arapoti (PR) e atuação em mais de 82 municípios do Paraná e São Paulo, encerrou 2025 com um faturamento histórico de R$ 5,4 bilhões, o maior valor registrado em seus 65 anos de história. A sobra líquida da cooperativa foi de R$ 116 milhões.

Produção de grãos cresce e bate recordes

O ano de 2025 foi marcado por crescimento significativo na recepção de grãos da Capal, que totalizou 965 mil toneladas, 31% acima de 2024. A área assistida pela cooperativa também aumentou, ultrapassando 182 mil hectares, refletindo o desempenho recorde do agronegócio brasileiro, que alcançou altos índices de produtividade e exportação. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a participação do agro no PIB deve atingir 29,4%, o maior patamar em 22 anos.

Entre os destaques da safra, todas as culturas apresentaram crescimento:

  • Soja: 400 mil toneladas, aumento de 17%
  • Milho: 226 mil toneladas, alta de 20%
  • Trigo: 156 mil toneladas, crescimento de 52%
  • Cevada: 61 mil toneladas, aumento de 18%
  • Sorgo: 55 mil toneladas, crescimento de 60%
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O presidente executivo da Capal, Adilson Roberto Fuga, avaliou:

“A safra 2025 foi muito positiva em todos os sentidos, com quase 1 milhão de toneladas de grãos recebidas. A qualidade das cultivares de inverno, como trigo e cevada, foi excepcional, o que facilita a comercialização, mesmo com margens apertadas.”

O único recuo foi registrado no café, com 891 mil sacas comercializadas, 16% a menos que em 2024, ano em que o volume atingiu 1,1 milhão de sacas.

Investimentos em infraestrutura somam R$ 165 milhões

Em 2025, a Capal destinou aproximadamente R$ 165 milhões para expansão e modernização de suas unidades:

  • São Paulo
    • Taquarituba: novo armazém de sementes, loja agropecuária provisória e armazém de defensivos agrícolas
    • Itararé: revitalização da fachada da loja agropecuária e nova estrutura administrativa
  • Paraná
    • Arapoti (matriz): construção de 13 novos silos, ampliando a capacidade de armazenamento para 601 mil toneladas; novo armazém de sementes; reforma do Parque de Exposições Capal
    • Wenceslau Braz: instalação de três novos silos com 13.500 toneladas de armazenamento
    • Santo Antônio da Platina: loja agropecuária e novo armazém de insumos
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O presidente executivo adiantou que os investimentos seguem em 2026, incluindo novo complexo de recebimento de grãos em Avaré (SP) e estrutura para café em Carlópolis (PR).

Assembleia Geral destaca sucesso da cooperativa

Os resultados foram apresentados aos produtores associados nas pré-assembleias e formalizados na Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada em 30 de dezembro na matriz em Arapoti. Todas as pautas foram aprovadas por unanimidade.

O presidente do Conselho de Administração, Erik Bosch, ressaltou:

“Celebramos 65 anos homenageando os pioneiros holandeses que fundaram a Capal. Continuaremos investindo para beneficiar nossos cooperados e colaboradores, fortalecendo o modelo cooperativista.”

O evento contou ainda com a presença da diretoria, autoridades locais e representantes do cooperativismo paranaense. Devair Mem, coordenador de Consultoria Técnica Contábil do Sescoop/PR, destacou a importância do Plano Safra, seguro rural e conectividade no campo para o desenvolvimento do setor agroindustrial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cooperativas agrícolas ganham força no agronegócio e quase dobram participação no PIB do setor

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As cooperativas agrícolas brasileiras consolidaram sua posição como um dos principais pilares do agronegócio nacional. Mesmo em um cenário marcado pela retração dos preços de importantes commodities, essas organizações ampliaram sua participação na economia do setor e demonstraram maior capacidade de enfrentar os ciclos de mercado.

Levantamento da L.E.K. Consulting mostra que, entre 2019 e 2024, a participação das cooperativas no Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio passou de 8,1% para 15,4%, representando um crescimento de aproximadamente 90% no período. O desempenho reforça o papel estratégico do cooperativismo na produção, comercialização e industrialização agropecuária brasileira.

Cooperativas superam desaceleração do agronegócio

Segundo o estudo, o crescimento das cooperativas permaneceu acima da evolução do próprio PIB do agronegócio, mesmo diante da desaceleração observada nos últimos anos.

Após se beneficiarem do ciclo de alta das commodities agrícolas, essas organizações conseguiram manter resultados positivos durante a fase de queda dos preços, demonstrando maior resiliência financeira e capacidade de adaptação às oscilações do mercado.

Regionalmente, o Sul continua liderando em crescimento absoluto. Entretanto, Centro-Oeste e Sudeste aparecem como regiões com elevado potencial de expansão, impulsionadas pelo grande mercado consumidor e pela menor presença relativa de cooperativas.

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Modelo de negócios fortalece competitividade

O levantamento destaca que a solidez financeira, a visão de longo prazo e a diversificação das fontes de receita foram determinantes para que as cooperativas ampliassem sua participação durante a recente crise enfrentada pelo setor de distribuição de insumos.

Enquanto diversas revendas sofreram forte impacto após a queda dos preços da soja e do milho, empresas do segmento passaram por processos de recuperação judicial e extrajudicial, evidenciando a maior vulnerabilidade desse modelo de negócio.

Em contrapartida, cooperativas bem estruturadas mantiveram a oferta de crédito, preservaram sua atuação comercial e continuaram investindo em seus cooperados, fortalecendo sua posição no mercado.

O estudo também ressalta que organizações integradas, com atuação em diferentes etapas da cadeia produtiva, conseguem capturar margens em múltiplos segmentos, reduzindo os efeitos das oscilações dos preços agrícolas e aumentando sua competitividade.

Industrialização e biocombustíveis lideram nova fase de crescimento

A pesquisa aponta quatro grandes frentes que devem impulsionar a expansão das cooperativas agrícolas nos próximos anos.

A principal delas é a verticalização industrial, estratégia que amplia o processamento da produção agropecuária e permite agregar valor aos produtos, aumentar margens e reduzir a dependência de intermediários.

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Outro movimento relevante é o avanço no setor de biocombustíveis, aproveitando o crescimento da demanda por energias renováveis e a disponibilidade de matéria-prima produzida pelos próprios cooperados.

Além disso, as cooperativas vêm acelerando sua expansão geográfica, especialmente para estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e regiões do Sudeste, replicando modelos de sucesso e ampliando sua escala operacional.

O estudo também identifica oportunidades em processos de fusões e aquisições (M&A), com cooperativas capitalizadas adquirindo ativos de empresas em dificuldades financeiras, buscando ganhos de eficiência e consolidação do mercado.

Cooperativismo amplia protagonismo no agronegócio brasileiro

A análise da L.E.K. Consulting indica que o cooperativismo agrícola vive um novo ciclo de fortalecimento no Brasil. Com estrutura financeira mais robusta, foco em longo prazo e capacidade de investir mesmo em períodos adversos, as cooperativas ampliam seu protagonismo na cadeia agroindustrial.

A combinação entre industrialização, diversificação de receitas, expansão territorial e aproveitamento de oportunidades estratégicas coloca o modelo cooperativista em posição privilegiada para continuar crescendo e aumentar sua relevância na geração de valor do agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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