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Capal Expande Atuação nos Campos Gerais com Incorporação da Coopagrícola

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Capal Amplia Rede de Atuação com a Incorporação da Coopagrícola

A Capal Cooperativa Agroindustrial anunciou oficialmente a incorporação da Coopagrícola, uma das cooperativas mais tradicionais do Paraná, com mais de 60 anos de história. A operação fortalece a presença da Capal no estado e marca um novo ciclo de expansão da instituição.

Com a nova integração, a Capal passa a atuar em novos municípios dos Campos Gerais, incluindo Ponta Grossa, Palmeira, Ivaí, Ipiranga, Campo Largo e Irati, consolidando sua presença na região.

Assembleia Geral Marca a Conclusão da Negociação

A formalização da incorporação ocorreu durante a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada no último sábado (28). O encontro contou com a presença das diretorias e cooperados de ambas as instituições, que aprovaram a união após a apresentação dos detalhes da negociação e esclarecimento de dúvidas.

“O acordo representa um passo estratégico para o fortalecimento do cooperativismo e reafirma o compromisso da Capal com o crescimento sustentável e com o desenvolvimento dos produtores da região”, afirmou Adilson Roberto Fuga, presidente-executivo da Capal.

Integração Reforça o Crescimento Sustentável da Capal

Fundada em 1962, a Coopagrícola atua nos segmentos de grãos, insumos e sementes e soma agora à Capal três unidades de recebimento de grãos, lojas agropecuárias, 376 associados ativos, 44 mil hectares cultivados e capacidade de armazenamento de 116 mil toneladas.

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Com a fusão, a Capal passa a contar com 29 unidades de negócios, capacidade total de armazenagem superior a 717 mil toneladas e uma base de aproximadamente 4 mil cooperados, distribuídos em 98 municípios dos estados do Paraná e São Paulo.

“Cada incorporação fortaleceu a cooperativa e trouxe novas oportunidades de crescimento. Essa união reforça nossa capacidade de expansão e colaboração entre cooperativas”, destacou Erik Bosch, presidente do Conselho de Administração da Capal.

Operação Aprovada Pelo Cade e Reconhecida Pelo Setor

A incorporação recebeu a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), responsável por avaliar e autorizar fusões e aquisições no país, garantindo a legalidade da operação e o equilíbrio competitivo no mercado cooperativista.

Capal Registra Recordes e Expande Estrutura em 2025

No último ano, a Capal atingiu resultados expressivos. O faturamento chegou a R$ 5,4 bilhões, o maior em seus 65 anos de história, e a sobra líquida totalizou R$ 116 milhões.

A recepção de grãos alcançou 965 mil toneladas, volume 31% superior a 2024, enquanto a área assistida ultrapassou 182 mil hectares. Em 2025, a cooperativa também destinou cerca de R$ 165 milhões para investimentos em infraestrutura e expansão de suas unidades, consolidando-se como uma das principais forças do cooperativismo agroindustrial do Sul do Brasil.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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