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Capal inicia safra de verão com mobilização de equipes e amplia capacidade para 601 mil toneladas de grãos

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A Capal Cooperativa Agroindustrial realizou, em Arapoti (PR), um encontro de mobilização com seus colaboradores para marcar o início da safra de verão 2025/2026. O evento teve como foco a preparação das equipes para o recebimento, beneficiamento e armazenagem dos grãos — principalmente soja e milho — nas unidades da cooperativa.

Além das equipes operacionais, o encontro contou com a presença de representantes de áreas administrativas e de apoio, reforçando o trabalho integrado que antecede o período de colheita. A ação faz parte da estratégia da Capal para garantir uma safra segura, eficiente e bem organizada.

Nova estrutura amplia capacidade total para 601 mil toneladas

Um dos destaques da preparação para a nova safra é a ampliação da infraestrutura de armazenagem da cooperativa. Com a construção de uma nova bateria de silos em Arapoti, a Capal passa a ter capacidade total de armazenamento de 601 mil toneladas de grãos, somando todas as suas unidades operacionais.

Segundo a diretora industrial da Capal, Valquíria Demarchi, o envolvimento de todos os setores é essencial para o sucesso do processo de recebimento da safra.

“O objetivo é receber a safra com tranquilidade e atender o cooperado para que ele consiga realizar uma boa gestão, colhendo no momento certo e preservando a qualidade dos grãos”, destacou.

Durante o evento, os participantes discutiram temas estratégicos como logística, gestão de pessoas, segurança do trabalho, meio ambiente, planejamento pós-colheita, beneficiamento e armazenagem, além das obrigações fiscais relacionadas à operação.

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Expectativas positivas para o desempenho das lavouras

O engenheiro agrônomo Eliezer Fatiga Solda, do Departamento de Assistência Técnica – Agrícola da Capal, avaliou que a atual safra apresenta bom desempenho. Segundo ele, as lavouras de soja e milho estão se desenvolvendo de forma satisfatória, com baixa incidência de pragas e doenças e chuvas suficientes na maioria das regiões.

“De maneira geral, o desenvolvimento das lavouras está muito bom. O potencial produtivo está dentro do esperado, com exceção de áreas pontuais que sofreram com déficit hídrico”, afirmou Solda.

Paraná deve colher 22 milhões de toneladas de soja, aponta Deral

De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a soja ocupa atualmente 4,8 milhões de hectares plantados no Paraná, com estimativa de produção de 22 milhões de toneladas.

O cenário reforça o otimismo do setor e a importância de cooperativas como a Capal, que investem em estrutura e planejamento para garantir eficiência no recebimento e na qualidade dos grãos durante todo o ciclo produtivo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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IAC orienta produtores rurais para enfrentar alta dos fertilizantes e reforçar eficiência no campo

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A escalada nos preços dos fertilizantes, impulsionada por tensões geopolíticas e pela instabilidade nas cadeias globais de suprimento, acende um alerta para o agronegócio brasileiro. Com projeções de novos recordes de preços, produtores rurais precisam adotar estratégias mais eficientes para garantir rentabilidade e sustentabilidade das lavouras.

Diante desse cenário, o Instituto Agronômico (IAC), de Campinas (SP), vinculado à APTA da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, divulgou recomendações técnicas voltadas ao uso racional de insumos e à melhoria da eficiência produtiva no campo.

Uso eficiente de fertilizantes é prioridade em cenário de crise global

Segundo o pesquisador da área de solos e vice-coordenador do IAC, Heitor Cantarella, o momento exige decisões mais técnicas e estratégicas dentro da porteira.

“Nosso objetivo é orientar os agricultores diante da provável alta dos fertilizantes, resultado de conflitos internacionais que afetam rotas logísticas e a própria produção de insumos”, explica o especialista.

O cenário é agravado pela dependência brasileira: cerca de 80% dos fertilizantes utilizados no país são importados, muitos deles transportados por rotas estratégicas afetadas por instabilidades geopolíticas.

3 recomendações do IAC para reduzir custos e aumentar eficiência no campo

O Instituto Agronômico destaca três medidas centrais que podem ajudar o produtor rural a enfrentar o aumento dos custos sem comprometer a produtividade.

1. Análise de solo como base da adubação racional

A primeira orientação é a realização de análise de solo detalhada. A prática permite identificar com precisão as necessidades nutricionais da área, evitando desperdícios e aplicações desnecessárias.

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Com base nesse diagnóstico, o produtor consegue aplicar o fertilizante correto, na dose adequada e no local apropriado, otimizando o investimento.

2. Calagem melhora aproveitamento dos nutrientes e reduz custos

A segunda recomendação é a adoção da calagem, prática que corrige a acidez do solo e melhora a eficiência da adubação.

O calcário, insumo abundante e de produção nacional, contribui para:

    • Correção da acidez do solo
    • Neutralização da toxidez por alumínio
    • Maior desenvolvimento radicular das plantas
    • Aumento da disponibilidade de fósforo e outros nutrientes
    • Fornecimento de cálcio e magnésio

Além dos benefícios agronômicos, a calagem apresenta custo relativamente baixo quando comparada aos fertilizantes importados, tornando-se uma alternativa estratégica em períodos de alta nos insumos.

3. Boas práticas agrícolas e conceito 4C de manejo

O IAC também reforça a importância da adoção das boas práticas agrícolas, baseadas no conceito conhecido como 4C:

    • Dose certa
    • Fonte certa
    • Época certa
    • Local certo

Esses princípios são fundamentais para aumentar a eficiência do uso de fertilizantes e evitar perdas econômicas.

Além disso, o instituto destaca a importância da economia circular no campo, com o aproveitamento de resíduos orgânicos como estercos e compostos produzidos na própria propriedade.

Cenário internacional pressiona preços e amplia incertezas

A instabilidade no mercado global de fertilizantes tem impacto direto sobre o Brasil. A guerra entre Estados Unidos e Irã afetou rotas comerciais estratégicas e elevou custos logísticos e de produção.

Um dos principais pontos críticos é o Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte de petróleo e matérias-primas usadas na produção de fertilizantes nitrogenados.

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De acordo com o IAC, o preço do enxofre — insumo fundamental para fertilizantes fosfatados — já registrou altas entre 300% e 400% desde o início do conflito.

Impactos podem atingir cadeia produtiva e inflação

A elevação dos custos de produção gera efeitos em cadeia. Caso o aumento seja repassado ao consumidor, há risco de pressão inflacionária. Por outro lado, se o produtor não conseguir repassar os custos, a rentabilidade da atividade agrícola pode ser comprometida, ampliando o endividamento no campo.

Outro fator de preocupação é o momento de baixa nos preços das commodities agrícolas, o que reduz ainda mais as margens do produtor rural.

IAC reforça papel estratégico da pesquisa no apoio ao produtor

Para o Instituto Agronômico, o cenário atual reforça a importância da pesquisa aplicada na agricultura.

Segundo Cantarella, instituições como o IAC têm papel fundamental ao traduzir conhecimento técnico em soluções práticas para o campo, especialmente em momentos de instabilidade global.

“O uso de tecnologias já consolidadas é essencial para orientar o produtor e ajudá-lo a atravessar períodos de crise com maior segurança”, destaca o pesquisador.

Conclusão

Em meio à volatilidade dos preços dos fertilizantes e às incertezas do mercado internacional, o IAC reforça que eficiência agronômica, manejo adequado do solo e uso racional de insumos são os principais caminhos para manter a competitividade da agricultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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