A empresa não divulgou a causa da morte do Capitão Michele Bartolomei.
Michele Bartolomei, capitão do Diamond Princess, morreu a bordo durante uma viagem de cruzeiro. O funcionário faleceu após “uma emergência médica repentina”, segundo a Princess Cruises, responsável pela embarcação.
O navio partiu em 6 de maio para uma viagem de 19 dias pelo Japão, Coreia do Sul e Taiwan. Após a morte, o capitão Salvatore Macera assumiu o comando provisoriamente até a chegada de Renzo Lembo, que embarcou em 20 de maio e seguiu na liderança da embarcação.
Em nota, a empresa disse que o comandante Bartolomei “foi um líder respeitado”, além de exemplo de “profissionalismo, dedicação e cuidado tanto com os hóspedes como com a tripulação”.
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Navios de cruzeiro contam com estruturas médicas completas e protocolos rígidos para lidar com emergências
“Nossos corações estão com a família do Capitão Bartolomei neste momento incrivelmente difícil, e apresentamos nossas mais profundas condolências a eles. Também prestamos apoio a toda a tripulação do Diamond Princess e a todos os funcionários da nossa empresa que tiveram a honra de trabalhar ao lado dele”, diz trecho da nota da Princess Cruises.
Como funcionam os atendimentos médicos em cruzeiros?
Os cruzeiros são alvo das buscas de viajantes que desejam conforto e relaxamento. No entanto, os dias em alto-mar podem virar um verdadeiro pesadelo. Afinal, assim como qualquer outro lugar, as pessoas estão suscetíveis a eventos negativos, como doenças, mortes e crimes.
E os navios são altamente preparados para ambas as situações — sobretudo as embarcações de grande porte. Essas possuem equipes médicas, unidades de atendimento e até necrotérios.
As linhas que integram a CLIA(Cruise Lines International Association) devem ter:
Ao menos um médico disponível 24 horas por dia;
Duas salas médicas, sendo uma delas equipada para cuidados intensivos;
Equipamentos para monitoramento dos sinais vitais;
A partir de 2026,deverão ter equipamentos de ultrassom a bordo.
Morte e prisões a bordo: o que acontece?
No caso de fatalidades, o protocolo é rígido. As equipes são instruídas para lidar com as mortes, que devem ser imediatamente comunicadas ao capitão, assim como à equipe em terra e autoridades competentes.
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A parada cardíaca é um dos incidentes mais comuns a bordo.
A palavra final sobre a logística de transporte de um corpo (ou paciente necessitado) é do capitão. Médicos legistas e a polícia embarcam no porto seguinte para registrar o caso. Normalmente, a funerária também retira o corpo, já que as autoridades não permitem que o navio zarpe com o falecido a bordo.
Não há policiais ou prisões a bordo. Ainda assim, há um local destinado para os infratores: é uma cabine conhecida como “brig”. Passageiros que cometem crimes graves permanecem nesta sala, que possui cama e banheiro, mas sem grades, como uma prisão convencional. Já bêbados ou desordeiros podem ficar sob “prisão na cabine “, saindo apenas quando acompanhado de um segurança.
O que diz a lei sobre crimes em alto-mar?
Divulgação
Crimes cometidos a bordo de embarcações e aeronaves são julgados conforme o Código Penal.
Crimes cometidos em qualquer embarcação nas águas brasileiras estão sujeitas à lei brasileira. Isto é: serão processados e julgados pela justiça do primeiro porto brasileiro em que tocar a embarcação após o crime ou, quando se afastar do país, pela do último em que houver tocado.
No caso de delitos cometidos em navios de grande porte, aqueles aptos a navegar em alto-mar, compete à Justiça Federal.
Art. 5º – § 1º – Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar.
§ 2º – É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil.
Localizado na região noroeste do Ceará, o Parque Nacional de Ubajara é mais um dos vários destinos que o Brasil oferece para quem busca ecoturismo e contemplação da natureza. Abrangendo áreas dos municípios de Ubajara, Tianguá e Frecheirinha, a unidade protege um total de 6.299 hectares de uma rica zona de transição entre a Caatinga e a Mata Atlântica.
Criado em 1959, o parque destaca-se pela sua relevância ambiental e por abrigar um dos maiores patrimônios espeleológicos do país, com cavernas, grutas, fendas e outras formações subterrâneas. Situada na Serra da Ibiapaba, a unidade tem como um dos seus grandes atrativos o passeio de teleférico no tradicional bondinho, que oferece uma vista panorâmica da vegetação e dos paredões rochosos.
Para os amantes de caminhadas e de aventura ao ar livre, o parque oferece opções para diversos perfis de visitantes. O público conta com percursos como a Trilha da Samambaia, o Circuito das Cachoeiras, o Mirante do Pendurado e a Trilha Ubajara-Araticum, além da grande travessia do Parque Nacional de Ubajara. A unidade também contempla praticantes de cicloturismo, por meio da Trilha Cara Suja – Bike.
O Parque Nacional de Ubajara também se integra à Trilha Caminhos da Ibiapaba. O itinerário conecta o norte do Piauí à região da Ibiapaba, no Ceará, tendo mais de 300 quilômetros. A rota engloba unidades de conservação, ecossistemas da Caatinga e da Mata Atlântica, bem como sítios históricos e arqueológicos, promovendo a conservação ambiental e o desenvolvimento do turismo sustentável na região.
Toda esta imponência geológica é cercada por uma expressiva riqueza natural. Por isso, o parque é palco de diversos programas de pesquisa, monitoramento e conservação da biodiversidade do bioma Caatinga, servindo de refúgio para a vida silvestre e de espaço para atividades contínuas de educação ambiental e integração comunitária.
Como chegar
A principal porta de entrada para o Parque Nacional de Ubajara é a sede administrativa na cidade de Ubajara, com acesso pela rodovia estadual CE-187 (Rodovia da Confiança). Partindo da capital do estado, Fortaleza, o trajeto rodoviário segue em direção à região da Serra da Ibiapaba.
Por se tratar de uma unidade de conservação sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a visita aos seus atrativos segue protocolos operacionais que garantem a segurança dos turistas e a preservação do patrimônio natural.
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