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Caravana Adapta+Escolas iniciou mobilização nacional por justiça climática e escolas resilientes no Distrito Federal

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A Caravana Adapta+Escolas iniciou, em 12 de junho, mobilização nacional em prol da justiça climática e da construção de escolas mais resilientes à mudança do clima. A primeira etapa do projeto ocorreu no Instituto Federal de Brasília (IFB), Campus Estrutural, no Distrito Federal, e reuniu estudantes, educadores, gestores públicos, movimentos sociais e representantes da sociedade civil.

A iniciativa buscou fortalecer o protagonismo da juventude no enfrentamento da emergência climática e promover o debate sobre adaptação à mudança do clima no ambiente escolar. Ao longo de 2026, a Caravana percorrerá todas as regiões do país com atividades voltadas à educação climática, participação social e construção coletiva de soluções para tornar as escolas mais preparadas para os impactos dos eventos extremos.

Promovida pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a ação contou com apoio dos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima, da Educação e da Saúde, além da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), do Instituto Talanoa e do Instituto Alana.

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A realização da Caravana ocorreu em um contexto de intensificação dos impactos da mudança do clima sobre a educação. Eventos extremos, como ondas de calor, secas prolongadas, enchentes e chuvas intensas, têm afetado o funcionamento das escolas, comprometido o processo de aprendizagem e ampliado riscos à saúde de crianças e adolescentes.

Entre os destaques da programação esteve a apresentação e assinatura do Protocolo Adapta Escolas, documento que propõe o fortalecimento da agenda climática nas instituições de ensino brasileiras. O protocolo prevê a incorporação do tema da adaptação climática nos processos pedagógicos e incentiva a destinação de recursos para ações permanentes de educação climática, sensibilização e adaptação no ambiente escolar.

Durante o encontro, os participantes acompanharam diálogos, oficinas temáticas, atividades culturais e espaços de mobilização estudantil. Os debates abordaram temas como a importância do Cerrado para a adaptação climática, soluções baseadas na natureza aplicadas às escolas, mitigação da mudança do clima, justiça climática, racismo ambiental e os impactos dos eventos extremos sobre a saúde de crianças e adolescentes.

A programação incluiu ainda atividades de integração, apresentações culturais, uma batalha do conhecimento voltada à temática climática e uma plenária final para apresentação dos resultados das oficinas e elaboração de um manifesto coletivo.

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Após a etapa do Distrito Federal, a Caravana seguiu para a região Norte, com atividades realizadas em Manaus (AM), em 22 de junho, e previstas para Belém (PA), em 30 de junho. A expectativa é consolidar uma rede nacional de estudantes, educadores e instituições comprometidos com a construção de escolas mais inclusivas, sustentáveis e preparadas para os desafios climáticos do presente e do futuro.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Manejo integrado pode reduzir perdas por geadas no trigo do Sul, alerta Vittia

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A adoção de manejo integrado nas lavouras de trigo do Sul do Brasil pode ser decisiva para reduzir perdas causadas por geadas e outros eventos climáticos típicos do inverno. A avaliação é da Vittia, que defende o uso combinado de fertilizantes foliares, bioestimulantes e soluções biológicas como forma de fortalecer as plantas e ampliar sua capacidade de tolerar o estresse térmico.

Com a chegada do período mais frio do ano, produtores da região Sul enfrentam desafios recorrentes relacionados a baixas temperaturas, excesso de umidade e ocorrência de geadas, fatores que podem comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade dos grãos.

Produção de trigo projetada em 6,38 milhões de toneladas na safra 2026

De acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de trigo na safra 2026 deve atingir cerca de 6,38 milhões de toneladas. A área cultivada, por sua vez, tende a recuar para aproximadamente 2,14 milhões de hectares, o que reforça a necessidade de maior eficiência produtiva e redução de perdas no campo.

Nesse contexto, o manejo adequado da lavoura passa a ser um fator estratégico para proteger o investimento do produtor rural, especialmente em um cenário de margens mais apertadas e maior exposição ao risco climático.

Geada é um dos principais riscos da cultura do trigo

Segundo a Vittia, a geada está entre os principais fatores de risco para a cultura do trigo no Brasil, podendo impactar diferentes fases de desenvolvimento da planta.

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O coordenador de Desenvolvimento de Mercado da empresa para a Região Sul, Gustavo Rubim, destaca que o planejamento antecipado é essencial para reduzir os impactos das baixas temperaturas.

“Mesmo em um inverno sob influência do El Niño, o produtor não deve descuidar do risco de geadas, sendo fundamental adotar estratégias de manejo bem definidas para reduzir possíveis impactos sobre o desenvolvimento e a produtividade das plantas”, afirma.

Além do frio intenso, Rubim ressalta que o período de inverno também traz outros desafios, como excesso de umidade, maior pressão de doenças e limitações operacionais no campo.

Manejo integrado é fundamental para reduzir riscos climáticos

De acordo com a Vittia, a combinação de práticas de manejo é determinante para aumentar a resiliência das lavouras. Entre as principais estratégias estão:

Principais pilares do manejo integrado:

  • Manejo adequado do solo
  • Nutrição equilibrada das plantas
  • Controle fitossanitário eficiente
  • Uso de soluções biológicas
  • Monitoramento climático constante
  • Escolha correta da época de semeadura
  • Cultivares adaptadas à região

Essas práticas ajudam a reduzir o risco de que fases críticas da cultura coincidam com períodos de maior incidência de geadas.

Impactos da geada variam conforme o estágio da cultura

A Vittia alerta que os danos provocados pelo frio intenso dependem diretamente do estágio fenológico do trigo no momento da ocorrência.

Fase vegetativa: danos geralmente limitados à queima de folhas e redução temporária do crescimento, com possibilidade de recuperação

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Espigamento, florescimento e enchimento de grãos: riscos mais elevados, com possível esterilidade de espiguetas, falhas na formação dos grãos e redução da produtividade e qualidade

Nutrição foliar e bioestimulantes ajudam na recuperação das plantas

Entre as ferramentas recomendadas para mitigar os efeitos do estresse térmico estão fertilizantes foliares e bioestimulantes. Segundo a empresa, esses produtos atuam como suporte fisiológico, ajudando a manter as plantas mais nutridas e preparadas para enfrentar condições adversas.

Nutrientes como potássio, cálcio, magnésio e micronutrientes contribuem para o equilíbrio metabólico da planta. Já compostos como aminoácidos e extratos de algas auxiliam na recuperação após eventos de geada.

Além disso, os bioestimulantes estimulam mecanismos naturais de defesa, aumentando a atividade antioxidante e reduzindo danos celulares causados pelo frio.

Estratégia deve ser preventiva e integrada, reforça Vittia

Para a Vittia, o uso dessas tecnologias deve estar inserido em uma estratégia de manejo mais ampla, com foco preventivo e planejamento antecipado.

“Não é possível controlar o clima, mas contribuir para que a planta esteja mais equilibrada nutricionalmente antes do evento e tenha melhores condições de recuperação”, destacou Gustavo Rubim.

O cenário reforça a importância de tecnologias agrícolas e práticas integradas como ferramentas essenciais para reduzir riscos climáticos e garantir maior estabilidade produtiva no trigo cultivado na região Sul do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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