Turismo

Carnaval 2026: Mais de 65 milhões de foliões devem tomar as ruas pelo país

Publicado

Quando os confetes, as fantasias e o brilho tomam conta das ruas, é sinal de que a maior festa popular do planeta chegou. Seja para correr atrás do trio elétrico, desfilar nas escolas de samba ou cantar as marchinhas nos bloquinhos de rua, a mobilização nacional para a folia deste ano promete ser histórica.

Em 2026, a expectativa é que mais de 65 milhões de foliões devam sair às ruas em todo o Brasil, o que representa um aumento expressivo de 22% em comparação com 2025. As capitais continuam sendo os grandes polos dessa celebração, atraindo visitantes de todos os cantos do mundo. Os dados são das Secretarias de Turismo estaduais.

Juntas, as principais cidades do país, como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Olinda e Recife, devem reunir mais de 40 milhões de pessoas, impulsionando a ocupação hoteleira e movimentando o setor de serviços. É uma festa democrática, que vai da grandiosidade dos desfiles à espontaneidade dos blocos de rua.

A região Sudeste concentra alguns dos números mais expressivos da folia. São Paulo espera superar a marca de 16 milhões de foliões do ano passado, com os mais de 600 blocos cadastrados para desfilar pelas ruas da capital paulista. Já o Rio de Janeiro, vitrine do carnaval para o mundo, terá mais de 462 blocos e projeta colocar nas ruas da cidade mais de 8 milhões e movimentar mais de R$ 5,7 bilhões na economia carioca, segundo a Riotur. Na capital carioca a rede hoteleira também está aquecida, operando quase em capacidade máxima, alcançando 98% de ocupação.

Leia mais:  Jericoacoara: nova taxa de entrada será implementada

Em Minas Gerais, a folia segue em ritmo de crescimento e deve voltar a bater recordes. Belo Horizonte projeta reunir 6,2 milhões de foliões em suas ladeiras e avenidas, segundo a Belotur, com cerca de 20% desse público formado por turistas — dois pontos percentuais a mais que em 2025, quando eles representaram 18%. A expectativa é de um impacto econômico superior a R$ 1 bilhão, impulsionado por quase 60 blocos espalhados pela cidade e por uma taxa de ocupação hoteleira estimada em 75%. Os números reforçam a força e a diversidade do Carnaval mineiro, que vai dos megablocos às manifestações mais tradicionais, atendendo a todos os perfis de público.

No Nordeste, o Carnaval se destaca pela força da cultura popular e pela intensa procura de turistas. Em Salvador, a expectativa é superar os 11 milhões de foliões de 2025, com a chegada de cerca de 1,2 milhão de visitantes entre 12 e 18 de fevereiro, período oficial da festa, segundo o Observatório do Turismo da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult). O volume de turistas representa crescimento de 10,2% em relação ao ano anterior e deve elevar a taxa de ocupação hoteleira para acima de 90%.

Leia mais:  VÍDEO: pombos invadem avião nos EUA e interrompem decolagem

Já em Recife, outro destaque do Carnaval nordestino, está com a expectativa de reunir mais de 3,6 milhões na capital pernambucana, de acordo com Prefeitura do Recife. Serão cerca de 70 atrações nos seis dias de festa que devem gerar uma movimentação financeira de R$ 2,7 bilhões na economia local. Do frevo ao maracatu, Olinda (PE) espera receber mais de 4 milhões de foliões, superando a marca do ano anterior. É a confirmação de que o verão nordestino é o palco de uma das maiores manifestações culturais do planeta.

Outros destinos nacionais também esperam alta movimentação durante o Carnaval, mostrando a força da folia na movimentação turística e econômica que impulsiona o Brasil.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Comentários Facebook
publicidade

Turismo

Websérie do MTur revela histórias e bastidores do “Maior São João do Mundo”, em Campina Grande (PB)

Publicado

Há mais de quatro décadas, Campina Grande (PB) transforma o mês de junho em um espetáculo que une tradição, cultura e turismo. Conhecida internacionalmente por sediar “O Maior São João do Mundo”, a cidade tem nos festejos a principal expressão de sua identidade. Com a expectativa de atrair mais de 3,5 milhões de pessoas e injetar cerca de R$ 816 milhões na economia local ao longo de 33 dias de programação em 2026, a cidade foi a escolhida para abrir a websérie “Destino: Festas Juninas”, produzida pelo Ministério do Turismo (MTur) e disponível nas redes sociais e nas principais plataformas de rádio.

O episódio de estreia vai muito além dos holofotes e dos grandes palcos para homenagear quem realmente constrói a festa. A produção mergulha no dia a dia de músicos, artesãos, trabalhadores da economia criativa e famílias que transmitem suas heranças de geração em geração. O roteiro evidencia como a cultura, o turismo e o desenvolvimento regional caminham de mãos dadas.

Acesse o primeiro episódio da série nas redes oficiais do Ministério do Turismo: Youtube; Facebook; Instagram do Ministério do Turismo e
Spotify.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a cidade paraibana é o grande símbolo da força econômica e cultural dessa festividade. “Campina Grande conseguiu transformar uma tradição popular em uma experiência capaz de atrair milhões de visitantes todos os anos. Mas o que torna essa festa única são as pessoas que mantêm essa cultura viva. O episódio mostra justamente como a música, o artesanato, a fé e o afeto ajudam a construir uma das maiores celebrações do país”, destaca.

Leia mais:  VÍDEO: pombos invadem avião nos EUA e interrompem decolagem

O forró como herança familiar

Entre os protagonistas do episódio está a família Cabral, responsável pelo Trio Pé no Pé. A relação com a música começou ainda na infância da cantora Sueli Farias de Moraes Cabral, que herdou do pai, um tradicional sanfoneiro, o amor incondicional pela cultura nordestina. Hoje, ao lado do marido, José Ailton, e do filho, Samuel, ela mantém viva uma tradição atravessada por gerações.

“Meu pai era sanfoneiro e, desde pequena, eu cantava enquanto ele tocava. Ele deixou esse legado para a gente”, relembra Sueli, orgulhosa. O filho, Samuel, reforça que a paixão pelo forró nasceu dentro de casa. “Foi por influência dos meus pais, que sempre prezaram pela nossa identidade, principalmente na época junina”. A história da família ilustra como o ritmo segue como um dos elementos centrais da identidade nordestina.

Amor sob a “Pirâmide do Parque do Povo”

A websérie também acompanha uma das celebrações mais aguardadas do calendário de Campina Grande: o Casamento Coletivo, realizado sob a icônica Pirâmide do Parque do Povo. No início de junho deste ano, 96 casais disseram “sim” em uma cerimônia emocionante, que reúne familiares, amigos e turistas.

Entre os recém-casados estavam Adriana e Reginaldo, que se conheceram dançando forró na cidade e decidiram oficializar a união no principal palco da festa. Para Adriana, a escolha do local coroou a história do casal. “Tem tudo a ver com a gente. Eu amo os festejos. Casar aqui foi algo que vai ficar marcado para sempre”, conta. Reginaldo, que já não esperava encontrar um novo amor, relembra o dia em que se conheceram. “Quando a vi, pensei: vou chamar para dançar. Ela aceitou e estamos juntos até hoje”.

Leia mais:  Ilhabela: roteiro de 5 dias com praias, cachoeiras e relax

Roteiro da cultura

Além das emocionantes histórias de vida, a produção apresenta os espaços que ajudam a consolidar Campina Grande como um dos principais pólos turísticos do Brasil. O roteiro passa pelas barracas do Parque do Povo, pela famosa Vila do Artesão e pelas manifestações que fazem do forró um patrimônio cultural imaterial, uma força capaz de atrair visitantes, gerar oportunidades e fortalecer a economia local.

Destino: Festas Juninas

Lançada pelo MTur, a iniciativa multiplataforma dá visibilidade às festividades em cinco dos maiores polos festivos do Nordeste: Campina Grande (PB), Caruaru (PE), Mossoró (RN), Maracanaú (CE) e Petrolina (PE).

Por meio de 10 episódios de uma websérie disponível nas redes sociais e uma série de rádio, o projeto joga luz sobre os bastidores e as pessoas que fazem a festa acontecer, apresentando o tradicional São João por diferentes ângulos.

A narrativa mostra como a preservação de uma das mais importantes manifestações culturais e turísticas do país funciona como uma engrenagem fundamental para impulsionar o turismo, movimentar a economia e gerar oportunidades para a população local.

Levantamento do Ministério do Turismo indica que apenas cinco das principais festas juninos do país devem movimentar R$ 2,4 bilhões, gerando renda e empregos no período.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana