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Carne bovina de Mato Grosso chega a 81 países; China lidera importações no primeiro semestre

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De janeiro a julho deste ano, Mato Grosso exportou 458,3 mil toneladas de carne bovina para 81 países. A China manteve a posição de principal destino, absorvendo 51,5% desse volume — o equivalente a 236,3 mil toneladas.

As vendas renderam ao estado uma receita de US$ 2 bilhões nos sete primeiros meses de 2025, com valor médio de US$ 5,2 mil por tonelada. A maior parte da carne seguiu pelos portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP), corredores logísticos estratégicos para abastecer mercados da Ásia e da Europa.

China lidera compras; EUA e Rússia ocupam posições de destaque

A liderança chinesa reforça a importância do país asiático como destino das exportações brasileiras de proteína animal. O segundo maior comprador de Mato Grosso no período foram os Estados Unidos, com 28,2 mil toneladas (6,1% do total). Na sequência aparece a Rússia, com 27,4 mil toneladas (5,99%).

Segundo analistas, o cenário pode sofrer alterações no segundo semestre diante das recentes medidas do governo norte-americano em relação ao comércio internacional de carne.

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Diversificação de mercados internacionais

Além dos três principais compradores, a carne bovina mato-grossense também chegou a destinos estratégicos em diferentes continentes. Entre eles estão Chile, Filipinas, Egito, Arábia Saudita, México, Itália, Emirados Árabes Unidos, Argélia, Espanha, Hong Kong, Líbia, Reino Unido, Líbano e Aruba.

Esse desempenho reforça o papel de Mato Grosso como um dos maiores players globais no setor de proteínas.

Mato Grosso: gigante da pecuária nacional

Com mais de 34 milhões de cabeças de gado, Mato Grosso concentra cerca de 17% do rebanho bovino brasileiro, o que sustenta sua posição de destaque nas exportações do país.

Segundo o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o desempenho positivo é resultado de uma produção sustentável aliada ao uso de tecnologia.

“Os números mostram que Mato Grosso é reconhecido não apenas pela qualidade da carne bovina, mas também pela forma sustentável com que produzimos. Esse equilíbrio garante competitividade e fortalece a confiança dos mercados internacionais”, afirmou.

Andrade destacou ainda que os investimentos contínuos em inovação e boas práticas ambientais são fundamentais para consolidar a imagem do estado como fornecedor confiável.

“O mercado internacional tem cada vez mais confiança na carne bovina mato-grossense. Esse reconhecimento é fruto de anos de investimento em tecnologia e sustentabilidade, fatores que hoje são diferenciais competitivos importantes”, acrescentou.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Pamplona Alimentos investe R$ 64 milhões em genética suína própria e inovação produtiva em Santa Catarina

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A Pamplona Alimentos anunciou a implantação de um projeto estratégico de R$ 64 milhões voltado ao desenvolvimento de genética suína própria. A iniciativa, aprovada pela FINEP, será executada ao longo de três anos nos municípios de Rio do Sul e Pouso Redondo, em Santa Catarina.

O objetivo é fortalecer o programa interno de melhoramento genético da companhia, com impacto direto na produtividade, qualidade da carne e eficiência da cadeia suinícola.

Projeto aposta em tecnologia, ciência e integração produtiva

A iniciativa prevê a estruturação de um modelo integrado de desenvolvimento e difusão genética, conectando pesquisa, validação e aplicação em escala produtiva.

O foco está na criação e multiplicação de material genético de alto desempenho, além do desenvolvimento de novas linhagens maternas, considerando critérios como eficiência alimentar, desempenho zootécnico, habilidade materna, qualidade de carne e bem-estar animal.

Segundo a companhia, o investimento reforça a estratégia de internalização do conhecimento genético e elevação do padrão tecnológico da produção.

Nova granja em Pouso Redondo concentra maior parte dos investimentos

Em Pouso Redondo (SC), será implantada a Granja Ribeirão Vassouras, voltada ao desenvolvimento de novas linhas maternas de suínos. O projeto prevê investimento de R$ 52,8 milhões ao longo de três anos.

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A estrutura contará com tecnologias como ambientes climatizados, alimentação de precisão com identificação individual por chip, baias coletivas com maior mobilidade e sistemas avançados de avaliação estatística dos animais.

A unidade também reforça práticas de bem-estar animal já adotadas pela empresa, com foco em eficiência produtiva e evolução contínua do sistema de produção.

Rio do Sul terá unidade de difusão genética e sêmen suíno

Em Rio do Sul (SC), será instalada a Granja Lauro Pamplona, com investimento de R$ 11,2 milhões. A unidade será responsável pela difusão genética e processamento de sêmen suíno de alto índice genético.

O projeto inclui o uso de genômica para análise do DNA dos animais, identificando características desejáveis para cruzamentos e melhoria dos índices produtivos.

A estrutura contará com controle rigoroso de temperatura, umidade e qualidade do ar, além de sistemas de rastreabilidade por identificação eletrônica, garantindo maior precisão na gestão genética e preservação de material de diferentes gerações.

Suinocultura avança com base em inovação e genética de precisão

Com o novo projeto, a Pamplona Alimentos reforça sua estratégia de inovação no setor suinícola, ampliando o uso de tecnologia e ciência aplicada ao campo.

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A expectativa é que a iniciativa contribua para ganhos de eficiência produtiva, maior qualidade da carne e fortalecimento da competitividade da suinocultura brasileira no mercado interno e externo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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