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Carne suína enfrenta equilíbrio entre oferta e demanda e limita avanço de preços no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína atravessou a semana com comportamento misto nos preços do quilo vivo e dos principais cortes no atacado. O cenário é marcado por um equilíbrio entre oferta e demanda em algumas regiões, enquanto em outras a disponibilidade de animais ainda pressiona as negociações e limita avanços mais consistentes nas cotações.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, o ambiente de negócios segue regionalmente desigual. Em Minas Gerais, por exemplo, o maior equilíbrio entre oferta e demanda permitiu leves avanços nos preços. No entanto, em boa parte do país, a indústria mantém postura cautelosa nas compras.

Oferta confortável mantém indústria cautelosa nas compras

Segundo o analista, a oferta de animais vivos ainda é suficiente para atender a demanda com tranquilidade em diversas regiões, o que reduz a necessidade de disputa por matéria-prima entre os frigoríficos.

Esse cenário tem levado a indústria a adotar uma postura mais conservadora nas negociações, principalmente diante de um mercado atacadista que segue com preços relativamente estáveis e sem força para sustentar altas mais expressivas.

No atacado, foram registradas apenas elevações pontuais ao longo da semana. Ainda assim, o ambiente geral permanece pressionado, especialmente para os cortes suínos.

Consumo interno pode ganhar suporte sazonal

Apesar das limitações no mercado, há expectativa de melhora no consumo interno. Dois fatores são destacados como potenciais impulsionadores da demanda: os preços mais competitivos da carne suína, após recuos ao longo do semestre, e eventos sazonais que estimulam o consumo, como grandes competições esportivas e reuniões sociais.

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Esse movimento pode contribuir para sustentar o escoamento da produção no mercado doméstico nas próximas semanas.

Exportações seguem como principal fator positivo

No mercado externo, as exportações continuam sendo o principal pilar de sustentação do setor. A demanda internacional segue firme, com destaque para as Filipinas, que vêm ampliando as compras de carne suína brasileira e impulsionando os embarques.

Esse fluxo externo ajuda a compensar parcialmente a limitação de ganhos no mercado interno e mantém o setor com desempenho relativamente estável no comércio exterior.

Preços do suíno vivo e cortes apresentam leve variação

De acordo com levantamento da Safras & Mercado, a média nacional do preço do quilo do suíno vivo subiu de R$ 5,33 para R$ 5,34 na semana, mostrando estabilidade com leve viés de alta.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,88, enquanto o pernil registrou média de R$ 11,18.

Em São Paulo, a arroba suína permaneceu estável em R$ 101,00. No Rio Grande do Sul, o quilo vivo recuou na integração de R$ 5,70 para R$ 5,55, enquanto no interior ficou estável em R$ 5,10.

Em Santa Catarina, a integração também caiu de R$ 5,70 para R$ 5,55, enquanto o interior apresentou alta de R$ 4,95 para R$ 5,05. No Paraná, o mercado livre manteve estabilidade em R$ 4,90, e a integração recuou de R$ 5,75 para R$ 5,60.

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No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande permaneceu em R$ 5,10, enquanto a integração caiu de R$ 5,65 para R$ 5,55. Em Goiás, houve alta de R$ 5,25 para R$ 5,40. Já em Minas Gerais, os preços avançaram de forma mais expressiva, com o interior subindo de R$ 5,60 para R$ 6,00 e o mercado independente de R$ 5,80 para R$ 6,10. No Mato Grosso, o preço em Rondonópolis ficou estável em R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,70 para R$ 5,55.

Exportações de carne suína recuam em valor, mas mantêm bom volume embarcado

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 135,892 milhões em junho (nove dias úteis), com média diária de US$ 15,099 milhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O volume total exportado no período foi de 54,717 mil toneladas, com média diária de 6,079 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.483,5 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve recuo de 5,9% no valor médio diário, queda de 0,4% no volume médio diário e baixa de 5,4% no preço médio, indicando leve perda de desempenho no período, apesar da manutenção de embarques relevantes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Terminal Integrador de Uberaba completa 10 anos e supera 57 milhões de toneladas movimentadas para exportação do agronegócio

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O Terminal Integrador de Uberaba (TIUB), da VLI, completa dez anos de operação consolidando-se como uma das principais estruturas logísticas do agronegócio brasileiro. Localizado no Triângulo Mineiro e integrado ao Corredor Sudeste da companhia, o terminal já movimentou mais de 57 milhões de toneladas de grãos e açúcar destinados ao mercado internacional, fortalecendo o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste para os portos da Baixada Santista.

Desde o início das operações, o terminal tornou-se um dos principais elos da logística nacional para soja, milho, farelo de soja e açúcar, contribuindo para reduzir custos de transporte, aumentar a eficiência operacional e ampliar a competitividade das exportações brasileiras.

Corredor estratégico liga o Centro-Oeste ao Porto de Santos

O TIUB integra o Corredor Sudeste da VLI, que conecta as regiões produtoras à Baixada Santista por meio da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), permitindo que grandes volumes de cargas agrícolas sejam transportados de forma mais eficiente até os terminais portuários.

Construído em uma área superior a 5,4 mil metros quadrados, o complexo é atualmente o maior terminal da companhia e possui capacidade para movimentar anualmente 6,3 milhões de toneladas de grãos e 2,4 milhões de toneladas de açúcar.

Segundo a VLI, a estrutura foi concebida para concentrar a produção agrícola regional e realizar sua transferência para o modal ferroviário com elevado nível de produtividade.

Estrutura de alta capacidade acelera operações

Um dos diferenciais do Terminal Integrador de Uberaba é sua moderna pera ferroviária, equipada com duas linhas de carregamento simultâneas, permitindo a formação contínua de composições ferroviárias destinadas ao Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), em Santos (SP), além de outros terminais logísticos.

A infraestrutura inclui:

  • Cinco tombadores hidráulicos de alta capacidade para descarga de grãos;
  • Três moegas exclusivas para recebimento de açúcar;
  • Dois armazéns com capacidade para armazenar até 120 mil toneladas de grãos e 90 mil toneladas de açúcar;
  • Um silo para 8 mil toneladas de grãos;
  • Laboratório para classificação dos produtos;
  • Cinco balanças rodoviárias;
  • Quatorze balanças ferroviárias para grãos e outras quatorze destinadas ao açúcar.
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Para o diretor de Operações do Corredor Sudeste da VLI, Marcelo Cardoso, o terminal representa um dos principais ativos logísticos da companhia.

Segundo ele, o TIUB demonstra a eficiência do modelo multimodal da empresa, integrando ferrovias, terminais e operações portuárias para oferecer maior competitividade ao agronegócio brasileiro.

Tecnologia e automação elevam eficiência logística

Ao longo da última década, o terminal incorporou soluções de automação e inteligência artificial que transformaram a gestão operacional.

Todo o fluxo logístico é monitorado por sistemas digitais, desde o agendamento eletrônico das cargas pelo aplicativo Trato, passando pela identificação automática dos veículos na portaria, até os processos robotizados de amostragem e classificação dos produtos destinados à exportação.

Outro destaque é o chamado Armazém Inteligente, tecnologia desenvolvida pela própria VLI baseada nos conceitos da Indústria 4.0.

O sistema utiliza um braço robótico equipado com sensores e inteligência artificial para analisar, em tempo real, características como densidade, distribuição e estabilidade das pilhas de grãos armazenadas.

Com isso, é possível otimizar o uso da capacidade dos armazéns, reduzir perdas, evitar contaminação entre diferentes produtos e diminuir o consumo de energia durante as operações.

Inovação também reforça a segurança operacional

Além dos avanços tecnológicos voltados à produtividade, o Terminal Integrador de Uberaba tornou-se referência na implantação de sistemas de segurança para as equipes operacionais.

Entre as inovações está o sistema de intertravamento de locomotivas, que impede fisicamente a movimentação dos trens durante as atividades de abertura e fechamento das escotilhas dos vagões.

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Segundo a gerente de Operações do TIUB, Andiara Brasileiro, a tecnologia elimina riscos decorrentes de falhas de comunicação entre maquinistas e operadores, elevando o padrão de segurança das operações ferroviárias.

Transporte ferroviário reduz emissões e retira centenas de caminhões das rodovias

Além dos ganhos operacionais, a utilização do transporte ferroviário proporciona importantes benefícios ambientais.

Cada composição ferroviária expedida pelo terminal, formada por cerca de 80 vagões, transporta volume equivalente ao de aproximadamente 135 caminhões bitrem.

Durante os períodos de maior movimentação da safra, o TIUB embarca, em média, quatro trens por dia, tendo registrado o recorde de sete composições expedidas em apenas 24 horas.

Na prática, isso representa a retirada de mais de 500 caminhões das rodovias brasileiras diariamente, reduzindo congestionamentos, acidentes, consumo de combustíveis fósseis e emissões de gases de efeito estufa.

Logística eficiente fortalece competitividade do agronegócio

Ao completar uma década de operação, o Terminal Integrador de Uberaba consolida sua importância para a logística do agronegócio nacional.

A combinação entre infraestrutura de alta capacidade, automação, inteligência artificial, integração ferroviária e foco em sustentabilidade transforma o complexo em uma das principais plataformas de escoamento da produção agrícola brasileira.

Com investimentos contínuos em inovação e eficiência operacional, o terminal reforça o papel estratégico da logística para ampliar a competitividade das exportações de soja, milho, farelo e açúcar, contribuindo para que o Brasil mantenha sua posição entre os maiores fornecedores mundiais de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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