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Carne suína ganha espaço e se torna mais competitiva frente à bovina, aponta Cepea

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Diferença de preços entre suína e bovina se amplia

Dados recentes do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) mostram que a diferença entre os preços da carcaça especial suína e da carcaça casada bovina – ambas comercializadas no mercado atacadista da Grande São Paulo – cresceu quase 10% entre outubro e novembro de 2025.

Segundo os pesquisadores, essa variação reflete uma melhora na competitividade da carne suína frente à bovina, especialmente em um cenário de busca do consumidor por proteínas com melhor custo-benefício.

Maior vantagem desde 2022

Ao longo de 2025, a diferença média entre os valores das duas carnes chegou a R$ 9,47 por quilo, em termos reais (valores corrigidos pelo IPCA de outubro). Esse é o maior diferencial registrado desde 2022, quando o indicador chegou a R$ 12,64/kg.

Esse aumento evidencia um cenário favorável à carne suína, tanto para o consumidor quanto para a indústria, que encontra margens mais atrativas de comercialização em comparação com a carne bovina.

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Carne suína mantém atratividade durante o ano

A análise mensal do Cepea revela que, em boa parte de 2025, a carne suína manteve-se mais acessível que a bovina, com a diferença de preços superando R$ 9/kg em diversos períodos.

O pico de competitividade foi registrado em janeiro, quando o diferencial atingiu R$ 11,69/kg, consolidando a proteína suína como uma das opções mais vantajosas para o consumidor e fortalecendo sua presença no mercado interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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