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Carrapatos e verminoses: prevenção e vacinas fortalecem produtividade na pecuária

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Carrapatos e verminoses estão entre os maiores desafios sanitários da pecuária brasileira, impactando diretamente a saúde dos bovinos, a produtividade e a rentabilidade das propriedades. Os parasitas provocam anemias, estresse, lesões, diarreia, má absorção de nutrientes, atraso no crescimento, imunossupressão e até mortalidade.

Gibrann Frederiko, médico-veterinário e promotor de vendas da Nossa Lavoura, destaca:

“Esses impactos reduzem o ganho de peso, a produção de leite, afetam a fertilidade e aumentam os custos com tratamentos e mão de obra, comprometendo a rentabilidade da propriedade.”

Controle preventivo: chave para minimizar perdas

O controle preventivo é essencial para reduzir a carga parasitária antes que os parasitas se estabeleçam em grandes populações. Segundo Frederiko, tratar os animais apenas quando o problema já está instalado resulta em perdas produtivas e tratamentos mais caros e menos eficientes.

Estratégia integrada: combinando técnicas para maior eficácia

O controle integrado combina diferentes práticas, incluindo:

  • Vacinação dos animais
  • Manejo adequado das pastagens
  • Cronogramas de tratamentos antiparasitários
  • Monitoramento contínuo da saúde
  • Melhoramento genético
  • Nutrição balanceada

“O objetivo é interromper o ciclo de vida dos parasitas, reduzir impactos econômicos e ambientais e prolongar a eficácia dos medicamentos disponíveis”, explica Frederiko.

Manejo de pastagens e calendário sanitário

Rotação de piquetes e descanso das áreas ajudam a reduzir a infestação: carrapatos que caem dos animais morrem naturalmente e as larvas de vermes têm seu ciclo interrompido. Além disso, pastagens de qualidade fortalecem a saúde do rebanho.

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O estabelecimento de um calendário sanitário permite aplicar tratamentos e vacinações nos momentos ideais, reduzindo uso excessivo de produtos, risco de resistência e custos operacionais.

Vacinas: aliados no controle de parasitas

Vacinas complementam o manejo químico e ajudam a estimular a resposta imunológica dos animais, reduzindo:

  • Infestação de carrapatos
  • Desenvolvimento e reprodução dos parasitas
  • Transmissão de doenças
  • Carga parasitária e eliminação de ovos de vermes

“Embora não substituam os tratamentos químicos, as vacinas fortalecem o programa de manejo preventivo e aumentam a eficácia geral das estratégias”, reforça Frederiko.

Monitoramento contínuo: prevenção e eficiência

Observar sinais clínicos como emagrecimento, diarreia, anemia e presença de carrapatos, aliado a exames laboratoriais (como OPG e testes de identificação de carrapatos), permite detectar problemas precocemente e adotar medidas rápidas.

Erros comuns, como uso indiscriminado de produtos, ausência de rotação de pastagens e falta de monitoramento, comprometem os resultados.

Benefícios de um plano preventivo bem estruturado

Frederiko conclui:

“Um programa integrado garante animais mais saudáveis, maior ganho de peso, melhor produção de leite e fertilidade, redução de custos, preservação da eficácia de medicamentos e melhoria na qualidade dos produtos. Isso se traduz em maior rentabilidade e sustentabilidade da produção.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Açúcar fecha maio em forte queda no mercado internacional diante de ampla oferta global

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Mercado internacional de açúcar registra forte desvalorização em maio

O mercado internacional de açúcar encerrou maio com forte pressão negativa nos preços, refletindo o cenário de ampla oferta global e o aumento da produção em importantes países produtores.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos do açúcar bruto com vencimento em julho fecharam o pregão de 28 de maio cotados a 13,93 centavos de dólar por libra-peso, contra 14,61 centavos registrados em 28 de abril, acumulando desvalorização de 4,65% no período.

Produção elevada no Brasil amplia pressão sobre os preços

O avanço da safra brasileira foi um dos principais fatores baixistas para o mercado internacional.

Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, a produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil cresceu 109,48% na segunda quinzena de abril, alcançando 1,8 milhão de toneladas na comparação anual.

Além do Brasil, o mercado também reagiu ao encerramento de safras acima das expectativas na Tailândia e na China, ampliando a percepção de excesso de oferta global.

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Organização Internacional do Açúcar aumenta projeção de excedente global

A Organização Internacional do Açúcar estimou que o mercado mundial deverá apresentar déficit de 262 mil toneladas na temporada 2026/27.

No entanto, em sua atualização trimestral, a entidade elevou significativamente a projeção de excedente para a safra 2025/26, passando de 1,22 milhão para 2,244 milhões de toneladas.

A revisão reforçou o sentimento baixista entre investidores e operadores do mercado futuro.

Petróleo influencia mercado de açúcar e etanol

Outro fator que contribuiu para a queda das cotações foi o movimento de baixa do petróleo no mercado internacional.

As recentes expectativas de avanço em negociações envolvendo Estados Unidos e Irã aumentaram a possibilidade de normalização do fluxo no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da oferta global de petróleo.

Com a queda do petróleo, o etanol perde competitividade frente à gasolina, o que pode levar usinas brasileiras a direcionarem maior volume de cana para a produção de açúcar, ampliando ainda mais a oferta global do adoçante.

Mercado acompanha decisões das usinas brasileiras

A relação entre petróleo, etanol e açúcar segue no centro das atenções do mercado global.

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Com preços internacionais mais baixos e perspectiva de elevada produção no Centro-Sul brasileiro, investidores monitoram os próximos movimentos das usinas em relação ao mix de produção entre açúcar e biocombustível.

O cenário atual reforça a expectativa de continuidade da volatilidade nas bolsas internacionais, especialmente diante do avanço da safra brasileira e das oscilações no mercado energético global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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