Saúde

Carreta de exames de imagem do programa Agora Tem Especialistas chega ao Crato (CE)

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O Ministério da Saúde entregou, nesta sexta-feira (14), uma nova carreta de exames de imagem do programa Agora Tem Especialistas ao município do Crato (CE). Com capacidade para realizar 60 atendimentos por dia (30 por turno), a carreta atenderá pacientes previamente agendados pelas secretarias municipais e estaduais de saúde, de acordo com os critérios definidos nas centrais de regulação. O Agora Tem Especialistas é uma iniciativa do governo federal que amplia a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. 

Durante o lançamento da carreta, a superintendente do Ministério da Saúde Kelly Arruda disse que o foco desse trabalho é oferecer atendimento especializado para quem precisa, principalmente os mais necessitados. “A unidade realizará diversas tomografias, exames importantes para o diagnóstico precoce de diversas doenças, em especial, o câncer. Como regra, os pacientes são regulados pela Secretaria de Saúde do Estado, para concentrar as demandas existentes. Essa regulação é feita em parceria com as superintendências regionais.” 

Com a chegada da carreta, o Ceará passa a contar com três unidades do programa em operação. A região do Cariri, agora com duas: no Crato e em Juazeiro do Norte, que soma esforços com a unidade de Russas. Esta é a terceira carreta de exames de imagem do país. 

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A carreta funcionará de segunda a sábado, das 8h às 17h, e permanecerá por pelo menos 30 dias no Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcante, onde atenderá pacientes do Crato e de outros 44 municípios da Região de Saúde do Cariri.   

Atualmente, o programa soma 33 carretas em funcionamento em 22 estados, contemplando todas as regiões do país. Entre elas, 28 estão voltadas à saúde da mulher, duas são de oftalmologia — a mais recente entregue em Foz do Iguaçu (PR) inaugurada nesta quinta-feira (13) — e três de exames de imagem.   

Serviços e estrutura  

Com capacidade para realizar mais de 1,3 mil tomografias computadorizadas por mês, a carreta vai ofertar tomografias do abdome superior; da pelve, bacia e abdome inferior; do hemitórax, do pulmão ou do mediastino; do tórax; das articulações dos membros superiores e inferiores; dos segmentos apendiculares (braço, antebraço, mão, coxa, perna e pé); da coluna lombo-sacra com ou sem contraste; da sela túrcica; do crânio; da coluna cervical; da coluna torácica; do pescoço; e da face, dos seios da face e das articulações temporomandibulares. Os laudos serão entregues em até sete dias úteis.  

A unidade conta com ambiente climatizado e acessível, conectividade com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e compartimentos técnicos que garantem autonomia de operação. O espaço abriga sala de tomografia com tomógrafo helicoidal de 16 canais, sala de comando para processamento das imagens e uma tenda externa climatizada com 60 assentos, TV e bebedouro. A estrutura segue padrões rigorosos de proteção radiológica, possui climatização setorizada e equipamentos de TI e energia própria, permitindo o funcionamento contínuo e seguro da unidade.  

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Integração do cuidado  

A carreta funcionará de forma integrada à rede de saúde local, articulando-se com a Atenção Primária, a rede ambulatorial e hospitalar. Os atendimentos serão regulados pela Central Municipal de Regulação, respeitando a ordem única pactuada com o território. Após o exame, a equipe realiza a atualização do prontuário, a contrarreferência e o encaminhamento para continuidade do cuidado.  

A oferta de atendimento nas carretas é realizada pelo Ministério da Saúde e pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS). Para essa ação, foram investidos R$ 18,9 milhões em recursos federais. O programa prevê a circulação de 150 carretas em todo o país até 2026, levando atendimento especializado aos quatro cantos do Brasil, especialmente em regiões marcadas por vazios assistenciais. 

Erika Mavignier e Luciana Lima
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Canetas emagrecedoras podem chegar ao SUS com até 90% de desconto após ações do Ministério da Saúde e da Anvisa

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As chamadas canetas emagrecedoras deixaram de ser exclusivas de quem pode pagar mais. Em menos de um ano, o preço desses medicamentos caiu cerca de 70% nas farmácias, e o Ministério da Saúde agora trabalha para ampliar o acesso por meio da incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS). A estimativa inicial é de um orçamento de aproximadamente R$ 1,5 bilhão por ano para oferecer os medicamentos gratuitamente a população de forma ampla, com possibilidade de redução de 80% a 90% nos preços de aquisição, a partir da escala do sistema público e da garantia de produção nacional.

Para o Ministério da Saúde, diferentes medidas desde 2025 viabilizaram uma maior oferta, o que abre a perspectiva de incorporação das canetas emagrecedoras ao SUS. “Fizemos uma série de ações que favorecem um novo cenário. Barramos a tentativa de prorrogação da patente, viabilizamos a produção nacional e chamamos fabricantes a registrar novos produtos no país. Conseguimos ampliar o acesso. Deixou de ser só para ricos”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A queda de preços veio com multiplicação de produtos disponíveis no mercado. A partir de um chamamento realizado pelo Ministério da Saúde e pela Anvisa, ainda no ano passado, para estimular a entrada de novos fabricantes, 16 novos produtos foram registrados apenas em 2026, incluindo genéricos e similares. E pelo menos quatro deles são produzidos no Brasil. Segundo dados da Anvisa, o número de pessoas que usam canetas emagrecedoras passou de aproximadamente 400 mil para mais de 750 mil por mês.

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Queda nos preços

A ampliação da concorrência, a possibilidade de produção nacional e a multiplicação de apresentações disponíveis criaram condições para uma nova etapa, agora em escala pública. “Na farmácia, o preço já está 70% mais barato. Quando você pensa na escala de compras do SUS, com produção local, isso nos traz a possibilidade de uma redução de 80% a 90% do preço. Estamos projetando que, a um custo de R$ 1,5 bilhão ao ano, a gente consegue trazer esses produtos e incorporar no SUS”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A partir dos resultados, o Ministério apresentou esta semana um pedido de avaliação desse tipo de medicamento pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável pela incorporação de novas tecnologias no SUS.

“Quando a gente fala em incorporar ao SUS, não estamos falando de incorporar um milagre estético. Estamos falando de incorporar uma medicação que, combinada com outras ações de alimentação e atividade física, certamente poderá ter um impacto muito positivo, inclusive nos custos do sistema de saúde. Vai reduzir o volume de cirurgias bariátricas, de internações por doenças cardiovasculares e de internações por recidiva de câncer, por exemplo”, destaca Padilha.

Diretriz internacional

A iniciativa está alinhada às recomendações mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o uso de terapias baseadas em GLP-1 – as canetas emagrecedoras – no tratamento da obesidade. A entidade destaca a importância dessas terapias dentro de estratégias mais amplas de cuidado, associadas a alimentação saudável, atividade física e outras medidas de saúde pública, além da necessidade de ampliar o acesso e reduzir os preços. Em especial, a OMS enfatiza a importância de que os sistemas de saúde garantam acesso equitativo a essas terapias.

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“No final do ano passado, lançamos a nova portaria da Academia da Saúde, que prevê chegar a quase 2 mil unidades, com novo investimento não só para compra de equipamento, mas para a contratação de nutricionista, educador físico, fisioterapeuta. O Ministério colocou esses recursos, os municípios aderiram, a gente criou um outro ambiente no SUS para esse enfrentamento”, destaca Padilha.

As atividades da Academia da Saúde cresceram de 331,6 mil, em 2022, para 492,1 mil em 2025, um salto de 48,5%. A política prevê 582 novos estabelecimentos credenciados em 448 municípios de todas as regiões do país, com investimentos de R$ 80,7 milhões. Integrada à Atenção Primária, a Academia da Saúde oferece atividades físicas e outras ações de promoção da saúde, prevenção de agravos e produção do cuidado nos territórios.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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