O Centro Cultural Casa Cuiabana recebe, neste domingo (08.08), a partir das 16h, a 1ª Feira Daruê, um espaço de troca de saberes e de fortalecimento da comunidade negra. E durante a semana, de segunda a sexta, o equipamento cultural da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) é o cenário da exposição “A Cultura Afro-brasileira na festa de São Benedito em Cuiabá”.
Realizada pelo coletivo negro independente Daruê Malungo, a feira contará com vendas de comida e bebida, flashtatto, oficina de turbante, bingo e sorteio de prêmios. A programação também inclui apresentações dos artistas MC Lua, MC Guto e DJ Muluc. A entrada é gratuita.
De acordo com uma das organizadoras do evento, Maria Luiza Mendes de Arruda, o principal objetivo da feira é arrecadar fundos para a manutenção da horta comunitária gerida pelo Coletivo, além de dar visibilidade a artistas locais e a empreendimentos liderados por pessoas negras.
“Estamos planejando a feira com muito carinho e dedicação para que seja um evento maravilhoso para todos, repleto de diversão, conscientização e coletividade”, destaca Maria Luiza.
A feira conta com o apoio da Secel e de outros parceiros. Mais informações podem ser conferidas no instagram @coletivo.daruemalungo
Exposição A Cultura Afro-brasileira na Festa de São Benedito em Cuiabá
A exposição apresenta fotos, peças e documentos sobre a devoção a São Benedito em Cuiabá, trazendo elementos de culturas afro-brasileiras. Fruto da investigação de doutoramento da pesquisadora Maria de Lourdes Fanaia, o trabalho foi desenvolvido no Programa de Estudos de Cultura Contemporânea (Ecco) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Com visitação gratuita, a exposição “A Cultura Afro-brasileira na Festa de São Benedito em Cuiabá” está em cartaz na Casa Cuiabana, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, até o dia 19 de outubro.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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