Política Nacional

CDH aprova projeto que reforça habitação adequada em asilos

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A Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH) aprovou nesta quarta-feira (10) um projeto que busca garantir condições de vida adequadas aos idosos que vivem em instituições de longa permanência. Entre outras medidas, o texto prevê que essas instituições serão submetidas a controle e fiscalização sanitária e deverão garantir cuidados à saúde dos idosos.

O projeto (PL 3.371/2020), de autoria do senador Romário (PL-RJ), seguirá diretamente para a análise da Câmara dos Deputados, a não ser que seja apresentado recurso para que a matéria seja votada no Plenário do Senado.

O texto insere no Estatuto da Pessoa Idosa dispositivo para explicitar que as instituições de longa permanência de pessoas idosas serão submetidas a controle e fiscalização sanitária. E determina que uma futura lei deverá definir os critérios mínimos de funcionamento dos asilos e de monitoramento da saúde dos idosos.

De acordo com a proposta, os estabelecimentos que recebem os idosos deverão oferecer cuidados à saúde, inclusive com a oferta de vacinas. E também deverão assegurar:

  • higiene;
  • salubridade;
  • conforto;
  • acessibilidade;
  • segurança;
  • alimentação apropriada ao perfil de seus residentes.
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Pandemia

Romário propôs o projeto em 2020, com o objetivo de proteger os idosos que viviam nessas instituições durante a pandemia. Mas o relator da matéria, senador Weverton (PDT-MA), ressaltou em seu parecer que a iniciativa continua necessária.

Weverton fez mudanças na proposta, e foi essa versão modificada do texto que a CDH aprovou.

Ele afirma, em seu parecer, que a iniciativa “pode contribuir para impulsionar políticas públicas mais efetivas de proteção à população idosa em todo o país”.

Weverton observa, por exemplo, que essas medidas podem ter impacto direto no Maranhão, estado que ele representa. “O Maranhão conta com pelo menos 47 instituições voltadas ao cuidado de pessoas idosas, muitas das quais carecem de supervisão regular e estrutura padronizada.”

Audiência pública

A CDH também aprovou, na reunião desta quarta-feira, um requerimento de audiência pública para discutir os supostos casos de interferência de planos de saúde em decisões médicas para dificultar o acesso a tratamentos essenciais (REQ 143/2025 – CDH).

O requerimento foi apresentado pela presidente da comissão, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), e pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES).

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Deputados de oposição comemoram e governistas criticam rejeição do Senado a Messias no STF

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A rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi comemorada por deputados da oposição, em discursos no Plenário da Câmara. Parlamentares da base do governo, porém, avaliaram que o Senado “virou as costas” para o povo com a decisão. O nome de Messias foi rejeitado nesta quarta-feira (29) por 42 a 34 votos dos senadores.

A oposição classificou a rejeição de Messias como “vitória da democracia” contra o que chamam de tentativa de aparelhamento do Judiciário. Para o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), a votação marca “a maior vitória” dentro do Congresso em defesa do Estado Democrático de Direito. “Esta vitória não é nossa, não é da oposição, não é do Senado nem da Câmara. Esta vitória é do povo brasileiro”, declarou.

A base do governo, por sua vez, acusou o Senado de virar as costas para o povo brasileiro e para a democracia. “Os inimigos do povo não respeitaram o voto soberano e popular na indicação do ministro do Supremo, de uma pessoa ilibada, decente, coerente, evangélico”, disse o líder do PT, deputado Pedro Uczai (SC). Segundo ele, a democracia e o povo brasileiro vão derrotar os que estão contra o governo nas próximas eleições.

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Homenagem ao Dia Mundial do Livro. Dep. Pedro Uczai (PT-SC)
Pedro Uczai, líder do PT

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O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o Executivo viu, com a votação, “as costas” do Senado Federal. “Parabéns aos senadores pelo recado duro que hoje deram ao governo”, disse.

Já o deputado Helder Salomão (PT-ES) reforçou que a ação do Senado foi contra o povo brasileiro. “Hoje rejeitam a indicação de um homem íntegro, preparado, com todas as qualificações para ser um ministro”, lamentou.

Indicação
Atual advogado-geral da União, Jorge Messias foi indicado para o cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na vaga decorrente da aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025.

Com a rejeição, a mensagem indicando Messias foi arquivada, e o presidente Lula terá de encaminhar um novo nome para preencher a vaga deixada por Barroso no STF.

Esta foi a primeira vez que uma indicação ao STF foi rejeitada em 132 anos. Antes, apenas cinco indicações feitas pelo então presidente da República foram derrubadas pelos senadores. Todas as rejeições ocorreram em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto. O STF foi criado em 1890, após a Proclamação da República.

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Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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