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Ceaflor reforça operação logística e projeta alta de mais de 70% nas vendas de flores para o Dia das Mães

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O Ceaflor, maior centro atacadista de flores, plantas e acessórios do Brasil, localizado em Holambra (SP), já está em operação intensificada para atender ao aumento da demanda do Dia das Mães, considerado o período mais importante do ano para o setor.

A expectativa é de que, nos dez dias que antecedem a data, a movimentação de cargas cresça mais de 70% em relação a uma semana comum de comercialização, com forte impacto na logística e no abastecimento do mercado nacional.

Ceaflor prevê forte fluxo de cargas e veículos no período

Entre os dias 1º e 9 de maio, o entreposto deve registrar intensa circulação de mercadorias e veículos. A projeção é de aproximadamente dois mil caminhões e mais de oito mil veículos utilitários e de passeio, garantindo o abastecimento de flores e plantas para todas as regiões do país.

O Ceaflor opera com 946 boxes e ampla variedade de produtos, consolidando-se como principal hub de distribuição do setor no Brasil.

Rosas e orquídeas lideram preferência do consumidor

As flores tradicionais seguem como protagonistas nas vendas do Dia das Mães. Rosas de corte e orquídeas continuam liderando a preferência dos consumidores, impulsionando o volume de comercialização no período.

No entanto, a diversidade do mercado permite uma ampla gama de opções, com destaque para:

  • Azaleias em formato de coração
  • Ciclamens
  • Violetas
  • Gloxínias
  • Gérberas
  • Antúrios
  • Ranúnculos
  • Suculentas

Essas variedades ganham espaço por combinarem apelo visual, durabilidade e preços mais acessíveis, ampliando as possibilidades de escolha para diferentes perfis de consumidores.

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Produção se mantém estável, mas com pico sazonal

Mesmo diante de desafios no setor em 2026, a maior parte dos produtores manteve os volumes de produção próximos aos do ano anterior, garantindo o abastecimento do mercado.

A principal variação ocorre no caráter sazonal da produção, que é ampliada especificamente para atender ao Dia das Mães.

“Comparado ao ano passado, não aumentamos a produção. Porém, em relação aos outros meses, nossa produção é muito maior por conta da data e do que ela representa para o setor”, afirma Simone Liebe, produtora de azaleias da Liebe Plantas.

Segundo a produtora, o bom desempenho das vendas em 2025 cria expectativa positiva para repetir os resultados neste ano.

Gloxínia ganha destaque com melhoramento genético

Entre os destaques do segmento ornamental está a gloxínia, flor de forte apelo afetivo conhecida popularmente como “flor de casa de vó”. A espécie apresenta cores vibrantes e forte presença em arranjos sazonais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Caio Shiroto, da Flora Shiroto, o avanço do melhoramento genético tem sido determinante para o reposicionamento da espécie no mercado.

“Hoje conseguimos produzir vasos mais compactos, com mais botões, hastes mais firmes e cores muito mais vivas”, explica.

A gloxínia, parente das violetas, também é conhecida como “tulipa brasileira” e vem ganhando espaço nas floriculturas.

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Embalagens acompanham tendências e enfrentam desafio de insumos

No segmento de acessórios, o destaque está nas embalagens florais, que acompanham tendências estéticas e de design. Um dos principais movimentos do setor é a inspiração no Korean Floral Design, que valoriza linhas minimalistas e modernas.

Segundo o diretor da Xingó Embalagens, Daniel Pissolato, o setor enfrenta desafios relacionados à oferta de matéria-prima, especialmente o BOPP, principal insumo da indústria.

“O cenário atual é desafiador devido à escassez global de BOPP. Hoje, a questão principal não é o preço, mas a disponibilidade do material”, afirma.

Mesmo diante das limitações, a empresa garante planejamento e estoque suficiente para atender à demanda do Dia das Mães.

Ceaflor amplia horários para garantir abastecimento nacional

Para atender ao aumento da demanda e melhorar o fluxo logístico, o Ceaflor adotará horário estendido durante o período de maior movimentação.

O reforço começa no feriado de 1º de maio e segue pelos dias subsequentes, com operação excepcional inclusive em finais de semana. Em alguns dias, o funcionamento poderá se estender até a meia-noite.

O objetivo é acelerar o fluxo de distribuição a partir do dia 4 até 9 de maio, garantindo que flores e plantas cheguem frescas aos pontos de venda em todo o Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de AgTechs no Brasil entra em fase de maturidade com maior seletividade e foco em eficiência no campo

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O mercado de AgTechs no Brasil vive uma nova fase em 2025, marcada pela redução no volume de investimentos e por uma postura mais seletiva dos investidores. O foco agora está em tecnologias com aplicação prática no campo e capacidade comprovada de geração de valor ao longo da cadeia do agronegócio.

Segundo levantamento do Itaú BBA, os aportes no setor somaram cerca de R$ 562 milhões distribuídos em 26 rodadas ao longo do ano. O movimento representa uma retração em relação a 2024, com queda estimada em aproximadamente 50% no volume investido e 48% no número de operações, refletindo um ambiente macroeconômico mais restritivo e maior aversão ao risco.

Setor entra em fase de maturidade e seleção mais rigorosa

A desaceleração não indica enfraquecimento do setor, mas sim uma transição de ciclo. O ecossistema de AgTechs passa a privilegiar modelos de negócio mais sólidos, escaláveis e com maior eficiência operacional.

Os investimentos têm se concentrado em soluções ligadas à automação, análise de dados e plataformas digitais, reforçando a busca por previsibilidade e ganho de produtividade no campo. Ao mesmo tempo, observa-se maior participação de fundos de venture capital, indicando maior sofisticação na alocação de recursos.

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De acordo com o Itaú BBA, o momento marca uma mudança estrutural no perfil dos aportes. “O que vemos é uma mudança de fase, com investidores mais criteriosos e foco em empresas com maior capacidade de gerar valor. O agro segue como um dos principais vetores de inovação no país”, afirma Matheus Borella, líder em Estratégia e Inovação no Agronegócio da instituição.

Tecnologia avança em toda a cadeia do agro

A análise por segmentos mostra que os investimentos seguem distribuídos ao longo de toda a cadeia produtiva, com destaque para soluções antes, dentro e depois da porteira.

No segmento Antes da Porteira, que envolve insumos e serviços anteriores ao plantio, houve maior concentração em startups que utilizam nano e biotecnologia. O objetivo é ampliar a eficiência dos insumos e reduzir o uso de recursos, aumentando a produtividade das lavouras.

No segmento Dentro da Porteira, ligado à produção agrícola, os investimentos se concentraram em tecnologias de telemetria, automação e agricultura de precisão. O uso de sensores, geolocalização e sistemas de monitoramento em tempo real tem permitido decisões mais assertivas e maior eficiência operacional nas propriedades.

Já o segmento Depois da Porteira, voltado à comercialização e logística, recebeu aportes em plataformas digitais de negociação e soluções de beneficiamento. A maior disponibilidade de dados padronizados e auditáveis tem permitido maior precisão na formação de preços, redução de assimetrias de informação e melhor previsibilidade nas entregas.

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Agronegócio impulsiona inovação mesmo em cenário restritivo

Mesmo com o cenário mais seletivo de investimentos, o setor de AgTechs mantém relevância estratégica dentro do agronegócio brasileiro. Eventos do setor, como feiras e encontros tecnológicos, já refletem essa tendência, com aumento da presença de soluções voltadas à eficiência operacional e ao uso intensivo de dados.

O movimento reforça o papel do agro como um dos principais motores de inovação do país, sustentado pela demanda crescente por produtividade, eficiência e digitalização das operações no campo.

Perspectivas

A expectativa é de continuidade desse processo de amadurecimento do ecossistema de AgTechs no Brasil. Com investidores mais criteriosos e foco em soluções de impacto direto na produção, o setor tende a avançar de forma mais sustentável, priorizando eficiência e geração de valor em toda a cadeia do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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