Mato Grosso

Cerimônia marca celebração de 60 anos de criação do Corpo de Bombeiros em MT

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, nesta segunda-feira (19.08), uma solenidade alusiva aos 60 anos de criação da corporação no Estado. A cerimônia aconteceu no Quartel do Comando Geral da corporação, em Cuiabá, que também teve homenagens aos militares da reserva.

O CBMMT foi criado como Batalhão de Bombeiros da Polícia Militar de Mato Grosso, a partir da lei nº 2.184, publicada em 19 de agosto de 1964, e efetivado somente em 1967. Já no ano de 1994, os Bombeiros Militares se tornaram independentes da Polícia Militar.

Durante a solenidade, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, destacou o simbolismo da data e agradeceu a Deus pela oportunidade de estar à frente da corporação em um momento tão especial. Também ressaltou a evolução da corporação em termos de equipamentos, treinamento e número de militares ao longo dos anos.

“A gente evoluiu muito em termos operacionais, equipamentos, tropa, em número de militares e capacitação desses militares. Mas tenho certeza de que o que faz a diferença é o amor a essa farda. Tenho certeza que é isso que faz com que bombeiros militares sejam constantemente elogiados, agradecidos e lembrados pelo trabalho que estão fazendo, especialmente durante essa temporada de incêndio florestal”, disse.

Ainda durante a solenidade, militares da reserva foram homenageados por suas significativas contribuições à corporação. Entre eles, destacaram-se os bombeiros militares da Turma Fundadora do CBMMT de 1967, como o major RR BM Alfredo de Oliveira Lopes, o coronel PM Hamylton Sá Correa (in memoriam) e o tenente BM Edno Rodrigues Fontoura (in memoriam).

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O major RR Alfredo de Oliveira Lopes, bem como as esposas do coronel PM Hamylton Sá Correa e do tenente BM Edno Rodrigues Fontoura — as senhoras Edna Filipaldi Corrêa e Adenil Lopes Fontoura, respectivamente — estiveram presentes no evento, acompanhados por seus filhos e netos.

O coronel Glêdson destacou a importância de preservar a história da instituição, que, por meio de coragem e determinação, foi emancipada há 30 anos, tornando-se independente. Além disso, reafirmou o compromisso de manter a instituição em constante crescimento, valorização e reconhecimento, tanto no estado, quanto em âmbito nacional.

“São eles que fizeram o Corpo de Bombeiros Militar alcançar seus 60 anos de existência, com aviões, equipamentos de ponta e o reconhecimento da sociedade descentralizada nos municípios. Com certeza, essa história foi escrita pelos senhores veteranos, e cabe a nós, que hoje estamos na instituição, manter essa marcha com rigor, sem dar um passo sequer para trás”, afirmou o comandante-geral.

O ex-comandante geral do CBMMT, coronel RR BM Marcos Antônio Santos Valle, relembrou a dedicação de todos os veteranos que, mesmo com recursos limitados no passado, mantiveram a honra e o compromisso de servir a sociedade.

“O bombeiro desses 60 anos, como foi dito aqui, passou por diversas fases, hoje se vê avião, helicóptero, mas uma das fases mais importantes que nós passamos foi a fase do balde. O balde comprado para fazer manutenção do quartel e era tudo que tínhamos para trabalhar, mas mesmo assim esses homens que estão ali sentados fizeram com que essa tropa tivesse a mesma honradez que os senhores hoje têm, com todo equipamento existente”, disse.

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O coronel RR Santos Valle ressaltou ainda o progresso tecnológico que a corporação experimentou – passando de baldes a aviões – e expressou a expectativa de um futuro ainda mais promissor. Segundo ele, a busca agora é por transformar o CBMMT em uma corporação cada vez mais forte, onde cada resgate e cada vida salva fortaleçam ainda mais os pilares de honra que sustentam essa instituição gloriosa.

“Na época éramos 340, e estávamos presentes em todos os locais do estado onde a sociedade precisava de um bombeiro militar. Naqueles tempos, nos desdobrávamos para atender a todas as demandas. Mas tanto para os que passaram, quanto para os que estão atualmente na corporação, de uma coisa eu tenho certeza: a população será sempre atendida com todo o carinho, humildade e dedicação que existe dentro de um coração bombeiro militar”, encerrou.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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