Turismo

Chelsea Physic Garden, o jardim botânico mais antigo de Londres

Publicado

Chelsea Physic Garden, o jardim botânico mais antigo de Londres
Maurício Brum

Chelsea Physic Garden, o jardim botânico mais antigo de Londres

Em meio à agitação de Londres , o Chelsea Physic Garden se destaca como um refúgio verde. Fundado em 1673, o local é o jardim botânico mais antigo da cidade, com cerca de cinco mil espécies de plantas vindas de todos os cantos do mundo.

Situado às margens do rio Tâmisa e ocupando uma área de mais de 16 mil m², o espaço permite observar a diversidade das espécies e descobrir como elas foram e ainda são utilizadas ao longo do tempo.

História do Chelsea Physic Garden

O jardim foi estabelecido em 1673 pela Worshipful Society of Apothecaries , que buscava um espaço para pesquisas sobre plantas com propriedades curativas e venenosas.

O “Physic” do nome não tem relação com a física, mas com os benefícios medicinais buscados nas plantas cultivadas por ali – é a mesma raiz da palavra physician , um dos termos em inglês para os médicos.

Ao longo do século 18, o jardim atingiu o auge da sua fama, tendo o que se considerava – à época – a maior variedade de espécies do planeta, além de um bem estabelecido programa de troca de sementes com outras instituições semelhantes espalhadas em colônias britânicas.

Continua após a publicidade

Mesmo perdendo espaço com os anos para o crescimento urbano de Londres , o Chelsea Physic ainda conseguiu manter 1,6 hectare intacto em uma das áreas nobres da cidade.

Atrações do Chelsea Physic Garden

Séculos de trocas de sementes com os antigos territórios britânicos tornaram o Chelsea Physic Garden um repositório de espécies raras e ameaçadas de extinção mesmo em seus locais nativos.

Leia mais:  Ministro do Turismo destaca parcerias para desenvolvimento do setor: ‘não fazemos nada sozinhos’

Um dos destaques do jardim é a Wollemia nobilis , uma das árvores mais raras do mundo: conhecida apenas por fósseis, ela foi redescoberta apenas em 1994, em um desfiladeiro na Austrália, o que lhe rendeu o apelido de “fóssil vivo.”

Continua após a publicidade

Uma das estufas do século 19 conserva exemplares de Echium pininana , uma planta endêmica das Ilhas Canárias que pode atingir até 4 metros de altura.

Além da raridade geográfica, também há espécimes que se destacam por suas características únicas, como a Digitalis purpurea , uma planta europeia historicamente utilizada em tratamentos cardíacos, que floresce apenas uma vez na vida.

No site oficial, é possível conhecer as plantas raras exibidas no local por meio da ferramenta de busca “ Garden Explorer “. Além disso, a instituição é ativa nas redes sociais , onde compartilha fotos e vídeos.

A organização também produz um podcast , apresentado pela atriz Jessica Regan e pelo produtor Ned Sedgwick, que aborda as pesquisas realizadas no jardim e discute a importância das plantas em diversas áreas, como medicina e sustentabilidade. Cada episódio traz convidados especializados, que compartilham suas experiências e conhecimentos sobre botânica, conservação e práticas de jardinagem.

Continua após a publicidade

Serviço

Onde? O Chelsea Physic Garden fica na 66 Hospital Road, em uma área residencial do Chelsea. A estação de metrô mais próxima, a cerca de um quilômetro, é a Sloane Square, das linhas Circle e Distrcit. Para quem não quer caminhar tanto, a melhor pedida é ir de ônibus: a linha 170, em direção à estação Victoria, deixa em frente.

Leia mais:  Viagens corporativas mantém crescimento e faturam R$ 1,2 bilhão em agosto

Quando? O jardim funciona todos os dias, com exceção dos sábados, das 11h às 17h. No verão inglês, pode haver horário estendido até às 21h, geralmente às quartas-feiras.

Quanto? Os ingressos custam £ 15 (cerca de R$ 110). Visitantes de até 21 anos pagam £ 6,50 (cerca de R$ 48). Venda de ingressos e mais informações no site .

Continua após a publicidade

Leia tudo sobre Londres

Busque hospedagem em Londres

Compartilhe essa matéria via:

Resolva sua viagem aqui

  • Reserve hospedagem no Booking

  • Reserve seu voo

  • Reserve hospedagem no Airbnb

  • Ache um passeio na Civitatis

  • Alugue um carro

Publicidade

Fonte: Turismo

Comentários Facebook
publicidade

Turismo

Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

Publicado

Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

Leia mais:  MTur e CNT manifestam pesar pelo falecimento de Marta Feitosa

Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

Leia mais:  No Salão do Turismo, público poderá fazer uma viagem pelos sabores do Brasil

Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana