Política Nacional

Chico Rodrigues defende derrubada de vetos à Lei de Licenciamento Ambiental

Publicado

Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (20), o senador Chico Rodrigues (PSB-RR) manifestou preocupação com os vetos presidenciais à nova Lei Geral de Licenciamento Ambiental, originada do PL 2.159/2021. O parlamentar afirmou que os dispositivos vetados comprometem o espírito da norma, cujo objetivo é simplificar e dar celeridade aos processos de licenciamento ambiental no país.

— Sob a plácida justificativa de “preservar os pilares constitucionais da proteção ambiental”, a imposição dos vetos dilacerou o próprio espírito da lei, que é conferir uma nova dinâmica à concessão de licenças ambientais — afirmou.

Rodrigues destacou que o texto foi construído com ampla participação parlamentar, sob relatoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e do senador Confúcio Moura (MDB-RO), e incorporou emendas de senadores de diferentes espectros ideológicos. Entre os pontos que considerou mais críticos está o veto à criação da Licença Ambiental por Adesão e Compromisso, instrumento que permitiria a simplificação do licenciamento para empreendimentos de menor impacto.

Para o senador, esse veto traz prejuízos diretos à Região Norte, atrasando, por exemplo, as obras do Linhão de Tucuruí, que liga o Pará a Roraima, e a pavimentação da BR-319, entre Amazonas e Rondônia. Segundo Chico Rodrigues, o licenciamento simplificado é essencial para destravar projetos de infraestrutura e atrair investimentos.

Leia mais:  Comissão aprova regras para agilizar socorro por telefone em casos de engasgo

— Creio que o presidente da República foi mal assessorado em relação a essa lei, ouviu alguém que tem uma visão mais ideológica e não alinhada com o Brasil que produz e trabalha. Houve insensibilidade em relação ao alcance e à qualidade da nova legislação aprovada no Congresso Nacional. E cabe a nós, parlamentares, representantes do povo e dos estados brasileiros, dar a última palavra sobre esse tema.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Comentários Facebook
publicidade

Política Nacional

Deputados de oposição comemoram e governistas criticam rejeição do Senado a Messias no STF

Publicado

A rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi comemorada por deputados da oposição, em discursos no Plenário da Câmara. Parlamentares da base do governo, porém, avaliaram que o Senado “virou as costas” para o povo com a decisão. O nome de Messias foi rejeitado nesta quarta-feira (29) por 42 a 34 votos dos senadores.

A oposição classificou a rejeição de Messias como “vitória da democracia” contra o que chamam de tentativa de aparelhamento do Judiciário. Para o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), a votação marca “a maior vitória” dentro do Congresso em defesa do Estado Democrático de Direito. “Esta vitória não é nossa, não é da oposição, não é do Senado nem da Câmara. Esta vitória é do povo brasileiro”, declarou.

A base do governo, por sua vez, acusou o Senado de virar as costas para o povo brasileiro e para a democracia. “Os inimigos do povo não respeitaram o voto soberano e popular na indicação do ministro do Supremo, de uma pessoa ilibada, decente, coerente, evangélico”, disse o líder do PT, deputado Pedro Uczai (SC). Segundo ele, a democracia e o povo brasileiro vão derrotar os que estão contra o governo nas próximas eleições.

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Homenagem ao Dia Mundial do Livro. Dep. Pedro Uczai (PT-SC)
Pedro Uczai, líder do PT

Leia mais:  Comissão aprova regras para agilizar socorro por telefone em casos de engasgo

O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o Executivo viu, com a votação, “as costas” do Senado Federal. “Parabéns aos senadores pelo recado duro que hoje deram ao governo”, disse.

Já o deputado Helder Salomão (PT-ES) reforçou que a ação do Senado foi contra o povo brasileiro. “Hoje rejeitam a indicação de um homem íntegro, preparado, com todas as qualificações para ser um ministro”, lamentou.

Indicação
Atual advogado-geral da União, Jorge Messias foi indicado para o cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na vaga decorrente da aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025.

Com a rejeição, a mensagem indicando Messias foi arquivada, e o presidente Lula terá de encaminhar um novo nome para preencher a vaga deixada por Barroso no STF.

Esta foi a primeira vez que uma indicação ao STF foi rejeitada em 132 anos. Antes, apenas cinco indicações feitas pelo então presidente da República foram derrubadas pelos senadores. Todas as rejeições ocorreram em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto. O STF foi criado em 1890, após a Proclamação da República.

Leia mais:  Cleitinho defende debate sobre escala 6x1 e critica gastos públicos

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana