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China adia novamente investigação sobre importações de carne e alivia mercado futuro

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Governo chinês prorroga investigação sobre importações de carne

De acordo com a análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (1º), o governo da China decidiu adiar pela segunda vez a conclusão da investigação sobre medidas emergenciais de salvaguarda às importações de carne bovina.

Segundo o Imea, o objetivo da medida é proteger a produção doméstica e frear o avanço das importações do produto.

Exportações de Mato Grosso para a China somam mais de 413 mil toneladas

Entre janeiro e outubro de 2025, o estado de Mato Grosso exportou 413,63 mil toneladas equivalentes carcaça (TEC) de carne bovina para o mercado chinês, consolidando-se como um dos principais fornecedores do país asiático.

As investigações chinesas foram iniciadas em 24 de dezembro de 2024 e tinham previsão inicial de término até o fim de 2025. Com a nova decisão, o prazo foi estendido para 26 de janeiro de 2026.

Mercado futuro reage com leve alta após anúncio

O adiamento da investigação foi recebido com alívio pelos investidores, segundo o Imea. A notícia impulsionou o contrato futuro de boi gordo com vencimento em dezembro de 2025 (BGIZ25), que registrou ajuste positivo de 0,63% no dia do anúncio.

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Possíveis impactos das restrições ainda são incertos

Na avaliação do Instituto, caso as medidas de salvaguarda sejam confirmadas, elas poderão reduzir o ritmo de crescimento das importações chinesas. Contudo, o impacto efetivo dependerá da intensidade das restrições que vierem a ser aplicadas.

O Imea observa que, se as reduções forem moderadas, os efeitos poderão ser parcialmente compensados pelos mercados recentemente abertos à carne brasileira, minimizando eventuais perdas nas exportações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Conheça a história de uma aquicultora que vive na região da pérola do Tapajós

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Era apenas um passatempo em 2009, mas, aos poucos, ganhou espaço na rotina e se transformou em uma atividade que hoje envolve toda a família. Vilma Clea Oliveira da Silva, 64 anos, começou a criar peixes em uma barragem de grande porte sem pretensão comercial, para consumo próprio e para observar o desenvolvimento dos animais. Foi justamente a curiosidade do que acontecia dentro dos tanques que despertou o interesse pela aquicultura. Com o passar do tempo, a observação do dia a dia e o rendimento da criação fizeram com que ela percebesse que havia uma possibilidade de trabalho. A experiência que nasceu de maneira simples levou Vilma a buscar conhecimento e a investir cada vez mais na criação de peixes.

É olhando exatamente para as águas da Amazônia que a aquicultora enxerga uma das maiores possibilidades para o futuro. Seu sonho é que os rios da região possam ser mais bem aproveitados, sempre dentro das regras ambientais e de forma responsável. “Nós temos dois grandes rios, o Amazonas e o Tapajós”, destaca ao falar sobre o potencial que vê.

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Esse olhar para o futuro também se estende à própria família. Os filhos seguem próximos da aquicultura e ajudam de maneiras diferentes. A filha, que está se formando em medicina, contribui principalmente na parte clínica e laboratorial, enquanto o filho participa das atividades práticas do dia a dia relacionadas ao cultivo nos tanques. Assim, aquilo que começou como uma experiência pessoal foi gradualmente se tornando também uma vivência compartilhada entre gerações.

Vilma Clea Oliveira da Silva
Vilma Clea Oliveira da Silva

Se a continuidade da atividade passa pela família, Vilma acredita que também depende de quem está chegando agora. Para os jovens que pensam em trabalhar com aquicultura, ela recomenda buscar conhecimento e qualificação. Há caminhos de formação ligados à área, como o curso de Engenharia de Pesca da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e capacitações em Aquicultura oferecidas pelo Instituto Federal do Pará (IFPA). Investir em conhecimento significa também ampliar a capacidade de quem trabalha diretamente com a criação de peixes e de quem poderá ajudar outros produtores a enfrentarem os desafios da atividade.

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Aquicultura é o cultivo de organismos aquáticos com alimentação controlada, monitoramento constante e boas práticas de produção. A atividade pode ser realizada em águas marinhas e continentais. Dentro de espaços como rios, lagos, reservatórios, utilizando água destes em viveiros escavados em terra ou em aquários. Há diversas formas de cultivo e diversas espécies.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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