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Chuvas beneficiam safra de citros, mas ventos e granizo preocupam produtores

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Clima favorece a safra, mas traz riscos às plantações

As chuvas registradas na segunda quinzena de novembro trouxeram alívio e umidade ao cinturão citrícola que abrange o interior de São Paulo e o Triângulo Mineiro. Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), esse aumento da umidade vem favorecendo o desenvolvimento das plantações e garantindo boas condições para a colheita da safra 2025/26.

No entanto, o cenário positivo tem sido acompanhado por preocupação. Em várias regiões, as precipitações vieram acompanhadas de ventos fortes e quedas de granizo, o que provocou danos às árvores, queda de frutos e flores e até enfolhamento das plantas.

Municípios paulistas registram prejuízos com granizo

As cidades de Avaré, Pratânia e São Manuel, no interior paulista, foram algumas das mais afetadas. Os municípios registraram queda de granizo recentemente, após enfrentarem fortes tempestades e ventos intensos nas últimas semanas.

No noroeste do estado de São Paulo, produtores também relataram perdas decorrentes do clima extremo. Segundo o Cepea, a frequência de eventos climáticos intensos em 2025 tem preocupado os citricultores, que temem impactos diretos na produtividade e na sanidade dos pomares.

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Chuvas ajudam floradas e indicam boa produtividade

Apesar dos transtornos, os pesquisadores ressaltam que o volume acumulado de chuvas continua sendo considerado adequado e as temperaturas mais amenas desde o inverno têm contribuído para o florescimento saudável das plantas.

Essas condições climáticas, de modo geral, sustentam boas expectativas para uma safra mais produtiva e de qualidade satisfatória na maioria das regiões produtoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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“A proteína animal é a que menos impacta o meio ambiente”, afirma Edipo Araujo, ao discursar no Seminário do Plano Safra em Santa Catarina

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Ao participar nesta quinta-feira (13) do Seminário Estadual do Plano Safra, em São José (SC),  o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou: “O Pronaf Azul nasce com a perspectiva de dar visibilidade a esses pescadores e aquicultores. Dando também uma maior visibilidade para a proteína animal que menos impacta o meio ambiente com emissão de gases do efeito estufa”. O encontro integrou a agenda do ministro no estado, que reuniu informações sobre políticas de crédito voltadas às atividades da pesca e da aquicultura. Foi realizada a apresentação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf Azul para aquicultores e pescadores. 

 Dados da produção pesqueira e aquícola que foram divulgados no evento:  

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Um dos destaques da programação foi a apresentação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf Azul, iniciativa que reúne as principais linhas para os pescadores artesanais e aquicultores familiares. Por meio dele, é possível acessar essas linhas de crédito para custeio e investimento, com juros muito abaixo dos praticados pelo mercado e com prazos maiores para pagar. Valor liberado para o crédito: 85,2 bilhões.

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Acesse aqui o simulador, que foi criado em parceria do MPA com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).


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Espaço para que pescadores artesanais e aquicultores familiares verifiquem as  possibilidades de financiamento, a ferramenta foi desenvolvida para facilitar o acesso às informações antes da busca por uma instituição financeira. A consulta apresenta uma simulação das linhas que podem se adequar a cada situação, mas possui caráter exclusivamente informativo. Entre as opções estão o Pronaf Custeio, com limite de até R$ 250 mil, taxa de juros de 2% ao ano e prazo de até 2 anos; o Pronaf Mais Alimentos, com limite de até R$ 250 mil, juros de 2% ao ano e prazo de até 10 anos, com três anos de carência para investimento; e o Pronaf B, com limite de até R$ 12 mil, taxa de 0,5% ao ano e prazo de até três anos. 

Após a programação em São José, a agenda seguiu para Garopaba. No município, foi realizada a assinatura do Programa Rancho Legal e a entrega de portarias dos Projetos de Assentamento Agroextrativistas (PAE) Pesqueiros.  

O Programa Rancho Legal é uma ação de regularização e o uso sustentável de ranchos de pesca artesanal. O objetivo é garantir segurança jurídica e preservar a cultura das comunidades pesqueiras tradicionais. O Rancho Legal é Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APA da Baleia Franca), administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).  

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Os assentamentos agroextrativistas pesqueiros são áreas criadas para populações tradicionais que dependem do extrativismo, da agricultura familiar e de outras atividades de baixo impacto ambiental. Neste caso, possuem foco na pesca artesanal. São divididos em lotes, distribuídos para as famílias de acordo com a capacidade produtiva da unidade. Especificamente em Santa Catarina, já foram criados 17 PAE Pesqueiros. Benefício para 20 mil famílias. Parceria do MPA com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). 

 


Matheus Silveira
Ana Célia Costa
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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