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Chuvas Impactam Desenvolvimento do Arroz no Rio Grande do Sul

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A colheita do arroz no Rio Grande do Sul começou de forma gradual e já alcança cerca de 3% da área cultivada, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. O avanço ocorre principalmente nas lavouras mais precoces das regiões Oeste e Central do Estado.

Colheita Avança nas Regiões Oeste e Central

De acordo com o levantamento, a maior parte das lavouras está em fase reprodutiva: 45% em enchimento de grãos, 22% em floração e 28% em maturação, indicando aceleração da colheita nos próximos dias. Outros 2% das áreas ainda estão em desenvolvimento vegetativo.

A área total cultivada com arroz soma 891,9 mil hectares, conforme dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), e a produtividade média projetada é de 8,7 toneladas por hectare.

As condições climáticas do período foram marcadas por chuvas intercaladas e elevada nebulosidade. Embora o excesso de nuvens reduza a radiação solar — fator que pode afetar o enchimento dos grãos —, as precipitações contribuíram para a recuperação dos níveis de armazenamento em barragens e melhoraram a disponibilidade de água para irrigação.

No geral, o desenvolvimento das lavouras é considerado satisfatório, com variações associadas à temperatura, à radiação e ao manejo da lâmina de água.

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Região de Bagé: Colheita Inicial e Problemas Locais de Irrigação

Na regional de Bagé, a maioria das lavouras encontra-se em floração e enchimento de grãos. A colheita está mais concentrada na Fronteira Oeste, especialmente em municípios como Alegrete, Itaqui, Maçambará e São Borja, onde cerca de 2% da área foi colhida.

Em Uruguaiana, cerca de 1,4% da área total, equivalente a mil hectares, já foi colhida. Em Manoel Viana, há registros de restrição hídrica pontual e falhas no fornecimento de energia elétrica, o que afeta áreas que dependem de bombeamento e representa risco operacional para aproximadamente 400 hectares.

O manejo da região inclui o controle da lâmina de irrigação e o uso de fungicidas contra brusone e manchas foliares, além de inseticidas para o controle da lagarta-da-panícula. Nas lavouras mais tardias, os produtores realizam adubações nitrogenadas de cobertura.

Pelotas: Condições Climáticas Variáveis e Possível Redução de Produtividade

Na regional de Pelotas, o desenvolvimento é considerado normal para o período, com 48% das áreas em floração, 43% em enchimento de grãos, 7% em maturação e 2% em desenvolvimento vegetativo.

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As condições de radiação solar em janeiro e fevereiro foram favoráveis, mas temperaturas acima de 35°C durante a fase de antese podem ter provocado esterilidade de espiguetas, o que pode reduzir parcialmente a produtividade final. As primeiras colheitas estão previstas para o final de fevereiro, com avanço nas áreas precoces.

Soledade: Clima Favorece Lavouras, mas Picos de Calor Exigem Atenção

Em Soledade, as lavouras foram beneficiadas por boa radiação solar e temperaturas adequadas, embora picos de calor e baixa umidade relativa do ar possam causar esterilidade floral e falhas na granação.

O quadro produtivo é considerado normal, com adubações nitrogenadas em fase final e manejo fitossanitário concentrado no controle de percevejos e brusone.

A disponibilidade hídrica em reservatórios é considerada satisfatória, com irrigação sendo manejada de forma intensiva. O levantamento indica que 48% da área está em desenvolvimento vegetativo, 25% em floração, 23% em enchimento de grãos, 3% em maturação e 1% já em colheita.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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CropLife Brasil lança painel de polinizadores e amplia dados da apicultura brasileira no CropData

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A CropLife Brasil anunciou nesta terça-feira (20), em celebração ao Dia Mundial da Abelha, a incorporação do Painel de Polinizadores à plataforma CropData. A nova funcionalidade passa a disponibilizar o Atlas da Apicultura Brasileira, reunindo informações estratégicas sobre produção de mel, número de colmeias, estabelecimentos apícolas, comércio exterior e áreas agrícolas de interesse para polinizadores.

A iniciativa integra a agenda de sustentabilidade da entidade e reforça o avanço da integração entre agricultura, biodiversidade e segurança alimentar.

Plataforma amplia acesso a dados da apicultura brasileira

O novo painel reúne indicadores oficiais sobre a cadeia apícola nacional, incluindo distribuição de estabelecimentos por estado e município, dinâmica produtiva, valor de mercado e participação do Brasil no cenário internacional da produção de mel.

Segundo Pedro Duarte, coordenador de Sustentabilidade da CropLife Brasil, o tema dos polinizadores deixou de ser apenas uma pauta ambiental e passou a ocupar papel estratégico no agronegócio moderno.

“Hoje, tratar de polinizadores é falar de resiliência produtiva, segurança alimentar e acesso a mercados. O produtor rural está cada vez mais inserido em cadeias globais que demandam comprovação de sustentabilidade, rastreabilidade e adoção de boas práticas”, afirma.

Abelhas são essenciais para produtividade agrícola

Os agentes polinizadores, especialmente as abelhas, desempenham papel fundamental na reprodução das plantas e na manutenção da produtividade agrícola.

Dados da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos apontam que aproximadamente 75% das culturas agrícolas do mundo dependem, ao menos parcialmente, da polinização animal. Além disso, cerca de 35% da produção global de alimentos está associada a esse serviço ecossistêmico.

Nesse contexto, a preservação dos polinizadores passa a ser considerada um componente estratégico para produtividade, sustentabilidade e competitividade do agro brasileiro.

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Brasil é o 7º maior produtor mundial de mel

Segundo dados apresentados pelo Atlas da Apicultura, o Brasil ocupa atualmente a sétima posição no ranking mundial de produção de mel, conforme levantamento da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação.

A produção nacional atingiu 67 mil toneladas em 2024, equivalente a cerca de 3% da produção global, estimada em 2,3 milhões de toneladas anuais.

O país aparece logo atrás da Argentina, que produziu 69 mil toneladas, enquanto a China segue na liderança mundial, com aproximadamente 445 mil toneladas.

Exportações de mel ganham força no mercado internacional

Do total produzido em 2024, o Brasil exportou cerca de 38 mil toneladas de mel, o equivalente a 56% da produção nacional.

Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras, respondendo por quase 80% dos embarques do produto, segundo dados da Comex, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A demanda norte-americana está concentrada principalmente nos setores de indústria alimentícia e food service, mantendo os EUA como grande importador líquido de mel.

O Atlas também aponta que o mercado total da atividade apícola brasileira movimentou aproximadamente R$ 1 bilhão em 2024.

Sul e Nordeste lideram produção apícola no Brasil

A produção nacional de mel está fortemente concentrada em quatro estados: Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

O Paraná lidera com 9,8 mil toneladas produzidas, seguido por Piauí (8,6 mil toneladas), Rio Grande do Sul (8 mil toneladas) e Minas Gerais (7,3 mil toneladas).

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Em termos de valor de mercado, as regiões Sul e Nordeste se destacam como os principais polos da atividade apícola nacional.

No Sul, o crescimento é impulsionado pelas áreas de reflorestamento com pinus e eucalipto, além da forte organização cooperativa e profissionalização dos apicultores.

Já no Nordeste, a riqueza da flora da Caatinga, associada às condições do semiárido e à expansão da agricultura familiar, fortalece a atividade.

Brasil possui mais de 100 mil estabelecimentos apícolas

Com base no último Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil possui 101.797 estabelecimentos com atividade apícola.

A região Sul concentra quase 70% dessas propriedades, liderada pelo Rio Grande do Sul, responsável sozinho por 37% dos estabelecimentos nacionais.

O país soma atualmente 2,16 milhões de colmeias, sendo aproximadamente metade localizada também na região Sul.

Os estados com maior número de colmeias são Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Agenda de polinizadores ganha espaço na agricultura sustentável

A expansão do Painel de Polinizadores também marca uma nova fase institucional para o tema dentro da CropLife Brasil.

Após mais de uma década de atuação independente, a associação A.B.E.L.H.A encerra seu ciclo como entidade autônoma, deixando um legado voltado à promoção da convivência entre agricultura e polinizadores.

Segundo a CropLife Brasil, a incorporação da agenda representa uma evolução estratégica, conectando o tema das abelhas às Boas Práticas Agrícolas, à ciência e à sustentabilidade produtiva no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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