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Chuvas no RS atrasam colheita de milho para silagem e podem comprometer qualidade do material

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Chuvas limitam avanço da colheita de milho para silagem no Rio Grande do Sul

A colheita do milho destinado à silagem no Rio Grande do Sul atingiu 87% da área cultivada, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar. Apesar do avanço significativo, as chuvas frequentes têm dificultado o ritmo das operações no campo.

As áreas remanescentes, em sua maioria de segunda safra, ainda estão em fase reprodutiva, com bom acúmulo de biomassa favorecido pela umidade do solo.

Umidade elevada impacta operações e qualidade da silagem

Segundo o levantamento, a alta umidade tanto nas plantas quanto no solo tem limitado a colheita, prejudicando etapas fundamentais do processo de ensilagem.

Entre os principais impactos observados estão:

  • Dificuldade no corte das plantas
  • Redução da eficiência no enchimento dos silos
  • Comprometimento da compactação do material

Esse cenário pode afetar diretamente a qualidade da fermentação da silagem, etapa essencial para garantir valor nutricional e conservação do alimento destinado à alimentação animal.

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Produtividade elevada, mas qualidade preocupa produtores

Mesmo com os entraves operacionais, a estimativa aponta uma área cultivada de 345.299 hectares, com produtividade média de 37.840 kg por hectare.

No entanto, especialistas alertam que a qualidade da silagem pode ser comprometida caso as condições de umidade persistam durante o período de colheita, impactando o desempenho nutricional e produtivo dos rebanhos.

Clima segue como fator decisivo para a produção

O excesso de chuvas reforça o papel do clima como variável crítica na produção de milho para silagem. Além de interferir na logística da colheita, as condições climáticas influenciam diretamente o resultado final do processo de conservação.

Diante desse cenário, produtores seguem atentos à evolução do tempo para minimizar perdas e garantir melhor qualidade do material ensilado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inverno no Rio Grande do Sul exige manejo reforçado para proteger vacas leiteiras e manter a produtividade

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As condições climáticas do inverno no Rio Grande do Sul demandam atenção especial dos produtores de leite para preservar a saúde do rebanho e evitar impactos na produtividade. Apesar da boa adaptação das vacas da raça Holandesa às baixas temperaturas, a combinação de frio, vento e alta umidade representa um desafio importante para o manejo das propriedades leiteiras.

Segundo a superintendente técnica substituta da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Maíza Scheleski, o frio, por si só, não costuma comprometer o desempenho dos animais. Pelo contrário, as temperaturas mais amenas podem até favorecer a produção de leite.

“As vacas leiteiras da raça Holandesa toleram muito bem o frio, que pode inclusive contribuir para o conforto térmico e para a produção. O maior desafio durante o inverno gaúcho é a associação entre frio, vento e umidade, característica frequente nesta época do ano”, explica.

Umidade e barro aumentam riscos sanitários

Entre as principais recomendações para o período está a manutenção de ambientes secos e protegidos, especialmente após chuvas. A presença constante de barro e umidade favorece a proliferação de agentes causadores de doenças e pode comprometer diretamente o bem-estar animal.

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De acordo com a especialista, os impactos são observados principalmente na saúde dos cascos e na incidência de mastite, uma das enfermidades que mais geram prejuízos à atividade leiteira.

“É fundamental garantir que os animais tenham acesso a áreas secas e protegidas. O excesso de umidade aumenta significativamente os riscos de problemas nos cascos e favorece a ocorrência de mastite”, destaca.

Terneiras exigem atenção redobrada no inverno

As categorias mais jovens do rebanho também estão entre as mais vulneráveis às condições climáticas adversas. Durante o inverno, cresce a incidência de doenças respiratórias, tornando essencial a adoção de medidas preventivas.

Instalações limpas, camas secas, proteção contra correntes de vento e ambientes adequadamente manejados contribuem para reduzir os riscos sanitários e melhorar o desenvolvimento dos animais.

Segundo Maíza, o conforto das terneiras deve ser tratado como prioridade para minimizar perdas e garantir melhores índices produtivos no futuro.

Nutrição, conforto e sanidade são fundamentais

Além da infraestrutura adequada, fatores como alimentação balanceada, monitoramento sanitário e manejo eficiente continuam sendo determinantes para o desempenho do rebanho durante os meses mais frios do ano.

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A especialista ressalta que a combinação de boas práticas de manejo, nutrição adequada e atenção ao conforto animal permite que os produtores atravessem o inverno sem comprometer a produtividade da atividade leiteira.

Com planejamento e cuidados preventivos, é possível reduzir os efeitos das condições climáticas típicas do Sul do Brasil, preservar a saúde dos animais e manter a eficiência dos sistemas de produção de leite.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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