Em comemoração aos 22 anos da unidade, o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), da Secretaria Segurança Pública (Sesp-MT), homenageou, nesta sexta-feira (06.12), 22 personalidades com a honraria das Comunicações da Segurança Pública de Mato Grosso.
O evento foi marcado por homenagens e despedida, com a saída do delegado Cláudio Alvares Sant’Ana da superintendência do Ciosp, que será assumida pelo tenente coronel PM, Wangles dos Santos Lino.
O secretário adjunto de Inteligência, Valter Furtado Filho, representando o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Augusto Roveri, agradeceu a todos os homenageados pela contribuição aos serviços prestados pelo Ciosp à sociedade.
O novo secretário adjunto de Integração Operacional (Saiop), coronel PM Fernando Augustinho de Oliveira, que também foi homenageado quando ocupava o cargo de corregedor geral da Polícia Militar, destacou a importância do Centro Integrado como um elo entre a sociedade e as forças policiais, e para a manutenção da ordem e da segurança.
“Dentro do pilar da integração das forças de segurança, a atribuição de comunicação do CIOSP é indispensável para a eficiência dos órgãos públicos. Parabéns aos agraciados que contribuíram de maneira eficiente para que a comunicação chegue em todos os cantos de Mato Grosso”, explanou.
O ex-superintendente do Ciosp, delegado Cláudio Alves Sant’Ana, que comandou a homenagem, agradeceu ao secretário de Segurança, coronel PM César Roveri, e ao Governo de Mato Grosso pelo apoio na criação dos programas desenvolvidos pelo Ciosp durante sua gestão.
“Agradeço também ao nosso governador Mauro Mendes pelo esforço em prol da segurança pública do Estado, que nos últimos dois anos enviou mais de R$ 100 milhões de investimentos em câmeras de monitoramento, rádios digitais. Eu só tenho a agradecer”, destacou em sua fala de despedida.
Veja a lista dos 22 agraciados:
Orlando de Almeida Perri – Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso;
Celia Regina Vidotti – Juíza da Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá;
Waldir Júlio Teis – Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso;
Henrique Correia da Silva Santos – Cel PM/Coordenador Militar da Assembleia Legislativa de Mato Grosso;
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.