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Clima favorece florada e mantém preços firmes na colheita de citros no RS

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Condições climáticas beneficiam citricultores

O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar destaca que as condições climáticas recentes nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul têm favorecido o desenvolvimento das lavouras de citros e a realização de tratos culturais nos pomares. A combinação de chuvas e temperaturas amenas contribuiu para o manejo fitossanitário e para o monitoramento de pragas, como a mosca-das-frutas, promovendo uma floração intensa e perspectivas positivas para a safra.

Colheita de laranja avança com preços estáveis

Na região de Caxias do Sul, a colheita concentra-se nas variedades Monte Parnaso e Valência. Alguns produtores optam por estender a colheita até novembro ou armazenar a fruta para aproveitar melhores preços. A laranja de mesa (Umbigo) é comercializada entre R$ 2,00 e R$ 2,70/kg, enquanto a destinada à indústria é vendida a R$ 0,65/kg.

Em Bom Princípio e São José do Hortêncio, a laranja Valência apresenta preços entre R$ 20,00 e R$ 40,00 para consumo in natura e de R$ 10,00 a R$ 15,00 para a indústria. A laranja Monte Parnaso tem 60% da colheita concluída, com preços entre R$ 50,00 e R$ 60,00 por caixa de 25 kg.

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Em Passo Fundo, novos pomares estão sendo finalizados e a colheita industrial segue com preços entre R$ 0,60 e R$ 0,70/kg.

Bergamotas com oferta variada e preços consistentes

A bergamota Montenegrina já tem colheita avançada, com preços em Cotiporã a R$ 40,00 por caixa de 22 kg. No Vale do Caí, em Lajeado, a colheita atinge 95% da safra, com valores entre R$ 30,00 e R$ 75,00 por caixa de 25 kg, dependendo da qualidade da fruta.

A bergamota Murcott também apresenta boa colheita: 55% em Pareci Novo e 90% em Harmonia, com preços variando de R$ 60,00 a R$ 85,00 por caixa de 25 kg.

Lima ácida Tahiti mantém preços elevados

A lima ácida Tahiti continua com preços elevados devido à baixa oferta, variando entre R$ 85,00 e R$ 110,00 por caixa de 25 kg nas regiões de Bom Princípio, Harmonia e São Sebastião do Caí.

Expectativa de próxima safra

A floração intensa, aliada às condições ambientais favoráveis, indica bom pegamento de frutos para a próxima safra. Os citricultores seguem realizando tratamentos fitossanitários, com destaque para o controle da podridão floral (estrelinha), garantindo a qualidade e produtividade das culturas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Títulos privados do agro movimentam R$ 580,78 bilhões em CPR no início da safra 2026/27

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou as finanças privadas do agro. Em julho de 2026, os estoques de Cédula de Produto Rural (CPR) totalizaram R$ 580,78 bilhões, distribuídos em 372 mil cédulas, com ticket médio de R$ 1,56 milhão. Considerando apenas os títulos emitidos em julho, primeiro mês da safra 2026/27, foram registrados R$ 37,53 bilhões em novas CPR.

Os estoques de Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) somaram R$ 560,37 bilhões. Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% desse valor, equivalente a R$ 336,22 bilhões, precisa ser reaplicado no financiamento do setor agropecuário. Desse montante, pelo menos 45%, ou R$ 151,30 bilhões, precisa ser direcionado ao crédito rural oficial. Os valores consideram recursos destinados à safra atual e contratos ainda em aberto de safras anteriores.

Em julho, os estoques de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e de Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) foram de R$ 174,20 bilhões e R$ 30,21 bilhões, respectivamente.

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No caso dos Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro), considerando os dados de junho de 2026, o patrimônio líquido totalizou R$ 64,13 bilhões, distribuídos em 285 fundos.

Os dados são do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola do Mapa.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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