Saúde

Cobertura de tratamento contra oncocercose com ivermectina atinge nível satisfatório em área indígena

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O Brasil está cada vez mais perto da eliminação da oncocercose como problema de saúde pública até 2030, como estabelece o Programa Brasil Saudável – Unir para Cuidar. No primeiro semestre de 2026, o país atingiu a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 85% de tratamento coletivo das comunidades endêmicas da doença. O país concentra o último foco ativo da oncocercose nas Américas, localizado na Terra Indígena Yanomami, nos estados de Roraima e Amazonas, em área de fronteira com a Venezuela. Fora do continente americano, a doença ainda mantém diversos focos ativos na África.

“Nesse primeiro ciclo de 2026, chegamos a 85,4% de cobertura da população elegível para o tratamento coletivo, que corresponde a toda a população em risco, menos as gestantes, pessoas gravemente doentes e crianças menores de 5 anos, com menos de 90 cm de altura e menos de 15 quilos”, destaca o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Francisco Edilson Ferreira.

Atualmente não há, no Brasil, registros de cegueira causada pela oncocercose. O último caso de comprometimento oftalmológico associado à doença, uma ceratite esclerosante, foi identificado em 2012. A cegueira provocada pela doença é irreversível, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e da manutenção do tratamento preventivo nas áreas de risco.

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Décadas de tratamento coletivo

Desde a década de 1990, quando o foco da doença foi delimitado à população indígena residente na Terra Yanomami, o Brasil mantém uma série histórica de tratamento coletivo com ivermectina. A cobertura chegou a atingir 100% em um ciclo e vem superando, na maior parte dos anos, a meta de 85% estabelecida pela OMS como parâmetro para interromper a transmissão do parasita.

A ivermectina é uma droga microfilaricida, ou seja, seu uso contínuo evita que pessoas infectadas cheguem a manifestar a doença e impede a manutenção de reservatórios humanos do parasita, fundamentais para a cadeia de transmissão.

Sobre a doença

A oncocercose é uma doença parasitária crônica causada pelo verme Onchocerca volvulus, transmitida pela picada do inseto Simulium, conhecido popularmente como borrachudo ou pium, infectado com larvas do parasita. Cerca de um ano após a infecção, o verme atinge a fase adulta e passa a produzir grande quantidade de microfilárias, que se espalham pelo corpo e podem atingir os olhos, causando lesões na córnea e, em casos graves, cegueira. A doença também provoca lesões de pele, como nódulos (os chamados oncocercomas), coceira, erupções cutâneas, perda de elasticidade, despigmentação, lesões com líquido inflamatório e febre.

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O diagnóstico pode ser feito por exames de imagem, biópsia, PCR para detecção do DNA do parasita e exames sorológicos. O tratamento é realizado com ivermectina em dose única, ofertada duas vezes ao ano, para moradores e profissionais que atuam na área endêmica. A estratégia também contempla indígenas venezuelanos em trânsito pelo território brasileiro na região de fronteira.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

População de Torres (RS) é atendida por carreta de saúde da mulher do Ministério da Saúde; veja como funciona

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Pacientes do SUS que aguardam serviços especializados em saúde da mulher em Torres (RS) e região estão sendo atendidas por uma carreta do Ministério da Saúde. Estruturada com equipamentos, insumos e uma equipe multiprofissional, a unidade oferta serviços para diagnóstico precoce de câncer de mama e do colo do útero.

Os serviços fazem parte do programa Agora Tem Especialistas, criado pela Lei nº 15.233/2025, e oferecem consultas, procedimentos, exames e demais ações em atenção especializada à saúde. 

Na unidade móvel, são realizadas mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, biópsias e consultas com especialistas, que interpretam os exames e direcionam a paciente para as próximas fases de cuidado. Em funcionamento de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, pode realizar até 60 atendimentos por dia.

Além do município, pacientes de outras 11 cidades também poderão ser encaminhados para atendimento pelas secretarias municipais de saúde: Arroio do Sal, Capão da Canoa, Dom Pedro de Alcântara, Itati, Mampituba, Maquiné, Morrinhos do Sul, Terra de Areia, Três Cachoeiras, Três Forquilhas e Xangri-lá.

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A superintendente do Ministério da Saúde no RS, Maria Celeste, visitou a carreta nesta sexta-feira (4). “Estamos muito felizes com os procedimentos realizados até então, num processo de redução do tempo de espera das pacientes para os exames de ecografia e mamografia, tão importantes para o enfrentamento ao câncer de mama. Como resultado, já foram realizadas mais de 500 mamografias e mais de 500 ecografias na carreta de Torres”, disse.

Mais acesso à saúde

Dezessete municípios já foram atendidos no estado pelas carretas do Ministério da Saúde, ofertando serviços especializados em saúde da mulher, exames de imagem e oftalmologia. Ao todo, 10,2 mil pessoas foram atendidas e 21,3 mil procedimentos foram realizados.

Para ser atendido

As carretas atendem exclusivamente pacientes que foram pré-agendados e encaminhados para a unidade pela secretaria municipal de saúde. Pessoas que já aguardam os exames pelo SUS podem solicitar encaminhamento indo até uma Unidade Básica de Saúde da cidade.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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