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Colheita do Arroz no RS destaca novas tecnologias e potencial de produtividade nas terras baixas

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A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas movimenta o município de Capão do Leão (RS), reunindo mais de 50 empresas do setor e apresentando avanços em manejo, rotação de culturas e novas cultivares voltadas ao sistema produtivo arrozeiro. O evento consolida-se como uma vitrine tecnológica para o campo, promovendo práticas que visam aumentar a eficiência e a rentabilidade das lavouras de arroz no estado.

Projeto Sistema Arroz RS 14 aposta em rotação e manejo para elevar produtividade

Um dos destaques da programação é o Projeto Sistema Arroz RS 14, desenvolvido pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A iniciativa busca elevar a produtividade nas áreas de terras baixas por meio de ajustes de manejo, rotação de culturas e uso de genéticas adaptadas às condições locais.

De acordo com Luiz Fernando Siqueira, gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) do Irga, a meta é atingir até 14 toneladas por hectare, superando a média estadual da última safra, que foi de 9,044 toneladas por hectare.

“Existe um potencial técnico de incremento superior a 5 toneladas por hectare, desde que sejam aplicadas boas práticas de manejo e rotação com soja, milho e forrageiras”, explica Siqueira.

Atualmente, 65% da área cultivada com arroz no Rio Grande do Sul utiliza genética desenvolvida pelo Irga. Segundo o dirigente, o desenvolvimento de uma nova cultivar leva de 10 a 12 anos, desde o melhoramento até a validação agronômica. O projeto propõe uma estratégia de cultivo contínuo, com arroz, soja e milho no verão e pastagens ou culturas de inverno em diferentes regiões, garantindo geração de renda ao longo de todo o ano.

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Embrapa apresenta cultivares especiais e alternativas de diversificação

A Embrapa participa do evento com vitrines que apresentam novas cultivares de grãos longos e finos, além de materiais voltados a nichos de mercado específicos. Entre os lançamentos está a BRS AS 707, cultivar de grãos pretos consumidos sem polimento, que amplia a diversidade de produtos disponíveis ao consumidor.

O pesquisador Elbio Cardoso, da Embrapa, ressalta que os novos materiais contribuem para a diversificação comercial do setor.

“Trabalhamos com variedades que atendem segmentos específicos da indústria e do consumidor, oferecendo opções que vão além do arroz branco tradicional”, afirma Cardoso.

As vitrines tecnológicas também apresentam soluções integradas de manejo para áreas de terras baixas, demonstrando alternativas viáveis de condução da lavoura e integração de culturas.

Federarroz reforça papel estratégico das vitrines tecnológicas

Segundo André Matos, diretor técnico da Federarroz, as vitrines têm o propósito de aproximar as soluções tecnológicas das realidades das propriedades rurais, facilitando a tomada de decisão dos produtores.

“Nosso objetivo é apresentar, em um único espaço, alternativas que ajudem o produtor a tomar decisões mais assertivas dentro do sistema produtivo”, destaca Matos.

Evento conecta o campo ao mercado e amplia troca de conhecimento

Com o tema “Cenário atual e perspectivas: conectando campo e mercado”, a 36ª edição da Abertura Oficial da Colheita do Arroz reforça o papel do evento como fórum de integração entre pesquisa, tecnologia e produção.

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A iniciativa é uma realização da Federarroz, com correalização da Embrapa e do Senar, e patrocínio premium do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

O evento reafirma o compromisso do setor em buscar inovação, sustentabilidade e aumento da competitividade no cultivo de arroz e demais grãos em terras baixas no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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