Natural de Cachoeira de Itapemirim, no Espírito Santo, Tábita Oliveira chegou a Cuiabá em 2016 e logo passou a buscar caminhos para construir sua independência financeira por meio do empreendedorismo. Cheia de ideias, mas também de dúvidas comuns a quem deseja começar um negócio próprio, ela encontrou na observação do trabalho de uma amiga com semijoias a inspiração que faltava para dar o primeiro passo, decisão que marcou o início de sua trajetória profissional, consolidada a partir de 2020.
Com o negócio em crescimento, Tábita entendeu que era o momento de dar o próximo passo. Dedicada à venda de semijoias, entre elas brincos, colares, pulseiras, anéis e pingentes, ela buscava formas de modernizar o atendimento e fortalecer a marca. Foi quando, em 2022, por meio das redes sociais, que conheceu a Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso. Com o acesso à linha Mulher Empreendedora, Tábita acessou o crédito que seria a virada de chave do negócio.
O financiamento possibilitou a profissionalização do negócio, as etiquetas de preço, antes feitas à mão, passaram a ser produzidas com impressora; um notebook garantiu maior organização e controle do estoque; além disso, ela pôde ampliar as mercadorias e investir em identidade visual, fortalecendo a marca Tábita Oliveira.
A empreendedora conta que após o financiamento, tudo mudou. “Com o financiamento, eu consegui dar um passo maior no meu negócio. Antes, tudo era muito simples e feito de forma manual. Depois que eu profissionalizei a marca, com materiais mais modernos e apresentação mais bonita, percebi que isso faz diferença para o cliente. Quando o produto chama atenção e transmite profissionalismo, as pessoas se sentem mais confiantes para comprar.”
Hoje, o empreendimento de Tábita ultrapassa as portas da loja física. Com o apoio de cerca de 15 revendedoras que atuam em Cuiabá, ela expandiu a presença da marca e gerou oportunidades de renda para outras mulheres.
Para outras mulheres que desejam empreender, mas têm receio de não dar certo, Tábita deixa o recado: “Empreender não é fácil, mas não desista. Busque algo que você realmente goste de fazer, algo que você ame de verdade. Às vezes a gente pensa só no que pode dar dinheiro, e claro que isso importa, mas quando você trabalha com aquilo que te move, a vontade de fazer acontecer te leva mais longe. O retorno financeiro vem como consequência.”
Até setembro de 2025, a Desenvolve MT liberou pela linha empreendedora mais de R$1,8 milhão em crédito para mulheres que estão à frente do próprio negócio em todo Mato Grosso, fortalecendo o protagonismo feminino no estado.
A linha Mulher Empreendedora da Desenvolve MT é voltada para mulheres que desejam tirar o sonho do papal ou inovar. Com crédito de até R$15mil, 30% do valor para capital de giro e 70% para compra de produtos, mercadorias, máquinas e equipamentos, além de prazos de 42 meses e carência de até seis meses.
Para saber mais acesse o nosso site www.desenvolve.mt.br ou entre em contato pelo telefone (65) 3613-7900.
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
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